Grid

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Levantando o véu...

Há uns tempos referi aqui que ando a fazer umas experiências nas varandas cá de casa. Após dois anos a usar ervas aromáticas colhidas no momento, coroadas com uma plantação bem sucedida de rúcula no início da primavera, resolvi este ano ir um pouco mais longe. Quão longe? Ora vejam...  


Quando fui no outro dia ao horto comprar terra, estavam a vender rebentos de tomateiro (tomate-chucha, o meu favorito) aos quais não consegui resistir. Mesmo ao lado, estavam rebentos de courgetes. Demorei uns dias até ter tempo para os plantar num vaso decente e quando os plantei, já estavam com um aspecto moribundo. No meu desconhecimento da coisa, pus tudo no mesmo vaso, rebentos de tomate e rebentos de courgete ao molho. Os tomateiros começaram a crescer a um ritmo alucinante e as courgetes, coitadas, não passavam de uma ou duas folhas com mau aspecto. Tal como me acontece com tudo na vida, se um assunto despertar o meu interesse, fico com uma sede insaciável de conhecimento sobre o dito cujo. Então comecei a pesquisar, a ler uns livros e a ficar realmente entusiasmada com esta experiência. É a minha veia de investigadora a funcionar...

Dei então às courgetes uma casa mais espaçosa e apropriada e, no espaço de uma (!) semana, cresceu desmesuradamente. Agora já tem flores-macho e flores-fêmea, já com o projecto de courgete à espera de ser polenizado. Quanto aos tomateiros, em duas semanas cresceram tanto que têm agora um metro e vinte de altura e uns vinte frutos a crescer e a amadurecer lentamente.


Com estes resultados, voltei ao horto e resolvi comprar sementes para fazer outras experiências. Aqui, temos rabanetes e nabos. Os rabanetes crescem muito depressa e dentro de uma semana ou duas já devem poder ser colhidos. Os nabos demorarão um pouco mais, talvez um mês.


Como o espaço não abunda, resolvi comprar um sistema de horta vertical, que permite empilhar até nove vasos, com três entradas cada. Comprei apenas três para experimentar, onde tenho oito morangueiros plantados. Estão a dar morangos  pequeninos, muito doces. Para já só dá dois ou três de cada vez e é a Catarina que se tem deliciado com eles. Segundo li, só no segundo ano terei uma boa colheita, mas para já vai dando para a piada...


Comprei também estas malaguetas e, ao lado, semeei uns pimentos, que estão a demorar um pouco a despontar. Não sei se irão germinar. Veremos...


Resolvi tentar uma vez mais ter manjericão, que é uma das plantas que nunca consegui manter com bons resultados. Depois das duas semanas iniciais, parece que se adaptou. Talvez seja desta... 



Para terminar, mostro-vos como o tomilho e a hortelã estão bonitos.


Confesso que me tem dado um gozo tremendo chegar a casa e vir espreitar a minha "horta", regá-la, colher os seus frutos. A Catarina ajuda-me com bastante entusiasmo e é tempo de qualidade que passamos juntas. Não tenho objectivos específicos para esta experiência, apenas apreciar o processo, aprender com ele, enfrentar os desafios do "biológico" e, porque não, comer legumes acabadinhos de colher, mesmo que não dêem para mais do que uma ou duas refeições.

domingo, 19 de junho de 2011

Paixões

Acho que todos nós temos paixões que nos acompanham ao longo da vida: livros e escritores, filmes e actores, sítios, músicas e bandas, entre outros. Pequenas coisas que nos tiram a respiração, nos fazem pele de galinha e um nó na garganta. Eu tenho várias, mas hoje trago-vos esta. É uma paixão que dura há mais de dezoito anos e tem ainda a mesma intensidade que tinha no início. Não consigo fartar-me. Não consigo não gostar. O entusiasmo que sinto nunca morre e raramente passo uma semana sem o ouvir. É o Eddie, sim, mas não este. É este aqui. A voz que mais me diz de todas as que conheço, seja nos Pearl Jam, seja a solo na banda sonora do Into the Wild ou no novo Ukelele Songs.

Podia entrar em grandes considerações sobre o álbum, o que ele conseguiu fazer com apenas um instrumento - o nosso cavaquinho... - ou sobre a música dos Pearl Jam, com a qual cresci e me tornei em parte quem sou hoje. Talvez noutro dia. Hoje deixo-vos só algumas das músicas e letras do novo álbum, que acredito que não vá fazer o gosto de todos mas que eu, com toda a minha assumida parcialidade, acho simplesmente fabuloso.


You're true



Lonely cliffs and waterfalls
If no one sees me, i'm not here at all
You could be the one to liberate me
From the sun

So please, give the moon to me
I'd be indebted to ya
Walk the dog and pay rent to ya
If you say the word, i'm yours
Oh sure...
Nothing ever goes my way
But with you here, that all will change
Suddenly i'm a new born child
And i'm ready to live a while with you
So much left to do
And so i thank you dearly
For letting me see clearly
Open up, she said
You're true, be you
I'm at home in my own skin
I'm like an ocean's tide come in
Yes you could be the one to hold my
Hand beneth the full moon
You could be the one
You're true, you're true
You're true, you're true
You're true...


Longing to belong





I'm falling harder than I've ever fell before
I'm fallin fast while hoping
I'll land in your arms
Cause all my time is spent here
Longing to belong
To you
I dream of circles perfect
Eyes within your face
My heart's an open wound that
Only you replace
And though the moon is rising
Can't put your picture down
Love can be frightening when you fall
And when the time is right, I
Hope that you'll respond
Like when the wind gets tired
And the ocean becomes calm
I may be dreaming but I'm
Longing to belong
To you


Can't Keep





I wanna shake
I wanna wind out
I wanna leave
This mind and shout
I've lived
All this life
Like an ocean
In disguise
I don't live for
Ever
You can't keep
Me here
I wanna race
With the sundown
I want a last breath
Forgive
Every being
The bad feelings
It's just me
I won't wait
For answers
You can't keep
Me here
I wanna rise
And say goodnight
Wanna take
A look on the other side
I've lived
All those lives
It's been wonder
Full at night
I will live for
Ever
You can't keep
Me here

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Saudades das férias...

Estou a precisar de férias. Desesperadamente. Ainda falta o que parece ser uma eternidade. Até lá, ficam as memórias das do ano passado...

Odeleite
Mercado de Vila Real de Santo António
Ilha de Tavira
    
Praia da Ilha de Tavira

Pelos caminhos do Alentejo

Valverde
Herdade do Esporão

Monsaraz
  

Évora

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Número Três

Fiz a minha terceira mala. Como tenho usado sempre o mesmo modelo, que vou aumentando a cada nova experiência, já a consegui montar num instante. Desta vez fi-la com duas alças, o que também se revelou pacífico. O problema são os detalhes: no momento exacto em que cosi as alças, fiquei desanimada: ficou horrível. Depois tentei dar uns pontos à mão por cima... pior ainda ficou. Então, por fim, fiz um rolinho com a parte solta da alça e lá salvei a honra do convento. Vêem-se os remates, mas consegui evitar que o desastre fosse total...


Desta vez não usei linhas contrastantes para não se notar tanto a falta de técnica e as costuras tortas. E, lição valiosa, aprendi que se o tecido for realmente apelativo, os defeitos ficam mais disfarçados.  O resultado final foi este:


Bem, ficou suficientemente decente para ser a prenda de anos da minha mãe. Ser cobaia nestas experiências é uma das funções das mães. Acho que ela gostou ou então disfarçou bem...

Pin it

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...