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terça-feira, 29 de maio de 2012

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Aprender a fotografar

Desde meados de Março, os meus Sábados de manhã têm sido ocupados por um curso de técnica fotográfica no Instituto Português de Fotografia. Foi uma prenda de mim para mim, algo que já queria ter feito e para a qual será difícil arranjar tempo nos próximos dois anos. Foi um risco ter-me inscrito: se esta gravidez tivesse corrido como a da Catarina, teria tido que estar algum tempo em casa e o investimento no curso teria sido em vão. Mas felizmente está tudo a correr bem e consegui ir a todas as aulas sem grandes complicações.

O curso está a ser óptimo: tem uma componente teórica muito forte, mas onde se aprende realmente é nas aulas práticas. Fizemos uma série de exercícios para aprender a lidar com a máquina e para testar as suas potencialidades em modo totalmente manual, claro está! Não se pode dizer que tenha sido fácil. Mas vale mesmo a pena saber lidar com aquele bicho e perceber o quão pouco o sabia usar até agora.

Das aulas de exterior não há grande coisa para mostrar. Foram exercícios para aplicar conceitos, logo as imagens não têm grande relevância estética, apenas técnica. Mas a última aula foi de estúdio e com dois modelos. Difícil, mas óptimo para treinar a parte mais complicada para mim: fotografar pessoas. Aqui ficam alguns exemplos do trabalho de Sábado. Os modelos são a Mariana Borges e o Rodrigo Paganelli da Central Models e foram no mínimo excelentes. 





Fui a primeira a fotografar, então não se pode dizer que tenha propriamente dirigido a Mariana. Não saberia como. Mas mesmo com as minhas parcas indicações, ela conseguiu dar-me óptimas fotografias. 
Cada um de nós tinha apenas cinco minutos, então cortei muitos pés, escalpes e cotovelos à pobre rapariga. Com ele já foi diferente. Já tinha visto os meus colegas, já tinha dicas do professor e tudo foi feito com mais cuidado e atenção. Podiamos escolher fotografar ambos desta vez, então pedi-lhes para fazerem uma pequena encenação. Para as fotografias a solo, ele seria um mafioso to be, pretenso durão...


... mas que se derreteria todo quando a visse. 


Ela não estaria minimamente interessada nele...



... mas em alguém que avistaria ao longe...


...o que originaria uma cena de ciúmes e subsequente acesa discussão. 


Lugar comum? Sem dúvida, mas foi uma forma divertida de os dirigir e, pelo menos na minha opinião, deu bom resultado.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Era uma vez um bolo de limão sueco...

... simples e singelo no seu tom amarelo. Franzino e achatado, é certo, mas os bolos não se medem aos palmos, lá diz o velho ditado.


Os limões da vizinha da mãe, vindos de árvore fértil e sã, cederam a sua aromática casca para lhe dar nome e sabor. Ovos de gema cor de milho, bem batidos com o belo e aromático açúcar ocre e com a manteiga das nossas ilhas, reforçaram o seu tom solarengo. Um pouco de extracto de baunilha caseiro - acrescentado por opção e porque sim -, alguma farinha para lhe dar corpo e claras em castelo para uma consistência ainda mais macia foram quanto bastasse para uma massa deliciosa, que teve que ser tirada do alcance de dedos mais pequenos que não paravam de rondar a taça.



Na sertã de ferro mandava a receita cozinhá-lo e foi feita a sua vontade. Algumas amêndoas palitadas deram-lhe um toque de vaidade, sobretudo quando o forno lhes acentuou o bronzeado e apurou os aromas. Mesmo o mais simples dos bolos tem direito a algum glamour... 


Ainda morno, foi acompanhado por uma chávena de Darjeeling, alegrando e aquecendo uma tarde cinzenta e chuvosa de Abril, bem parecida com as do país que lhe dá o nome. E foi com estes pequenos grandes nadas que apesar de singelo e franzino, ganhou uma legião de fãs entre palatos graúdos e miúdos, vivendo feliz até à última fatia.

*****

Swedish Visiting Cake, Dorie Greenspan, "Baking with Dorie"

Desafio lançado pelo Dorie às Sextas
(quantidades para uma receita e meia)

Raspa de dois limões
Três ovos
Uma chávena (cup) e meia de açúcar amarelo
Uma chávena e meia de farinha de trigo
Cento e cinquenta gramas de manteiga derretida e fria
Uma colher (chá) e meia de extracto de baunilha
Amêndoas laminadas quanto baste (usei palitadas porque me faltavam as outras, mas creio que com laminadas ficará melhor)

Bate-se o açúcar com as gemas e a raspa dos limões. Acrescenta-se o extracto de baunilha e a manteiga e bate-se bem. Junta-se a farinha e, por fim, as claras batidas em castelo firme. Deita-se a massa numa frigideira de ferro que possa ir ao forno, untada com manteiga (a sugestão original para a medida da frigideira é de vinte e três centímetros de diâmetro. A minha é maior, daí ter aumentado a massa. Uma forma normal fará o mesmo efeito). Polvilha-se com as amêndoas e leva-se a forno pré-aquecido a cento e oitenta graus durante quinze a vinte minutos. Deve ficar húmido por dentro. Desenforma-se ou serve-se directamente da frigideira. 



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