Grid

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Ausências, pinturas e teimosias


Tenho andado ausente. Porquê? Porque, teimosa como sou, não quis esperar por Dezembro para pintar os dois quartos cá de casa. Em Dezembro, teria tido ajuda. Mas Dezembro é o meu mês mágico e, sinceramente, não quis estar com a casa de pantanas quando deve é estar alegre e bem decorada. Por isso, fi-lo na semana passada. Fi-lo sozinha. Consegui, é claro, e ficou bastante bem, mas doem-me todos e cada um dos músculos do meu corpo. O processo todo demorou dez dias, entre mudanças, preparação, primário, secagem, demão, secagem, demão e a mesma ordem no outro quarto e, por fim, arrumações. Mas já está. Quase, pelo menos, ainda falta voltar a pregar os quadros, comprar umas estantes e arrumar um ou outro brinquedo que ainda anda por aí (como é que a Cat pode ter tantos? Nós demos-lhe pouquíssimos, eu sou ditadora com os avós e corto-lhes as vasas e, mesmo assim, são demasiados...). No fundo, passei uns quantos dias rodeada de tintas e com o chão forrado com jornais (para mal dos meus pecados, cheios de fotografias de Gaspar, Passos e Portas, brrr...) e fui passando do entusiasmo para a fartura. Mas foi quando tive que arrumar roupas e brinquedos que estive mesmo tentada a pregar com tudo no caixote do lixo! Ainda assim sobrevivi, dorida mas sã. E as tralhas também, já arrumadas nos seus novos sítios. Ou quase.


terça-feira, 13 de novembro de 2012

O Tiago...

... aos olhos da mana. Os braços sem corpo são os meus a pegar nele.


Nota: sim, ele está a pensar num gelado. Questionada a autora do desenho, a explicação foi é um gelado feito com o teu leite, ele pode comer...

domingo, 11 de novembro de 2012

Segunda vida - a camisola da mãe


Desde que me lembro, gosto de dar uma segunda vida às coisas. Muitas vezes implica que passem a ter um uso diferente daquele para que foram feitas. Outras vezes, continuam com a mesma utilidade, mas com uma cara diferente. Exemplos disto são os meus antigos cubos de CD e DVD que estão agora na cozinha com as chávenas e pires de café ou dentro dos armários para conseguir espaço extra; os tabuleiros para bolos que de tão grandes raramente são usados e que por isso servem de gavetas também nos armários fundos da cozinha; as caixas de sapatos que passam a organizadores dos armários das casas de banho; as estantes que tenho na arrecadação, que já foram as estantes do meu quarto em casa dos meus pais, para depois serem pintadas de azul, levarem uma cortina e serem o meu espaço de arrumação na cozinha da minha casa anterior; os frascos de vidro que servem para arrumar contas e conchas e botões ou que são reaproveitados para as compotas; os frascos de iogurte que passam a porta-velas; capas de almofada com tecidos de camisa... enfim, há um sem número de exemplos espalhados cá por casa. 

Desta vez dei uma segunda vida a uma camisola. No ano passado, a minha mãe trouxe-me duas camisolas que já estavam velhotas e que ela feltrou para me dar, sabendo que mais tarde ou mais cedo eu faria alguma coisa com elas (obrigado mãe!). A vantagem de feltrar é que se passa a conseguir cortar uma malha sem que esta desfie. Para o processo ficar perfeito, a peça deve ter um alto teor de lã na sua composição: a lã encolhe com a água quente e as malhas ficam muito apertadas, tão apertadas que não desfazem. De qualquer modo, consegue-se feltrar peças com menos lã, apesar de o resultado final não ser tão seguro: a camisola que usei já não tinha etiquetas, mas parece-me que tinha algumas fibras sintéticas na sua composição para além de lã. Ainda assim, conseguiu feltrar o suficiente para não desfiar.Voltando às camisolas: recortei-as pelas costuras para conseguir guardá-las melhor e arrumei-as nas prateleiras de tecidos à espera de um rasgo de inspiração. E ela finalmente veio a reboque dos dias frios: transformar a camisola cor-de-rosa numas luvas sem dedos para a Catarina. Eu adoro luvas sem dedos porque mantêm os pulsos e as mãos quentes mas não nos tiram mobilidade, logo podemos usar as mãos à vontade. 


Quando voltei a montar a camisola para esta fotografia, achei que talvez conseguisse fazer mais qualquer coisa para além das luvas... talvez um gorro com a gola e um cachecol com as mangas... Então pus mãos à obra. Demorei pouco menos de duas horas e cosi à mão, coisa que detesto fazer mas que para aqui teve que ser. Para o gorro, cosi uma extremidade da gola como se fosse uma flor com pétalas cada vez mais juntas. Para o cachecol, cortei as costuras das mangas em viés e cosi uma à outra de modo a ficar um grande rectângulo. Para as luvas, cortei dois rectângulos iguais da frente e das costas da camisola e cosi os lados um ao outro, deixando apenas uma abertura para o polegar. Com as sobras das costuras e dos recortes, fiz seis flores: duas para o gorro, duas para o cachecol e uma para cada luva. E este foi o resultado final.


A Cat ficou felicíssima porque há muito que me pedia umas luvas daquelas. Vieram com bónus e, ainda por cima, em cor-de-rosa!


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Os muffins mais irresistíveis de sempre


Nova quinzena, novo desafio das Dories. Desta vez, muffins de abóbora. E que muffins!!! Só de rapar os restos da massa (que ficaram todos para mim, a minha ajudante habitual estava na escola quando os fiz) fiquei logo com vontade de comer um e impaciente por que saíssem do forno. E depois de comer um, tive que comer outro. E depois, outro ainda... onde estava o meu auto-controlo? Por este andar não vou conseguir perder os quilitos a mais que o Tiago me deixou! 

Os muffins são bastante fáceis e rápidos, desde que se tenha já feito um puré de abóbora e nozes já descascadas. Eu não tinha nenhum deles, por isso demorei um pouco mais de tempo. Assei a abóbora no forno (algo que nunca tinha feito) e estive a partir nozes, coisa que geralmente só faço quando as vou comer, não para cozinhar. 


Tive também oportunidade de estrear as formas de muffin que comprei no outro dia (adorei!) e de dar novamente uso ao meu conjunto de medidas que tenho há doze anos e que só começaram a ser realmente necessárias com as receitas da Dorie.


Assim ficaram os meus muffins. Maravilhosos. Divinais.


E o cheirinho que ficou na casa? Sem dúvida, os muffins mais irresistíveis de sempre!


*****

Muffins de abóbora, passas e nozes, Dorie Greenspan

Duas chávenas de farinha de trigo
Duas colheres de chá de fermento em pó
1/4 de colher de chá de bicarbonato de sódio
1/4 de colher de chá de sal
3/4 de colher de chá de canela em pó
1/2 de colher de chá de gengibre em pó
1/8 de colher de chá de noz moscada moída no momento
1 pitada de pimenta da Jamaica moída
120 gramas de manteiga sem sal à temperatura ambiente
Meia chávena de açúcar branco
1/4 de chávena de açúcar mascavado claro
Dois ovos grandes
Meia colher de chá de extrato de baunilha
3/4 de chávena de puré de abóbora sem tempero
1/4 de chávena de buttermilk
Meia chávena de passas
Meia chávena de nozes
1/3 de chávena de sementes de girassol cruas (opcional)

Assar a abóbora no forno, com a casca virada para cima, durante cerca de uma hora a duzentos graus. Reduzir a puré. Se o forno tiver entretanto arrefecido, reaquecê-lo também a duzentos graus. Untar com manteiga 12 formas de muffins. Misturar os secos: farinha, fermento, sal e especiarias (não gosto do sabor do bicarbonato, por isso não usei. Também não tenho pimenta da Jamaica, por isso segui o conselho da Maria e juntei um pouco de pimenta e cravinho). Noutra tigela, bater a manteiga com os açúcares até obter uma mistura cremosa. Juntar um ovo de cada vez, batendo bem, e juntar a baunilha. Misturar a abóbora e o buttermilk (desta vez fui preguiçosa e fiz buttermilk falso - leite talhado com vinagre (ou sumo de limão) -, mas para o real deal ver aqui). Juntar lentamente os secos, as passas e as nozes e bater ligeiramente até a farinha desaparecer. Deitar a mistura nas formas, polvilhar com as sementes de girassol (não tinha, por isso deixei simples) e levar ao forno durante cerca de 25 minutos. E, por fim, devorar...

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O saco do bebé

O Tiago herdou quase tudo da irmã. As únicas duas coisas que não deu para aproveitar (sem contar com saias e vestidos por razões óbvias) foram a cama de viagem, que ficou com um encaixe partido por causa do uso, e o saco das fraldas que, apesar de ter servido durante estes três meses, precisava mesmo de reforma. Antes de ele nascer, andei a ver alguns sacos para o substituir mas os únicos que me agradaram custavam uma pequena fortuna. Então decidi fazer eu mesma um saco à medida das minhas necessidades, apesar de nunca ter feito algo tão complexo (implica fechos, bolsas interiores, enchimento e fitas a debruar, enfim, aquelas coisas de que tenho sempre fugido a sete pés desde que comecei a coser há dois anos atrás) e de nem sequer ter um template para me guiar. Uma pequena loucura para uma costureira inexperiente, mas lá fui eu. Usei o saco actual e este como inspiração. Comprei um tecido de piratas para o exterior e um de bolas para o interior, para a alça e para a fita de debruar. Dois meses e muitas pragas rogadas depois, foi este o resultado.

 

Não está perfeito. O enchimento dificulta bastante o trabalho e coser inúmeros cantos e cantinhos deu-me cabo da cabeça. A falta de tempo e de horas de sono também não foram grande ajuda, sobretudo quando tive que montar o saco. Mas já consegui terminar. Uns pontos fora do sítio, umas zonas cosidas à mão (e logo menos perfeitas, já que este não é o meu forte) mas fui eu que o fiz, sem instruções, sem rede e apenas por intuição. E até não ficou nada mal... Por isso, esta minha façanha deixou-me realmente orgulhosa. 

sábado, 3 de novembro de 2012

Babete para baba



No outro dia aventurei-me a fazer um babete para a filha de uma amiga que vai nascer dentro de uns meses. Peguei num babete do Tiago e copiei o modelo. Revelou-se uma tarefa muito simples e um excelente uso para um tecido que comprei há uns dois anos. Cortei a frente e o verso à medida e usei um pouco de plástico entre os dois tecidos e velcro para fechar. Para debruar o babete fiz uma fita verde com umas tiras de tecido. A parte mais difícil foi mesmo coser a fita nas partes redondas, não tenho prática suficiente para impedir que ficasse com umas quantas dobras. 


Não ficou perfeito, mas estou contente com o resultado final. Um babete para a baba, plastificado para não passar nenhuma humidade para a roupinha. 


E, já agora, um obrigado ao Tiago por ter servido de modelo sem refilar por ser um babete para rapariga. 

Pin it

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...