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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Um bolo arco-íris para a menina dos sete anos


Só tinha feito uma vez um bolo de anos para a Catarina. Foi no seu primeiro aniversário. No segundo andava cheia de trabalho (e com pouca paciência) e tive que comprá-lo já feito e a partir do terceiro o Pocoyo, as Princesas e as Winx levaram a melhor nos seus sonhos, um pouco contra o meu desejo. Mas este ano a Catarina quis que fosse eu a fazer o bolo. Fiquei mesmo feliz. E soube logo o que iria fazer: um bolo arco-íris. Ela adora creme de manteiga, por isso não poderia ser com um recheio diferente. E usei-o também para a cobertura. Apesar de achar fabuloso o que se faz com a pasta de açúcar, um bolo totalmente coberto com ela fica, na minha opinião, demasiado doce. Por isso (e porque me falta técnica para fazer melhor) usei-a apenas para fazer as decorações do bolo, com a ajuda de uns cortadores de bolachas.

Na sexta pus mãos à obra (não é totalmente verdade, já tinha adiantado um pouco as decorações durante a semana). Comecei por fazer uma base de bolo com a proporção de cinquenta gramas de farinha, vinte e cinco de manteiga e vinte e cinco de açúcar por cada ovo. Ora, uma base de seis ovos deu-me apenas para duas placas e quando experimentei a primeira, achei que sabia muito a ovo. Para a segunda dose, fiz uma proporção de setenta e cinco gramas de farinha, trinta e cinco gramas de açúcar e trinta de manteiga por cada ovo. Ficou perfeito. Deu-me para três placas de cerca de um centímetro de altura.

Para obter as cores, basta dividir a massa e juntar umas gotas de corante alimentar, aos poucos, até obter a cor desejada. Fiz cinco placas: uma amarela, sem corante, que foi a placa de teste para ver a quantidade de massa que iria precisar. Com um pouco de corante vermelho fiz uma placa laranja; com bastante mais quantidade de vermelho fiz rosa escuro; com algum azul, fiz a verde; e com vermelho e azul, fiz a roxa. Como só tenho uma forma rectangular de cada tamanho, tive que usar sempre a mesma, o que tornou a tarefa um pouco mais demorada. De qualquer modo, cada placa demora cerca de dez minutos no forno, por isso também não é propriamente exasperante.

Deixei as camadas no frigorífico durante a noite, bem embrulhadas e alumínio, e no Sábado de manhã fiz o creme de manteiga, para estar bem fresquinho para a festa da tarde. Tive que fazer bastante quantidade para poder barrar as várias placas e cobrir o bolo: trezentas e setenta e cinco gramas de manteiga para setecentas de açúcar em pó. Um bolinho nada calórico...


O processo é simples: barra-se uma placa com uma camada relativamente fina de manteiga, coloca-se outra placa por cima, barra-se esta placa e repete-se o processo até à ultima placa. Se as placas não estiverem totalmente uniformes em altura (o meu forno faz os bolos crescerem ligeiramente mais de um lado), basta tentar compensar a diferença de alturas com a montagem das camadas, corrigindo com um pouco mais de creme nas extremidades, se estas estiverem mais baixas. Depois de montado, apara-se os lados do bolo até ficar direito e calca-se bem os lados para minimizar as migalhas. Por fim, cobre-se bem os lados e o topo com o restante creme, reservando algum que sobre para complementar a decoração.


Por fim, é só decorar.


Mantive a surpresa até ao fim. Imaginem a cara da Cat e dos amigos quando cortei o bolo e viram o arco-íris...


Mas o mais importante foi a Catarina ter gostado. Segundo ela, foi uma das melhores partes do seu dia de anos. E isso deixa-me tão feliz!

*****

Bolo arco-íris

Para uma camada, numa forma rectangular de 20x30 centímetros

Dois ovos
Setenta gramas de açúcar
Sessenta gramas de manteiga
Uma colher de café de extracto de baunilha (opcional)
Cento e cinquenta gramas de farinha
Uma colher de chá de fermento
Um golpe de leite, para tornar a massa mais fácil de bater  

Pré-aquecer o forno a cento e oitenta graus. Bater os ovos inteiros com o açúcar, juntar a manteiga e o extracto de baunilha e bater mais um pouco. Juntar a farinha e o fermento e envolver bem. Se a massa ficar muito espessa, juntar um golpe de leite e bater mais um pouco, de modo a ser fácil cobrir toda a forma. Juntar o corante aos poucos, até obter a cor desejada. Deitar na forma muito bem untada com manteiga e polvilhada com farinha. Levar ao forno durante cerca de dez minutos ou até espetar com um palito e este sair seco. 

Pode fazer-se a receita para várias camadas. É importante pesar a totalidade da massa e dividi-la depois em partes mais ou menos com o mesmo peso, para as camadas ficarem uniformes. Fiz esta receita com seis ovos e respectivas proporções dos restantes ingredientes e deu-me sensivelmente um quilo e cem gramas de massa para três placas, pelo que cada placa tinha cerca de 370 gramas de massa. Deve dividir-se a massa antes de juntar o corante.

Para o creme de manteiga

Trezentas gramas de manteiga à temperatura ambiente
Setecentas gramas de açúcar em pó
Três a quatro colheres de sopa de leite

Bater a manteiga até ficar fofa. Juntar o açúcar e um pouco de leite para ajudar a misturar. Bater bem, juntar o leite aos poucos de modo a que o creme fique suave, mas sem talhar. Pode juntar-se também corante ao creme, mas eu preferi deixá-lo branco.

Para as decorações

Pasta de açúcar de cor pérola
Corantes alimentares

ou

Pasta de açúcar nas cores desejadas

Trabalhar a pasta em pedaços pequenos, sensivelmente do tamanho de uma bola de ténis de mesa. Amassá-la entre as mãos e esticar com um rolo da massa, polvilhando a superfície com um pouco de açúcar em pó. Se se usar a pasta pérola, deitar algumas gotas de corante com a massa aberta, dobrar bem as pontas e amassar a massa nas mãos até a cor estar uniforme. Se ficar muito escura, juntar mais massa; se ficar muito clara, juntar mais corante. 
Esticar a pasta, cortar com a forma desejada e decorar o bolo.

Pode fazer-se os enfeites com antecedência, a pasta dura até um ano se estiver guardada num recipiente hermeticamente fechado, num local fresco e seco. 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Um tiramisù pel' O teu riso


Adoro poesia. É uma parte de mim. É uma das formas mais puras de expressão, uma linha directa entre a caneta e o coração. Muitos são os poetas de que gosto, mas o Herberto Hélder é o tal. Aquele que me tira do sério, que me faz viajar com as suas palavras, a minha referência de escrita nestas lides da poesia. No entanto, não é dele o poema da minha vida. Não é dele o poema que li aos meus vinte anos pela primeira vez e ao qual volto constantemente, o poema que sei de cor na íntegra, o poema que escrevi em duas telas e que tive durante anos na parede do meu quarto. 

O poema da minha vida é do Pablo Neruda e chama-se O Teu Riso. E é esse poema que convido para jantar, seguindo o apelo desafiante da Cristina, a melhor confeiteira de palavras que conheço, que acolhe este mês o Convidei para Jantar da Anasbageri.

O Teu Riso

Tira-me o pão se quiseres
Tira-me o ar
Mas não me tires o teu riso
Não me tires a rosa, a lança que desfolhas
A água que de súbito brota da tua alegria
A repentina onda de prata que em ti nasce

A minha luta é dura e regresso de olhos cansados
às vezes por ver que a terra não muda
Mas ao entrar, teu riso sobe ao céu a procurar-me
E abre-me todas as portas da vida

Meu amor, nos momentos mais escuros
solta o teu riso
e se de súbito vires que o meu sangue mancha as pedras da rua,
ri
porque o teu riso será para as minhas mãos como uma espada fresca.

À beira do mar, no Outono,
Teu riso deve erguer sua cascata de espuma
E na Primavera, amor,
Quero o teu riso como a flor que esperava
A flor azul
A rosa da minha pátria sonora.

Ri-te da noite, do dia, da lua
Ri-te das ruas tortas da ilha
Ri-te deste grosseiro rapaz que te ama.
Mas quando abro os olhos e os fecho,
Quando meus passos vão
Quando voltam meus passos
Leva-me o pão, o ar, a luz, a primavera,
Mas nunca o teu riso,
Porque então morreria.

Aos vinte anos, também, sonhava viver em Itália. Sonhava com uma casa num último andar daqueles prédios antigos de Roma, pintados de ocre, com uma varanda estreita com floreiras pejadas de gerânios e uma escada ferrugenta que me levasse ao telhado, onde teria vasos com outras flores e uma mesa de ferro. Sonhava com este mesmo poema, naquele telhado igual a tantos outros, dito num sussurro, ouvido num murmúrio. Um bom vinho. A boca adoçada pelos sabores contrastantes de um tiramisù.


*****

Tiramisù

Uma embalagem de queijo Mascarpone
Quatro ovos
Cinco colheres de sopa de açúcar, mais uma para bater com as claras
Palitos La Reine
Café forte, adoçado a gosto
Rum, quanto baste
Chocolate em pó

Com a batedeira, misturar o queijo com o açúcar, juntar as gemas e bater bem, até ficar um creme muito fofo. Envolver as claras em castelo firme, batidas com uma colher de açúcar. Reservar no frigorífico. Numa taça grande (ou em taças ou copos pequenos - dá para cerca de oito copos de whisky), forrar o fundo com os palitos embebidos no café quente misturado com o rum. Deitar metade do creme e alisar um pouco, forrar novamente com palitos embebidos e terminar com o resto do creme. Levar ao frio durante pelo menos três horas. Momentos antes de servir, polvilhar generosamente com chocolate em pó.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

A paixão vinda do frio


Adoro ir a concertos. Raramente vou por serem tão caros, mas quando se trata das bandas do meu coração  não posso faltar. Nesta quinta fui ao meu primeiro concerto dos Sigur Rós. Conheci-os apenas em dois mil e oito, precisamente depois de ouvir uma pequena reportagem sobre o seu último concerto em Portugal. Fiquei absolutamente fascinada com o que ouvi e pedi logo os CDs emprestados a um colega de trabalho. Foi como ter uma epifania... onde é que tinham estado durante toda a minha vida? Quando a música me leva  às lágrimas, estabelece-se com ela algo de visceral e de eterno. Foi o que aconteceu. Nem sou muito dada a comprar CDs, mas em menos de nada comprei-os quase todos e durante muito tempo não ouvi muito mais coisas. Estava completamente apaixonada e tinha que recuperar os sete anos que tinha perdido até então.


Quando soube no Verão que viriam ao Campo Pequeno em Fevereiro, tive a certeza que não iria faltar. O André ofereceu-me os bilhetes no meu aniversário e, apesar de não ser grande fã, dispôs-se a vir também. E, assim, pude assistir a um dos melhores concertos da minha vida. Percebo pouco de música, guio-me apenas por aquilo que me faz sentir. E só posso descrever este concerto como uma explosão de sentimentos, que me manteve constantemente com pele de galinha e perto do nirvana. Se quiserem uma opinião mais informada, espreitem aqui. Eu deixo-vos antes com a única gravação que fiz - e que não poderia deixar de fazer, já que é uma das músicas da minha vida - o Ný Batterí.


Assim fico, ansiosa pelo novo álbum, que sai ainda este ano.


sábado, 16 de fevereiro de 2013

Umas bolachas nada pacíficas

A receita da quinzena do Dorie às Sextas intitula-se World Peace Cookies. Pois as minhas não foram nada pacíficas! Mas já lá vamos. Primeiro a história com final feliz, depois o pesadelo. São bastante fáceis de fazer, apesar de não serem daquelas que se fazem em três tempos, uma vez que a massa tem que repousar três horas no frigorífico, moldada em pequenos troncos, para depois ser cortada às fatias. A minha desagregou-se um pouco ao cortar, então as bolachas não ficaram tão perfeitas quanto eu gostaria. Não entraram para o meu top, mas achei-as muito simpáticas, sobretudo por causa dos pedaços grosseiros de chocolate. O André achou-as um pouco secas, mas comeu duas ou três, por isso não devem estar assim tão más, não é? Ficaram bastante bem, acompanhadas por uma chávena de chá preto com sabor a baunilha, trazido de Londres pela minha amiga Alexandra e que a Maria tão bem conhece e tanto gosta.
  

E agora, o pesadelo: já as tinha feito no fim-de-semana passado e, por falha minha, derreteram completamente no forno. Imaginem a minha cara quando as vou espreitar e vejo o tabuleiro transformado num lago de chocolate... ia tendo um chelique! Nunca tal me tinha acontecido! Eis a prova do crime...


Creio que o problema foi ter pré-aquecido o forno no máximo, quando o devia ter feito a cento e sessenta graus. Apercebi-me da falha quando meti as bolachas no forno e ajustei a temperatura de imediato, mas percebi da pior maneira que, com esta receita, tal não seria suficiente. Pelos vistos, é uma massa muito sensível à temperatura do forno...

Depois de me passar completamente, deixei arrefecer um pouco, cortei aos quadrados e fiquei com uma espécie de telhas (vá lá, de quadrados espalmados, é mais isso...), meio caramelizadas, mas muito saborosas. Achei-as um bocadinho doces, por isso agora fi-las apenas com o açúcar amarelo.


E pronto, não posso dizer que tenha sido a receita perfeita, longe disso. Deu-me luta, guerra mesmo, o que não se adequa mesmo nada ao nome com que foram baptizadas. Mas cumpri o desafio e esse é o espírito!




World Peace Cookies

"Baking", Dorie Greenspan

Uma e um quarto chávenas (cups) de farinha
Um terço de chávena de cacau
Meia colher de chá de fermento em pó
Cento e cinquenta gramas de manteiga sem sal
Dois terços de chávena de açúcar amarelo
Um quarto de chávena de açúcar branco (como achei
muito doces na primeira vez, usei apenas três quartos de chávena de açúcar
amarelo)
Meia colher de chá de flor de sal
Uma colher de chá de extracto de baunilha
Cento e quarenta gramas de chocolate amargo,
cortado em pedaços 

Peneirar a farinha, o fermento e o cacau para uma taça. Noutra taça, bater a manteiga até ficar fofa, juntar o açúcar, o sal e o extracto de baunilha, batendo bem. Acrescentar os ingredientes secos, misturando apenas até a farinha desaparecer na massa, que deve ser manipulada o mínimo possível. Acrescentar os pedaços de chocolate, incorporando-os. Moldar a massa em troncos de 4 cm de diâmetro, que se enrolam em película aderente e levam ao frio durante 3 horas. Pré-aquecer o forno a cento e sessenta graus. Cortar os troncos em rodelas com um centímetro e assar durante 12 minutos.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Acabei de ler...


The Casual Vacancy

Comecei a ler o Harry Potter quando a saga ia no quinto livro. Nunca me tinha dado para ali e sempre tinha desconfiado da histeria de massas em torno de cada novo livro que saía. Por muito que me custe admitir, às vezes sou um bocado preconceituosa... Mas o André resolveu comprar todos os livros de uma vez e levá-los para umas férias e o que é certo é que ambos os devorámos em pouco menos de uma semana (uma daquelas coisas que deixamos de conseguir fazer com filhos pequenos...). A partir daí, tornei-me fã, sobretudo porque a complexidade da história vai aumentando e passam a ser cada vez menos livros juvenis. Nunca me juntei às massas histéricas à porta das livrarias, mas ansiei por cada um dos livros que saíram a seguir e li-os mal saiu a versão inglesa. Hoje, tendo-os lido todos, acho a J.K. Rowling genial, não só pela sua escrita, muito rica, como pela capacidade inventiva para criar um universo tão diferente.

Foi, por isso, com um misto de expectativa e desconfiança que comecei a ler o The Casual Vacancy, o seu primeiro livro "para adultos". É, sem sombra de dúvidas, um livro de personagens. Tem-nas a rodos e demorei quase cem páginas a memorizar quem é quem. A história gira em torno da vida de uma pequena vila inglesa, cujo dia-a-dia é profundamente afectado pela morte súbita de um dos seus habitantes, Barry Fairbrother, um membro particularmente activo na comunidade, adorado por uns, detestado por outros. Através de cada personagem, vamos conhecendo um pouco de Barry e das ambições em torno do lugar no parish council (o equivalente à freguesia no sistema político inglês) que a sua morte deixou vago.

Gostei da riqueza das personagens, mas achei a história morninha e um pouco sem sal, longe da trama intrincada a que a J.K. nos habituou e bem mais juvenil do que os últimos livros da saga Harry Potter. Um livro sofrível, nada mais.   

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Tarte 'dobrada' de pêra


A receita da quinzena do Dorie às Sextas é uma tarte dobrada de pêra, que leva este nome por se dobrar as pontas da massa sobre o recheio, ficando apenas o centro à mostra. Ao contrário do que é costume, não me deslumbrou. Achei-a demasiado enjoativa: a massa, por saber tanto a manteiga; o recheio, por ser tão doce. A receita pede cento e cinquenta gramas de manteiga e cerca de trinta gramas de margarina. Raramente tenho margarina em casa porque não sou grande fã de produtos muito processados, então acabei por compensar com... mais manteiga. Cento e oitenta gramas de manteiga no total. Excessivo, sem sombra de dúvida. Se tivesse pensado um pouco nas minhas habituais receitas de tarte, teria feito a massa apenas com cento e cinquenta gramas, talvez menos, até. É que esta ficou quase a parecer massa folhada...

Quanto ao recheio, senti a falta de algo que cortasse o doce da pêra e dos alperces: canela, talvez, ou uns pedaços de chocolate amargo, quem sabe. Usei lima em vez do limão que a receita pede - e que me esqueci de pôr na lista das compras -, mas não creio que tenha sido isso a fazer a diferença. 


Em suma, não me encheu as medidas e deixou-me um bocado enjoada, sobretudo porque a comi morna. O André provou-a fria, saída do frigorífico, e gostou bastante mais. Muito mais, diz ele, e o que é certo é que acabou por não sobrar para eu a provar assim e dizer de minha justiça. Talvez seja isso que lhe faltou: umas horas de frio. Uma coisa é certa: ficou mesmo muito bonita. Por isso acho que vou experimentar fazê-la outra vez daqui a algum tempo, mas provavelmente com algum twist. E com muito, mas muito menos manteiga... 



***

Fold-over pear torte, Dorie Greenspan, "Baking"

Para a massa

Uma chávena e meia de farinha
Duas colheres de sopa de açúcar
Três quartos de colher de chá de sal
Cento e cinquenta gramas de manteiga 
Duas colheres e meia de sopa de margarina
Um quarto de chávena de água gelada

Colocar todos os ingredientes no frigorífico durante meia hora. Juntar todos os ingredientes - excepto a água - num processador de cozinha. Para quem, como eu, não tem um processador, uma picadora funciona na mesma, só é preciso um pouco mais de paciência. Picar ou misturar até ficar uma areia grossa, com pedaços irregulares. Juntar três colheres de sopa de água, aos poucos, para agregar a massa e formar uma bola uniforme. Embrulhar em película aderente e levar ao frigorífico durante vinte minutos. Estender a massa rapidamente e forrar uma forma de mola - bem untada com manteiga, calcando os lados da massa. Levar ao frigorífico.

Para o recheio

Um terço de chávena de farinha
Um quarto de colher de chá de fermento em pó
Uma pitada de sal
Três pêras grandes, maduras mas firmes
Sumo e raspa de limão
Meia chávena de alperces secos, picados finamente, ou passas
Um terço de chávena de nozes picadas
Dois ovos grandes
Meia chávena de açúcar
Uma colher de sopa de rum
Duas colheres de chá de extrato de baunilha
Meia colher de chá de extrato de amêndoa
Vinte e cinco gramas de manteiga sem sal, derretida e fria
Uma chávena de natas

Partir as pêras descascadas em cubos, regar com o sumo de limão e misturar as raspas, os alperces e as nozes. Bater os ovos e o açúcar até engrossar, juntar o rum e os extratos e adicionar os ingredientes secos, misturando até incorporar. Juntar a manteiga e as matas, mexendo até a massa ficar homogénea. 

Retirar a forma do frigorífico. Distribuir os frutos pelo fundo e cobrir com a mistura do recheio. Dobrar as pontas sobre o recheio e levar ao forno, pré-aquecido a cento e oitenta graus durante uma hora ou até dourar a crosta. Deixar arrefecer e servir polvilhada com açúcar baunilhado.

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