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domingo, 31 de março de 2013

Reciclar

Há uns tempos eu e a Cat fizemos a maquete de uma divisão da casa para um trabalho da escola. O objectivo era reutilizar objectos do dia-a-dia, como pacotes de leite, embalagens, brinquedos velhos, enfim, o que fosse adequado para o efeito. Escolhemos fazer uma casa-de-banho, porque eu achei logo que haveria muito poucas - o mais óbvio é sempre fazer o quarto ou a sala - e não me enganei. E este foi o resultado final...



Usámos:
- Uma caixa de cereais para a base e para uma parede
- Papel de revista cortado em quadrados de duas cores para os mosaicos do chão
- Uma caixa de saquetas de chá para o armário, onde encaixámos um recipiente redondo para molho de soja que fez de lavatório
- Papel de embrulho espelhado para o espelho
- O topo de duas embalagens de iogurte líquido para a sanita e o bidé
- Rolhas a fazer de autoclismo
- Conchas para a tampa da sanita, a saboneteira e as luzes por cima do espelho
- O fundo de uma garrafa de água para a base do chuveiro; cortámos uma rodela do plástico da garrafa para prender a cortina, que foi feita com papel de revista dobrado em fole
- Uma cápsula de café vazia para fazer de chuveiro
- Um clip para o toalheiro das mãos
- Os ferros que saltaram de algumas molas para as torneiras e para o toalheiro do banho
- Um desenho a fazer de tapete
- Um pedaço de swiffer para as toalhas

Em detalhe...




Fez sucesso e a Cat ficou super-orgulhosa por ter feito algo assim com coisas que iriam para o lixo.


sexta-feira, 29 de março de 2013

Crisp? Crumble? Cobbler? Hein?


Pois é, afinal há crumbles, há crisps, há cobblers e ainda há shortcakes (e outras variantes, presumo eu). Sabiam? Eu não. Mas para que não digam que os desafios das Dories não ensinam nada, esta quinzena trouxe uma receita que parece crumble, sabe a crumble, mas que afinal é um crisp. Confusos? Eu também fiquei. Mas segundo a Dorie, a diferença está na textura, porque a massa do crisp não leva frutos secos. Enfim, detalhes, porque são ambos deliciosos e, digam o que disserem, muito parecidos.

 

O que fiz de diferente: esqueci-me de comprar coco ralado, então experimentei picar grosseiramente banana seca. Tive que cortar no açúcar para compensar (e podia ter cortado mais um bocado), mas adorei o efeito crocante. Quanto à fruta, troquei uma das maçãs por uma pêra (e cortei novamente no açúcar para compensar) e como não tinha cranberries (arandos ou mirtilios vermelhos) frescos nem congelados, usei uma mistura de frutos silvestres. Arandos secos (dos macios) consegui encontrar, usei-os e não fiz mais alterações à receita.


O resultado: uma crosta surpreendentemente estaladiça com os frutos deliciosamente cozinhados e xaroposos. Uma receita fácil e rápida, sobretudo porque não se cozinha previamente a fruta. Gostei muito e repetirei sem sombra de dúvida...

*****

Cran-Apple Crisp
"Baking", Dorie Greenspan

Para o crisp

Três quartos de chávena (cup) de farinha de trigo
Meia chávena de açúcar amarelo (usei um pouco menos)
Meia chávena de flocos de aveia
Meia chávena de coco ralado (usei banana seca, picada grosseiramente)
Uma colher de chá de canela em pó
Um quarto de colher de chá de gengibre em pó
Cento e quinze gramas de manteiga sem sal bem fria e cortada em pedaços

Para o recheio

Quatro maçãs médias cortadas em pedaços pequenos (usei três maçãs e uma pêra)
Uma chávena de arandos frescos ou congelados (usei uma mistura de frutos silvestres congelados)
Meia chávena de arandos secos
Dois terços de chávena de açúcar (usei novamente açúcar amarelo e apenas meia chávena)
Uma colher de sopa de farinha

Pré-aquecer o forno a cento e noventa graus. Untar com manteiga oito recipientes pequenos ou uma taça grande de ir ao forno e dispor no tabuleiro do forno. Para a cobertura, juntar todos os ingredientes numa picadora ou robô de cozinha e picar até formar migalhas grandes. Para o recheio, misturar todos os ingredientes numa tigela grande. 

Dividir o recheio pelos oito recipientes. Cobrir com as migalhas e levar ao forno durante quarenta e cinco minutos ou até estar dourado e com o recheio a borbulhar pelos lados. Deixar repousar pelo menos dez minutos antes de servir.  

domingo, 17 de março de 2013

Bolo de iogurte com compota


De volta aos desafios das Dories, trago-vos hoje uma das receitas mais participadas de sempre: um bolo de iogurte. A receita original é com marmelade (compota de laranja)  que é provavelmente um dos sabores que mais detesto. Por isso fiz o meu com compota de cereja e gengibre, mas as opções são quase infinitas. O resultado, esse, é um bolo fofo com um sabor delicado, muito bom com a compota, mas cujo sabor não deixa a desejar se se comer simples, sem nada mais.



Certamente a repetir.

*****

French yogurt cake with marmelade glaze
"Baking", Dorie Greenspan


Bolo

Cento e quarenta gramas de farinha
Cinquenta gramas de amêndoa ralada (ralei a minha com pele porque gosto da textura)
Duas colheres de chá de fermento em pó
Uma pitada de sal
Duzentas gramas de açúcar (fiz com cento e cinquenta)
Raspa de um limão
Um iogurte natural
Três ovos grandes
Meia colher de chá de extracto de baunilha
Cento e vinte mililitros de óleo

Cobertura

Meia chávena de compota de laranja (usei de cereja com gengibre)
Uma colher de chá de água

Pré-aquecer o forno a cento e oitenta graus. Untar generosamente com manteiga uma forma de bolo inglês de 21x11 centímetros. Misturar os secos numa tigela. Noutra, juntar o açúcar e as raspas de limão, esfregando os ingredientes com as pontas dos dedos para o açúcar ficar perfumado. Juntar o iogurte, os ovos e a baunilha e bater vigorosamente cim uma vara de arames até obter uma mistura homogénea. Juntar os ingredientes secos, bater bem e incorporar o óleo com uma espátula. Levar ao forno durante cerca de cinquenta minutos. Desenformar depois de frio.

Fazer uma calda, levando ao lume a compota e a água. Pincelar o bolo com a calda quente e deixar arrefecer antes de servir.


quinta-feira, 7 de março de 2013

Massa negra, mas cheia de cor...

Esta nunca me tinha acontecido: tenho cinco posts por escrever, tudo fotografado, palavras na cabeça, mas paciência... onde anda ela? Vamos lá sacudir a preguiça e escrever sobre um prato que dá quase nenhum trabalho e que sabe muito, mas muito bem... quanto mais não seja porque antes de provarmos a primeira garfada, as suas cores já nos conquistaram. Não há nada como pratos simples, que deixam brilhar os ingredientes que usamos. Tomates-cereja  (encontrei uns amarelos e nunca tinha experimentado. Gostei e guardei as sementes para tentar plantar), uns camarões-tigre, alho-francês e massa negra, um toque de limão, um pouco de salsa e está feita a festa.


E não escrevo mais nada. Não me apetece.


'Tá bem, 'tá bem, eu deixo a receita...

*****

Massa negra com camarões

Meio alho-francês, só a parte branca, cortado em meias luas 
Camarões q.b.
Tomate-cereja a gosto
Duzentas e cinquenta gramas de linguini negro, fresco
Um decilitro de vinho branco
Azeite
Sal
Sumo e raspa de um limão

Refoga-se o alho-francês no azeite. Junta-se os camarões descascados em cru e deixa-se cozinhar. Junta-se o vinho branco, tempera-se com sal e deixa-se reduzir um pouco. Junta-se os tomates cortados em metades, cozinhando-os só até ficarem macios. Entretanto, junta-se a massa já cozida (conforme instruções da embalagem) e envolve-se tudo. Raspa-se um pouco de casca de limão, rega-se com o sumo, envolve-se novamente e polvilha-se com salsa picada.   

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