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sábado, 29 de junho de 2013

Bolo de Chocolate com Praliné de Avelã


Em Fevereiro deixei passar um dos desafios do Dorie às Sextas: o Cocoa -buttermilk birthday cake. Coincidiu com o aniversário da Catarina e já tinha planeado o seu bolo. Mas este ficou-me na cabeça, à espera do aniversário seguinte. Quando em Maio a mãe do André fez anos, disse-lhe que o bolo ficaria por minha conta. E gostei tanto, mas tanto que tive que o repetir para o aniversário da minha mãe, uns meros dias depois. 



O bolo em si é muito bom: fofo, suave, coberto com um creme delicioso, com um ligeiro sabor a Ovomaltine. Cortei imensamente no açúcar face à receita original, o que o fez ganhar a meu ver já que não é nada enjoativo. Mas resolvi dar-lhe um twist: uma cobertura com praliné de avelã. Sem demérito para o bolo, o praliné foi aquilo que o transformou de muito bom em simplesmente extraordinário. A não perder.



Bolo de Chocolate com Praliné de Avelã
Adaptado do Cocoa-buttermilk birthday cake do livro Baking, Dorie Greenspan

Para o bolo

Duas chávenas de farinha de trigo
Meia chávena de cacau em pó sem açúcar
Meia colher de chá de fermento em pó
Meia colher de chá de bicarbonato de sódio
Meia colher de chá de sal
Duzentas gramas de manteiga sem sal, à temperatura ambiente
Uma e meia chávenas de açúcar
Dois ovos grandes
Duas gemas grande
Uma colher de chá de extracto de baunilha
Uma chávena de buttermilk
Cento e vinte gramas de chocolate a setenta por cento, derretido


Para o creme
Cento e setenta gramas de chocolate a setenta por cento picado grosseiramente
Um terço de chávena de açúcar amarelo
Um quarto de chávena de Ovomaltine
Duzentas e vinte gramas de manteiga sem sal, à temperatura ambiente
Uma pitada de sal
Três quatros de colher de chá de extracto de baunilha
Uma chávena de açúcar em pó, peneirado

Para o Praliné
Uma chávena de avelãs
Meia chávena de açúcar


Pré-aquecer o forno a cento e oitenta graus. 
Barrar duas formas redondas de 23cm e polvilhar com farinha. Cobrir o fundo com papel vegetal. Alternativamente, usar apenas uma forma de mola de igual diâmetro, sendo que o bolo terá que ser cortado ao meio depois de frio. 

Para o bolo
Misturar a farinha, o cacau, o fermento, o bicarbonato e o sal. Bater a manteiga até ficar macia e cremosa. Adicionar o açúcar e bater durante 2 minutos, até que esteja completamente misturado. Juntar os ovos, um a um, depois as gemas, uma a uma, batendo entre cada adição. Juntar a baunilha e adicionar os ingredientes secos em três vezes e o buttermilk em duas (começar e terminar com os ingredientes secos). Acrescentar o chocolate derretido com uma espátula de borracha. 
Dividir a massa pelas 2 formas e levar ao forno por 26 a 30 minutos, ou até que os bolos se comecem a afastar dos lados das formas (se for só uma forma, deverá demorar um pouco mais de tempo).

Para o creme
Derreter o chocolate com metade do açúcar amarelo em banho-maria. Retirar do lume. Misturar o Ovomaltine e acrescentar o chocolate derretido, gradualmente, mexendo até ficar liso e brilhante. Bater a manteiga até ficar macia e fofa. Adicionar o açúcar amarelo restante e bater durante uns minutos. Juntar o extracto de baunilha, o sal e, aos poucos, o açúcar em pó. Rechear e cobrir o bolo. Levar ao frigorífico pelo menos uma hora.

Para o praliné
Torrar as avelãs no forno durante quinze minutos. Esfregar num pano para tirar a pele. Derreter o açúcar numa frigideira até caramelizar. Misturar as avelãs e deitar rapidamente em cima da pedra. Quando estiver completamente frio, colocar dentro de um saco e bater com o rolo da massa para partir grosseiramente. 

Cobrir o bolo com o praliné e servir.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Tarte de espinafres e queijo e um piquenique no parque


Chegámos ao ponto da história em que o mundo se tornou mais rápido do que nós. Em que mesmo que usássemos as vinte e quatro horas do nosso dia, não conseguiríamos fazer tudo, responder a tudo, cumprir tudo. Reconhecer essa realidade implica reconhecer que não somos capazes. Não é fácil. Eu dou-me por feliz por já o ter reconhecido há algum tempo. Sei que nunca verei todos os e-mails que todos os dias inundam as minhas várias contas. Sei que nunca lerei tudo o que existe para ler, que nunca ouvirei todas as opiniões nem que irei algum dia saber tudo sobre um assunto. Sei que nunca experimentarei todas as receitas ou que farei todos os projectos a que me proponho. Que não lerei todos os livros ou ouvirei todas as músicas. Sei-o e ainda bem pois também sei que enquanto não reconhecermos que somos simplesmente humanos, jamais seremos felizes. Porque estaremos sempre com o coração nas mãos, permanentemente preocupados, constantemente deprimidos. E deixaremos a vida passar, sempre a correr atrás de tudo e sem conseguir agarrar nada. 

Depois deste reconhecimento, chega-nos uma leveza extraordinária, a leveza que nos permite rir, relativizar, brincar mesmo (e sobretudo) com as coisas sérias. A leveza que nos dá a objectividade suficiente para fazermos o melhor com o que temos, com o que conseguimos gerir, com o que a nossa natureza humana nos permite suportar. A leveza que nos permite sair da roda viva em que a humanidade anda metida e que nos permite perceber que só sobreviveremos se abrandarmos. Se aproveitarmos o que a vida nos dá.

Neste espírito, fui esta semana fazer um piquenique à hora do almoço com alguns colegas de trabalho. Não demorámos muito mais do que o habitual, andámos a pé, apanhámos sol. Sentimos o cheiro da relva que estava a ser regada, sentados numa manta à sombra. Conversámos. Rimos. Divertimo-nos. Parámos. Estivemos uns com os outros. Comemos. Voltámos e, por mim falo, trabalhei bem melhor do que nos dias em que mal me levanto da secretária.


Foi bom. Muito bom. Espero que seja o primeiro de muitos. Obrigado a todos!


Tarte de espinafres e queijo
(ou o meu contributo para o piquenique)

Uma embalagem de massa quebrada fresca, já estendida
Um pacote de espinafres frescos
Dois pacotes de natas
Três ovos
Meio pacote de queijo mozzarella ralado (para pizza)
Sal, pimenta e noz moscada a gosto
Parmesão para polvilhar

Pré-aquecer o forno a cento e oitenta graus. Cozer os espinafres em água a ferver durante três minutos. Bater os ovos inteiros com as natas. Espremer muito bem os espinafres, cortar em pedaços e juntar à mistura de ovos e natas. Juntar o queijo. Temperar com sal, pimenta e noz moscada, provando sempre. Forrar com a massa uma tarteira ou forma de mola, deitar o recheio e ralar parmesão no momento, polvilhando-o sobre o recheio. Levar ao forno até estar bem dourada, durante cerca de trinta minutos. 

terça-feira, 11 de junho de 2013

The come back... e um pouco mais sobre mim

Há quase dois meses que não venho aqui, como pode? Muito trabalho. Um bebé com dez meses. Viagens (em trabalho, por isso não se entusiasmem). Um bebé com dez meses. Cansaço, muito cansaço por tantos meses a dormir tão pouco. Acho que já disse algures... um bebé com dez meses? Tempos livres (e dias de férias, até) gastos em limpezas, a pôr em ordem o caos que se foi instalando por aqui no último ano. Convivo muito mal com o caos, parece que me bloqueia o cérebro... por isso, tenho que pôr em ordem algumas coisas antes de voltar a usar o meu tempo para outras bem mais agradáveis e produtivas. Ah, e um bebé com dez meses... isto de ter filhos com seis anos de diferença entre eles faz-nos esquecer algumas coisas...

Ao que interessa: tenho várias receitas para partilhar e vários livros para sugerir, mas este post terá que ser o primeiro, o do meu (tentativo) regresso. É que a Inês deu-me um presente de Páscoa: o meu primeiro selo. Sim, de Páscoa, já foi em Março... desculpa, Nizz, pela referência tão tardia...

E qual é o selo?



The versatile blogger... soa mesmo bem!

Tenho que dizer sete coisas sobre mim... vamos lá:
1- A melhor parte de mim é ser mãe. Não imagino a minha vida sem os meus filhos, a mais perfeita coisa que fiz até hoje. E sim, mesmo que implique ter (muito) pouco tempo livre...
2- Sou economista de profissão e trabalho na minha área, gostando muito do que faço. Mas também adoro fotografar. E escrever. E ler. E cozinhar. E experimentar tudo o que envolva trabalho manual e que me ajude a desligar dos números e problemas que analiso todos os dias. Se não conseguir conciliar todas estas vertentes, fico realmente depressiva...
3- Adoro estudar e adoro aprender. Vinte e cinco dos meus trinta e cinco anos foram passados a estudar. Por muito que diga que não sou capaz de me meter em mais nada, sei que é só uma questão de tempo até o bichinho voltar...
4- Por mais que viaje, por mais sítios que visite, é em Lisboa que está o meu coração. É ela que me enche as medidas, que me lava a alma... se têm dúvidas sobre esta minha paixão, espreitem aqui
5- Não tenho muitas ambições materiais, mas espero conseguir ter um dia quatro coisas: um jardim, uma horta, uma estufa e uma biblioteca. Enquanto não os tenho 'a sério', as minhas varandas e umas prateleiras muito bem recheadas vão fazendo a vez...
6- O que mais gosto em mim: a capacidade de fazer esticar o tempo (menos evidente nos últimos meses, é um facto)
7- O que menos gosto em mim: as minhas frequentes insónias. Acho que vou viver menos uns bons anos à conta delas.

E agora, nomear quinze blogues para receber este prémio. Bem, há uns (talvez maioria) que não querem saber de selos e selinhos, mas ficam pela referência, eu também não sou muito de seguir estas regras... 
Uns versáteis pelo conteúdo, outros pela capacidade de inovar, outros pelas ideias mas... todos eles porque os adoro e porque têm um especial significado para mim. Uns de cozinha, outros de costura, uns de opinião, outros de tricot e outros ainda sobre as coisas belas da vida, enfim, uma selecção bem ao meu estilo. 

A Economia cá de Casa, pelas suas boas ideias sobre um pouco de tudo
A Ervilha Cor de Rosa, por ter metido em mim o bichinho dos blogs
Boas Intenções, porque adoro a cabeça da Rita
Clubinho da Costura, pelos seus desafios 
Come Chocolates, pequena, pelas mais deliciosas palavras da blogosfera
Cozinha de Família, por tê-lo visto nascer
La Tartine Gourmande, por ter as melhores fotografias de comida (e não só) que conheço
Ladrões de Bicicletas, por ser uma pedra no charco
My Froggy Princess, pelas ideias brilhantes em escala-boneca 
Oficina das Papitas, por já me ter salvo várias vezes o jantar com as suas ideias simples e tão boas 
Pano pra Mangas, porque me inspira e me faz querer mudar para Londres
Pedaços do Mundo, porque é da minha melhor amiga e porque, apesar de estar ainda com mais pó do que o meu, me deixa com saudades  
Saídos da Concha, por estar tão cheio de coisas bonitas
The Purl Bee, por ser a minha inspiração-mor no tricot
Things for Boys, porque tem montes de ideias para o pequeno rapaz da minha vida

E há tantos outros... todos têm, porém, algo mais em comum: mal os tenho espreitado... sim, bebé de dez meses, caos à minha volta, muito trabalho, blá, blá, blá... 

E com isto... habemus post!!! E, espero, o regresso definitivo à blogosfera.

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