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domingo, 29 de junho de 2014

Tacinhas para gelado


Aqui está uma receita que andava para fazer há séculos. Sempre que faço gelado, penso: um dia destes hei-de experimentar fazer uns cones. Infelizmente ainda não consegui encontrar os moldes para os cones, por isso decidi fazer tacinhas. 


A receita veio daqui. Usei canela para lhes dar sabor. E é uma óptima receita para aproveitar claras: mesmo que não se use para fazer as taças, a massa faz umas bolachinhas deliciosas.

*****


Tacinhas para gelado

Três quartos de chávena de açúcar
Três claras de ovos grandes
Meia chávena de manteiga derretida, à temperatura ambiente
Meia chávena de farinha
Meia colher de chá de canela

Numa tigela, bater as claras com o açúcar, de modo a ficar uma massa cremosa, sem muito ar. Adicionar a manteiga, batendo bem, e em seguida a farinha e a canela até ficar uma mistura suave. Refrigerar durante quatro horas. 
Pré-aquecer o forno a 175ºC. Num tapete de silicone ou num pedaço de papel vegetal untado com manteiga, espalhar em forma de círculo uma colherada de massa, de modo a fazer um círculo de massa, que deve ficar o mais fina possível. Levar ao forno até estar dourado, durante cerca de oito minutos. 

Para dar forma: retirar os círculos do forno e retirar com uma espátula assim que possível. Colocar em cima da base de um copo invertido para dar a forma de taça. A massa endurece muito depressa, por isso a rapidez é essencial. Não convém fazer mais de dois círculos de cada vez.




sábado, 21 de junho de 2014

Panquecas Australianas de Banana


Mais uma receita da Donna Hay, desta vez para o lanche: panquecas de banana ou 'pikelets', como se chamam por bandas australianas e neo-zelandezas. São daquelas panquecas altas, ligeiramente esponjosas, aromáticas... e absolutamente deliciosas!


Digamos que fez a alegria do pequenino da casa, o que é óptimo porque é um drama pô-lo a comer fruta.



Já eu, que não sou muito original, comi-a como sempre como crepes e panquecas: com açúcar e canela!!!


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Banana Honey Pikelets

Donna Hay, original aqui

Faz 20 panquecas pequenas.

150 gramas de farinha com fermento, peneirada
Meia colher de chá de fermento
Uma banana esmagada
Duas colheres de sopa de mel
180 ml de leite
Um ovo
Mel, iogurte e framboesas para servir. Ou açúcar e canela...

Misturar a farinha com o fermento numa taça, fazendo uma cova ao centro. Misturar noutra taça a banana, o mel, o leite e o ovo. Adicionar gradualmente a mistura de banana à farinha, misturando até ficar uma massa suave (ou, então, triturar tudo com a varinha mágica, que é o que eu faço...).

Aquecer em lume médio uma frigideira anti-aderente ligeiramente untada. Deitar colheradas de massa na frigideira, cozinhando durante 2 minutos ou até ter bolhas. Virar e cozinhar por mais 1 ou 2 minutos, até estarem ligeiramente douradas. Servir com iogurte, mel e framboesas. Pode congelar-se durante 2 meses.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

A tarte de morangos do La Pallete



Nunca fui ao La Palette em Paris nem nunca tinha ouvido falar. A Dorie descreve-o como um café perto do Sena, numa rua de galerias, com uma magnífica esplanada onde provou pela primeira vez esta tarte. Se tivesse sabido antes, tinha lá ido dar uma espreitadela no mês passado num dos meus passeios ao final do dia que relatei aqui e aqui.


É o desafio da quinzena do Dorie às Sextasuma receita fácil. A base faz-se bem e fica muito areada e estaladiça. 


A compota dá-lhe doçura, cortada pela acidez dos morangos e do crème fraîche.


Substituí uma parte da farinha por amêndoa com casca, que piquei antes de juntar os outros ingredientes. Não predominou em sabor, mas deu à massa um toque interessante. Na próxima vez, experimento com pistachios.


A compota é de compra (ainda não fiz este ano), mas fervi-a com um pouco de vinho do Porto para lhe dar um toque diferente. Usei também um pouco de vinho do Porto nos morangos. Finalizei com pimenta rosa.


Não foi amor à primeira dentada. No dia em que a fiz não achei espectacular. Mas quando voltei a provar no dia seguinte... fiquei rendida!!! Que bela massa! Acima de tudo, é uma forma muito diferente e apelativa de servir fruta fresca. A repetir!

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La Palette's Strawberry Tart

Compota de morango
1 base de tarte com 23 cm feita com a Sweet Tart Dough ou com a Sweet Tart Dough with Nuts, totalmente cozinhada, fria e desenformada
1,1 kg de morangos maduros
Açúcar
Um pouco vinho do Porto
Pimenta-rosa, moída no momento
Crème fraîche

Sweet Tart Dough

1 1/2 chávenas de farinha
1/2 chávena de açúcar em pó
1/4 colher chá de sal
125 gramas de manteiga, muito fria ou congelada, cortada em pedaços pequenos
1 gema de ovo grande

Para a massa

Colocar a farinha, o açúcar e o sal num processador de alimentos, pulsando algumas vezes para misturar. Juntar a manteiga e pulsar até esta ficar com alguns pedaços do tamanho de flocos de aveia e outros do tamanho de ervilhas. Bater levemente a gema, quebrando-a ligeiramente, e deitá-la aos poucos, pulsando ligeiramente entre cada adição. Quando a gema estiver completamente incorporada, processar mais longamente, cerca de 10 segundos de cada vez. A massa, que ao início vai ficar granulada, irá formar grumos. Mesmo antes de chegar a este ponto, o som do processador vai mudar. Neste ponto, mudar a massa para a bancada e amassar suavemente, apenas até alguns ingredientes secos que tenham escapado estarem incorporados.

Untar com manteiga  uma tarteira com 23 cm de diâmetro e fundo amovível. Pressionar a massa uniformemente pelo fundo e lados da tarteira (a Dorie não recomenda que se estenda a massa), deixando apenas uma pequena porção de massa no frigorífico para usar caso a massa rache nalguma parte após estar cozida. Não se deve pressionar a massa na tarteira com muita força, para que não perca a sua textura areada, mas deve garantir-se que os vários pedaços estão bem unidos. Congelar a massa durante pelo menos 30 minutos (ou durante um período maior, de preferência) antes de levar ao forno.


Centrar a grade no forno e pré-aquecê-lo a 190ºC. Untar a parte brilhante de uma folha de alumínio e ajustá-la sobre a massa, com a parte untada para baixo, pressionando bem. Como a massa foi congelada, não será necessário cozê-la com pesos. Levar ao forno por 25 minutos. Remover cuidadosamente o papel de alumínio. Se a base da tarte tiver inchado, pressioná-la ligeiramente com a parte de trás de uma colher. Nesta fase pode remendar-se a base caso tenha rachado, usando um pouco da massa crua que se reservou assim que se remove a folha de alumínio. Cortar um pedaço muito fino, colocá-lo sobre a racha, humedecendo as extremidades e alisando suavemente sobre a base. Levar ao forno durante mais oito minutos ou até a base estar firme e dourada. Transferir a tarte para uma rede e deixar arrefecer antes de usar.

Alternativamente... Sweet Tart Dough with Nuts

Igual à receita anterior, reduzindo a quantidade de farinha para 1 1/4 chávenas e adicionando 1/4 de chávena de amêndoas, nozes, pecans ou pistachios.


Para a tarte

Se se servir a tarte inteira de uma vez, espalhar uma camada generosa de doce sobre a base da tarte e cortar em fatias. Se não se for usar a base toda, cortar tantas fatias quantas as pessoas a servir e espalhar a compota sobre as fatias já cortadas.

Cortar em metades tantos morangos quanto necessários para servir uma porção generosa a cada pessoa e, caso necessário, envolvê-los em açúcar. Se se usar o licor, misturá-lo agora, mas em pouca quantidade para não abafar o sabor dos morangos. Polvilhar com a pimenta.

Dividir as fatias da tarte pelos pratos e cobrir com o morango e o seu sumo.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Viver Paris - Parte Dois


Foram só alguns passeios ao final do dia. Mas deu para viver a cidade.


 

Uma cidade onde, cada vez mais, se anda de bicicleta.


Onde tanto acontece à beira do Sena, nessas margens que, na minha memória, não passavam de sítios ermos e abandonados...


... e que agora se enchem de vida e de vidas.




Mesmo em dias com chuva, há o consolo das galerias. Não das grandes, mas destas pequenas ruelas cobertas que nos acolhem e protegem e onde se encontra tantos tesouros.


Assim se vive Paris.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Espetadas de Frango Satay da Donna Hay


A convidada da quinzena do Quinze Dias com... é a Donna Hay. Uma das vantagens de irmos experimentando a cozinha de chefs de outros países é, precisamente, variarmos um pouco dos sabores tradicionais. Como a Donna é australiana, a comida asiática está inevitavelmente presente em muitas das suas receitas.


Escolhi fazer umas espetadas de frango satay, um sabor sem dúvida diferente dada a combinação do caju com o gengibre, o leite de coco e o molho de soja. A receita não leva sal para além dos temperos, mas senti-lhe a falta. Quando voltar a repeti-la, vou fazer a marinada de forma diferente, temperando primeiro os peitos de frango com um pouco de sal, parte do gengibre e do molho de soja e acrescentando em seguida a marinada. Pode ser de mim, mas gosto sempre da carne a saber aos temperos e não os senti tanto assim nesta receita. O que se corrige facilmente...


Fora este pequeno detalhe, gostei muito da receita: bem estaladiça, liga na perfeição com o sumo da lima que se lhe rega por cima. Excluindo o tempo da marinada, é super rápida de fazer. Aprovada, portanto.


*****

Chicken Satay Skewers

Donna Hay, receita daqui

125 ml de leite de coco
150 gramas de caju
Meia colher de chá de gengibre fresco, ralado
Meia colher de chá de molho de peixe
Meia colher de chá de flocos de chili
Uma colher de sopa de molho de soja
Três peitos de frango de 200 gramas, aparados e cortados em fatias
Doze espetos de bambu, ensopadas e escorridas
60 ml de óleo vegetal
Quartos de lima, para servir

Misturar o leite de coco, os cajus, o gengibre, o molho de peixe, o chili e o molho de soja num processador de alimentos até formar uma pasta. Cobrir o frango com a mistura e deixar marinar no frigorífico durante uma hora. Colocar o frango nos espetos. Aquecer uma frigideira em lume médio. Fritar 2-3 espetadas de cada vez, numa colher de sopa de óleo, até estarem totalmente cozinhadas.

domingo, 15 de junho de 2014

Viver Paris - Parte Um


Quando visitamos um sítio novo, temos tendência para querer ver tudo, fazer programas sobrecarregados para não perdermos pitada do que nos recomendam os guias e o que é certo é que acabamos por não ter oportunidade de o viver. Não ia há treze anos a Paris mas já lá tinha estado duas vezes, sempre de férias. No final de Maio fui em trabalho e, consequentemente, não tive muito tempo para grandes programas. Mas pude, finalmente, viver um pouco do final do dia da cidade. É tão diferente quando conseguimos guardar o mapa e andamos a vaguear, deixando-nos perder pelas ruas...



Porque há sempre um recanto diferente. 



Uma estátua inusitada.


Uma esplanada cheia num final de tarde de Domingo, para observar de uma das escadarias que nos leva ao Sacré Coeur.


Uma praça cheia de gente, de artistas, de cheiros, de línguas diferentes faladas em constante espanto.


Um café com tecto e paredes e balcão forrados com mensagens.


Uma varanda com gerânios.


Um palco num varandim, aguardando a peça que irá ser apresentada nessa noite.


E as escadarias, sempre as escadarias...


... que se descem para contemplar um dos expoentes da cidade.


O carrossel, imortalizado pela Amélie...


E um fim de tarde nas Tuilleries...


... onde relaxar, conversar, viver são palavras de ordem...


... para ganhar forças para uma semana de trabalho.


E os reflexos que me prendem, sempre os reflexos...


É assim que termina um passeio relaxado por Paris.


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