quinta-feira, 23 de agosto de 2018

A photo a day | Março de 2018

Março. O mês da espera, da incerteza. 


Foi um mês para organizar e para deitar fora. Tanta, mas tanta tralha!


Foi um mês de palcos. Como atriz, sempre a ensaiar, e como público, a assistir . Foi um mês de escolha, de sacrifício.


Foi um mês de brincadeiras, de cumplicidade, de partilha.


Foi, também, um mês de passeios. De fotografia.


Em Março, no final, soube que a minha vida ia mudar ainda mais. O que me havia parecido impossível uns meses antes estava quase dado como certo. Soube que tinha sido escolhida para o BEI.


A partir daí, tive que esperar pela oferta formal, que demorou uma eternidade. Eu sabia, dentro de mim, que iria ter que aceitar este desafio. Se não o fizesse, o pouco que restava da minha chama, tão pequena nos meses anteriores, morreria. Mas tinha que esperar e conter a minha expectativa pois ainda só estavamos no campo do muito provável. 




segunda-feira, 20 de agosto de 2018

A photo a day | Fevereiro de 2018

Fevereiro foi um mês de luz e de sombra.


Um mês de sol. Um mês para passear.


Um mês de praia, de mar, de água. 


Um mês de poesia. Foi o mês em que a minha avó fez noventa e a minha filha, doze. Um mês em que comecei a tirar prazer do tempo que tinha em mãos.


Foi um mês de estudo. Um mês em que enfrentei o medo, o desconhecido. Foi o mês em que voltei a sentir-me válida e capaz, em que percebi que somos sempre mais fortes do que pensamos. Que parte de nós próprios quebrar as amarras e lutar.



domingo, 19 de agosto de 2018

A photo a day | Janeiro de 2018




Não sou propriamente depressiva, mas o Janeiro é-me sempre difícil, não sei porquê. O meu corpo simplesmente não reage, sinto-me doente, sem energia. Nada que suceda nos outros meses de outono tardio ou de inverno, pelo que não creio que seja da chuva ou da falta de luz. 


O mês de Janeiro de dois mil e dezoito foi, de longe, o pior de que guardo memória nos meus quarenta anos e dez meses de vida. Foi particularmente mau porque tinha demasiado tempo entre mãos. Noutro momento qualquer da minha vida esse tempo-extra seria bom e bem-vindo, mas tinha-me sido dado a ver que nos dias de hoje não basta ser bom no que se faz, não basta ser dedicado. Ora, eu tenho brio no meu trabalho e para mim ser excelente na parte técnica é o meu maior objectivo. Ao tomar consciência de que isso não interessa, os meus alicerces foram abanados. Assim, passei Janeiro a tentar manter-me à tona, literalmente. 


O recrutamento para o BEI tinha dado os primeiros passos em Dezembro, mas eu nem o considerava como algo sério. Era uma possibilidade bem remota, muito lá ao longe, altamente improvável. Os testes on-line estavam feitos desde o final de Dezembro e eu não fazia a mínima ideia de como teria sido o meu desempenho. Para ser honesta, nunca acreditei muito que fosse acontecer, pois tinha plena consciência do estado em que me encontrava, do baixo nível da minha moral, da minha falta de força anímica e, não tendo sido testes de complexidade extrema, foram testes que implicaram raciocínio rápido e velocidade. Algo que, francamente, não abundava por aqueles dias. Confesso que tive que lutar muito para sair da cama nos longos dias deste Janeiro, lutar para não passar o dia enrolada em mim mesma.  



Sobrevivi à custa de alguns passeios nos parcos dias de sol, de almoços e lanches com os meus maiores pilares nestes meses difíceis. Ia levar o Tiago à escola todas as manhãs, mas não me apetecia. Tinha duas peças de teatro em mãos, mas não estavam a dar-me prazer. Pouco comi nesse mês. Mas encontrei no processo de fazer pão um escape. Uma terapia. 


No pão e neste projeto fotográfico. Uma fotografia a preto e branco por dia. Sim, nem sabe o bem que lhe fazia! Como fez! E como ainda faz...


Tentei uma vez mais fazer o puzzle do Guernica. Ficou-se pela separação das peças. Mas não estava numa de me forçar. Se não dava, não dava!


Contudo, no final do mês, comecei a sentir-me um pouco melhor. Apetecia-me sair, passear. Recebi a notícia de que passara à fase seguinte do recrutamento para o BEI. Acho que ajudou. Tenho a certeza.


Senti-me a recuperar. Afinal, a fase seguinte implicaria repetir os testes que fizera on-line, entrevistas e um teste de aptidão profissional. Fui obrigada a reagir. Tinha que estudar, que me preparar. Foi o que fiz. E assim se foi Janeiro de dois mil e dezoito, o mais difícil mês da minha vida.

Era uma vez um blogue

Nos próximos meses, os meus blogues fazem oito anos. Surgiram num momento em que comecei a fotografar mais, a escrever mais, a sair mais. Surgiram num período de mudança e a mudança é sempre boa para fazer fervilhar as ideias. Os blogues eram apenas e só um registo dessas ideias.

O mote deste blogue em particular - o tempo é o que fazemos com ele - vem de um antigo anúncio da Swatch, de há muitos anos atrás; o nome, surgiu porque nessa altura estava próxima de alguém que não sabia dizer nada mais do que "não tenho tempo" mas que, na minha perspectiva, tinha muito mais tempo disponível do que eu. Eu tinha acabado de mudar de emprego, com tudo o que isso implica, estava a afogar-me em trabalho por causa da crise financeira, ainda achava que ia terminar a minha segunda tese de mestrado, tinha casa, família, contas para pagar, mas estava cheia de energia - de pica -  e tinha que lhe dar bom uso! A minha filha começava a ser bastante mais independente, a entreter-se sozinha e a exigir menos de mim pelo que, de algum modo, sobrava-me tempo livre.

Os meses passaram e fui mantendo o blogue entre passeios, trabalhos manuais e culinária. A culinária é o mais fácil de registar porque é um bem necessário no nosso dia-a-dia. Comecei a entrar nuns desafios culinários, a experimentar coisas novas e a dar a conhecê-las a um universo um pouco maior de pessoas. Eu gostava desses desafios egostava sobretudo do feedback. Com o nascimento do meu filho e a necessidade de apoiar a minha filha na escola, voltei a ter menos tempo. Os outros dois blogues foram ficando para trás, mas fui mantendo este apenas como um blogue de culinária. Lá está, gostava do feedback. Infelizmente, já nessa altura, era um blogue que tinha pouco do que havia sido outrora. Eu andava cansada, irritada e já sentia que participar nestes desafios era uma obrigação, sobretudo porque eu própria tinha lançado um projeto nessa linha e já não estava a conseguir dar seguimento. 

No Verão de 2015, há três anos, portanto, decidi parar. Estava exausta, farta. A ideia era a pausa durar apenas até ao meu aniversário, mas a inércia foi-se instalando e, pura e simplesmente, deixei de ter paciência. Ainda escrevi mais alguns artigos, mas nem me dei ao trabalho de publicar mais do que três. Ou não gostava do texto, ou as fotografias estavam más ou, simplesmente, não tinha nada de novo para dizer ou mostrar. Não tinha nenhum prato, nenhuma receita, nada.

Na realidade, nos últimos três anos, perdi um pouco a minha paixão por cozinhar. Continuo a fazê-lo, mas não passo dos básicos. O mesmo com os trabalhos manuais. O mesmo com a escrita. Falta-me tempo? Não. Não falta. Continuei com a fotografia e com o teatro. Mas falta-me vontade. Falta-me paixão.

Este ano foi definitivamente um ano de mudança. Tudo ficou de cabeça para baixo, após uma descida vertiginosa. Depois tudo foi subindo a pouco e pouco até a parada ficar altíssima. Foi um ano extremamente difícil para mim. Agora começa a acalmar, espero. Mas quero focar-me na mudança. Quero usá-la como usei há oito anos atrás para reavivar alguns dos meus projetos. E quero usar este blogue para registar esses projectos. Serei capaz?

domingo, 22 de janeiro de 2017

Da fotografia

Lentamente, muito (demasiado) lentamente, vou recuperando do último ano e meio. Tenho reduzido as ocupações extra-trabalho/casa/família ao mínimo e tenho tentado descansar e dormir. Aos poucos, vou tendo vontade de pegar no que fui deixando. Comecei pelo mais fácil e pelo que me dá mais prazer: a fotografia. Fiz um curso de composição, tenho lido mais sobre o assunto, tentado conhecer mais fotógrafos e, obviamente, tentado fotografar mais. Deram-me a conhecer um desafio fotográfico, com um tema a cada semana, variando entre Retrato, Paisagem e Artístico. É definitivamente uma aprendizagem.

Aqui fica o resultado das três primeiras semanas

Semana 1 | Retrato: Auto-retrato


Não gosto de selfies, é um facto, e não sou grande fã de ser fotografada. Por isso foi um desafio a vários níveis. Devíamos contar algo sobre nós e acho que o que mais me define é uma vontade imensa de ser mais do que uma, o que se reflete na diversidade do que me dá prazer fazer.


Semana 2 | Paisagem: Paisagem tradicional





As fotografias têm que ser tiradas tendo em mente o desafio. Tenho bastantes mais fotografias de paisagem, mas tiradas após o início do ano, nem por isso. Fomos passear ao Guincho, mas o Tiago adormeceu no carro e ficámos um pouco limitados. Foi um bom pôr-do-sol no Cabo Raso.


Semana 3 | Artística: Vermelho




Esta foi realmente difícil. O que é uma fotografia artística? Como dar ênfase ao vermelho? O que vou fotografar? Como focar? Como conseguir uma boa luz?

A semana 4 é o retrato de alguém, mas retrato tradicional (headshot). Veremos se consigo...


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Trinta e Nove



Hoje completo trinta e nove anos. Já é qualquer coisa, afinal amanhã começa o meu quadragésimo ano de vida. Após um ano duríssimo a vários níveis, que começou aliás com o único aniversário que me deixou realmente deprimida, sinto-me cheia de esperança para este novo ano. E, sobretudo, de planos.

Este foi um mês em que me dispus à introspeção e em que resolvi fazer um balanço. Pensei naquilo que planeava fazer quando a cabeça ainda estava cheia de sonhos. No que queria alcançar e, sobretudo, na pessoa que esperava ser perto dos quarenta. Alcancei muito e, obviamente, orgulho-me disso. Mas tive, como todos temos, que fazer escolhas, grandes escolhas. E foram invariavelmente escolhas que implicaram desviar-me dos meus planos dos vintes e de alguns dos meus sonhos. Chama-se vida! Percebi bem cedo que tudo o que viesse a conseguir implicaria trabalho e esforço e aceitei-o com naturalidade. Abracei essa realidade como hoje voltaria a abraçar nas mesmas circunstâncias e sem arrependimentos, portanto.  

Contudo, tenho trinta e nove e conto viver até aos noventa. Desviei-me do caminho que tracei há quinze anos, mas na realidade ainda tenho mais de cinquenta anos para o retomar. E é, precisamente, a minha decisão para este novo ano: voltar a encontrar o trilho, munida agora de armas que antes não eram mais do que ideias. E, mais do que encontrar o trilho, refazer algumas das coisas que fui perdendo com as minhas escolhas. E, desta vez, apreciar a viagem!

Bem, a conversa vai bonita e inspiradora, mas se há coisa que eu aprendi nestes anos é que não há nada mais motivador do que pôr os planos e os sonhos por escrito. É como uma espécie de contrato. Por isso, a minha introspeção resultou numa lista de quarenta coisas que quero fazer antes de completar quarenta anos. Umas são pequenas coisas que deixei de fazer com o passar do tempo, ou que fui fazendo sem suficiente compromisso. Outras são tarefas que quero riscar definitivamente da lista os próximos trezentos e sessenta e cinco dias. Algumas são mudanças de hábitos. Trinta e cinco, talvez, destinam-se a motivar-me, a levar-me ao estado mental e físico em que tenho que estar para levar a cabo as restantes cinco ou seis. Essas sim, são o real deal

E será assim que amanhã, quando acordar, darei início ao meu quadragésimo ano de vida. Com uma lista de planos e sonhos para pôr em prática e um cheirinho a vida nova!     

terça-feira, 14 de junho de 2016

Dos regressos e das carbonaras quase saudáveis


Dez meses. Dez longuíssimos meses longe daqui. Deveria ter sido apenas até outubro, mas quando estava descansada e prestes a regressar, envolvi-me num projeto extraordinariamente trabalhoso que tem consumido praticamente todos os minutos que o trabalho, a casa e as crianças me deixam livres. Deixei pura e simplemente de ter tempo para o que quer que fosse. 

A verdade é que eu preciso disto. "Disto" não é apenas do blogue (dos blogues, aliás, mas nem falemos dos outros dois). "Disto" é de criar, de fotografar, de experimentar, de escrever, de passear. De fazer, portanto. O(s) blogue(s) são como que um incentivo. Pode parecer ridículo precisarmos de incentivos para fazermos o que nos dá prazer, mas é tão fácil perdermo-nos no loop do dia-a-dia e deixarmos estas coisas para trás! Enfim. Veremos se a coisa anda agora... o mega-projeto acaba só lá para outubro, mas prevê-se que dê menos trabalho durante o verão, por isso há que aproveitar!  


Algo mais mudou nestes dez meses. O meu André decidiu finalmente perder peso e alterou radicalmente a sua alimentação. Não que cá em casa se comesse mal (no sentido engordativo da coisa), pelo contrário, mas as experiências menos saudáveis ficaram de parte e passou a haver um maior cuidado na escolha dos ingredientes.


Temos tentado trocar arroz, massa e batatas por outro tipo de hidratos ou por leguminosas e privilegiar os cereais menos processados. Temos também procurado incluir mais legumes nos pratos, para além dos que usamos nos acompanhamentos.


Nestas adaptações, a melhor que descobri foi o sem dúvida o iogurte grego como substituto das natas e, melhor ainda, da manteiga (nos bolos). A receita que trago para este regresso é, precisamente, uma carbonara em que as natas são integralmente substituídas por iogurte grego (ok, ok, este não é do "verdadeiro" mas nem sempre consigo ir comprá-lo onde se vende). É quase quase quase saudável e foi inspirada em duas receitas do Jamie Oliver que, aliás, preside também ao regresso do Quinze dias com..., agora em formato Um mês com...

É uma receita que tenho feito com alguma frequência por ser tão rápida e tão fácil e, vá, por me deixar relativamente tranquila do ponto de vista nutricional, indo ao encontro das novas regras alimentares lá de casa (vamos esquecer que tem bacon e parmesão, sim?).  Já tinha experimentado esta carbonara com courgette mas o problema das natas não tinha ficado resolvido. Quem diria que uma mera substituição por iogurte iria resultar tão bem?


Assim se regressa por aqui. Espero que de vez! 

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sábado, 8 de agosto de 2015

Poupar energias


Às vezes pergunto-me o que é feito de mim. Da minha energia, da minha vitalidade. A verdade é que ando arrastar-me para todo o lado, sem vontade de fazer o que quer que seja. Na realidade, já ando em modo de poupança de energia há algum tempo, mas atormentada pelo facto de não estar a fazer as 'minhas coisas'. Como tal, não descanso. Não as faço, mas também não descanso realmente porque há sempre aquele sentimento de frustração e de 'obrigação' não cumprida.

Já estive neste sítio uma vez. Tenho perfeita consciência do ridículo de estar aborrecida por não me estar a dedicar aos meus hobbies e por, simplesmente, passar o meu pouco tempo livre a estupidificar em vez de fazer as coisas que me dão prazer. Mas neste momento, preciso realmente de estupidificar. Preciso de me sentir aborrecida de morte por não ter aquele post para escrever, aquele sítio para fotografar, aquela receita para experimentar, aquele colar para criar. Preciso de não ir ver ou comentar aquele blog. De não me importar porque deixei passar ou aquela ideia.

Preciso de me aborrecer para poder voltar. Não quero deixar as minhas coisas. Só quero sentir saudades, em vez de culpa.

Por isso... até breve. Prometo voltar.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Sopa de pêra e agrião


Hoje trago uma combinação de sabores de que não me lembraria, mas que me chegou pela mão do Viriato Pã, convidado da quinzena do Quinze dias com... Uma sopa de agrião e pêra, doce e salgada e muito interessante.


Este ano difícil continua a pesar-me e as férias teimam em não chegar. Mais do que falta de tempo, ando sem paciência e sem energia... por isso, das três receitas planeadas,  consegui fazer apenas esta. Dias melhores virão...

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Sopa de pêra e agrião
Viriato Pã, original aqui

Azeite
Uma cebola pequena
3 dentes de alho
300 mililitros de caldo de galinha
200 gramas de agriões
3 pêras maduras
Sal e pimenta
Creme fraiche para servir

Num tacho, refogar a cebola e os alhos no azeite. Juntar os agriões e tapar o tacho, deixando murchar. Juntar o caldo e as pêras e deixar cozer. Triturar bem, rectificar temperos e servir com creme fraiche.

domingo, 28 de junho de 2015

Gelado de mirtílio e nata azeda



O Dorie às Sextas trouxe-nos um gelado bem fácil e rápido, uma mistura de mirtílios com limão e nata azeda que liga muito bem.

 
Cá por casa temos o 'problema' de termos dois gelados (morango e caramelo) praticamente insuperáveis, que deixam as outras experiências um pouco aquém. 


Ainda assim, é um belo geladinho, perfeito para estes dias de calor. Retirei-o da máquina antes de tempo, então ficou um pouco duro, mas o sabor era excelente.

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Blueberry-sour cream ice cream
Dorie Greenspan, Baking

1 chávena de mirtílios (frescos ou congelados. Se for dos congelados, descongelar e escorrer bem)
1/3 chávena de açúcar
1 pitada de sal
Raspa e sumo de 1/4 de limão ou lima (ou mais sumo a gosto)
3/4 chávena de natas
3/4 chávena natas azedas

Colocar os mirtílios, o açúcar, o sal e o limão num tacho médio e cozinhar em lume médio mexend sempre até a mistura ferver e as bagas amolecerem, durante cerca de 3 minutos. Triturar a mistura até ficar um puré homogéneo, durante cerca de um minuto (nunca irá ficar completamente suave, o que é normal). Juntar as natas e as natas azedas e bater até estarem misturadas, Provar e, se necessário, juntar mais açúcar ou sumo de limão. Deitar numa taça e refrigerar sté estar bem fresco. Deitar na máquina de gelados e seguir as instruções do fabricante. Quando estiver pronto, levar ao congelador por duas horas.


sexta-feira, 26 de junho de 2015

Ballycoton fish chowder (que é como dizer sopa de peixe à irlandesa)


Trazer uma chef irlandesa ao Quinze dias com... e participar apenas com uma receita asiática até parecia mal...

Uma das receitas irlandesas que me ficou debaixo de olho foi uma sopa de peixe bem diferente da nossa, feita com bacon, salmão, fresco e fumado, peixe branco e leite. Não sou grande apreciadora de salmão cozinhado, então decidi usar camarões e peixe branco. Tendo esquecido de comprar bacon, lá tive que recorrer a umas fatias de presunto que inha em casa.


Tenho a dizer que adorei a receita. Em Setembro irei à Irlanda e, quem sabe, consigo provar o original. Ballycoton fica na zona costeira, a sul de Cork, e é provável que consiga passar por lá. Depois conto tudo....


segunda-feira, 22 de junho de 2015

Noodles com camarão



Rachel Allen, convidada do Quinze dias com..., é uma cozinheira irlandesa, mas foi pelas suas mãos que cheguei a este prato asiático que, tenho a dizer, adorei! O André achou-o demasiado suave nos temperos, mas para mim estava perfeito.  


Usei noodles de arroz em vez dos de ovo e tive que trocar o cebolo por cebolinho, o que não é bem a mesma coisa, e os óleos de sésamo e amendoim por uma mistura de óleos para wok, que foi o mais próximo que encontrei. Aldrabei um pouco e juntei manteiga de amendoim ao óleo, o que implica ter algum cuidado para não deixar queimar, mas que se revelou uma excelente substituição. No final, acrescentei-lhe o sumo de uma lima, o que deu uma boa acidez ao prato.


Até comi malageta!!! Era suave, é um facto, mas sinto que aos poucos hei-de conseguir gostar de picante... 


Tenho a certeza absoluta que vou repetir esta receitinha, nem que seja só para mim.



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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Clafoutis de cerejas



Clafoutis. No topo da minha to do list há anos e anos. Uma espécie de pudim, geralmente com cerejas. Nunca tinha calhado fazê-lo (ou prová-lo), por isso quando vi a receita do Raymond Blanc, sabia que iria ser desta. E é a segunda e última receita que trago deste chefe para o Quinze dias com...


Usei umas cerejas muito maduras, em vez de kirsh usei ginjinha e fiz meia receita, com alguns ajustes (vou escrever aqui a minha versão). Aventurei-me pela primeira vez na beurre noisette e confesso que gostei do resultado. Ficou um pouco abaixo do ponto de cozedura: só consegui a textura de pudim depois de frio.


E pronto, já fiz e provei clafoutis!

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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Ovos quentes com espargos



O Quinze dias com... não é apenas sobre conhecer novas receitas. Às vezes, basta uma simples combinação em que nunca tinhamos pensado para fazer a diferença. Ovos com espargos? Sim, é um clássico. Por cá já se fez ovos mexidos com espargos, omelete de espargos, tarte de espargos, espargos com molho de ovo e mostarda... mas com ovo quente? Nunca.


Esta é uma não-receita e é do convidado da quinzena do Quinze dias, Raymond Blanc: cozer os espargos em água com bastante sal, tendo o cuidado de os deixar estaladiços; cozer os ovos na água a ferver durante 5 minutos (mais uns 45 segundos se o ovo tiver saído do frigorífico); derreter um pouco de manteiga e pincelar os espargos. Servir com um pouco de sal e pimenta, moídos no momento.

E molhar a pontinha do espargo no ovo a babar?