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domingo, 29 de junho de 2014

Tacinhas para gelado


Aqui está uma receita que andava para fazer há séculos. Sempre que faço gelado, penso: um dia destes hei-de experimentar fazer uns cones. Infelizmente ainda não consegui encontrar os moldes para os cones, por isso decidi fazer tacinhas. 


A receita veio daqui. Usei canela para lhes dar sabor. E é uma óptima receita para aproveitar claras: mesmo que não se use para fazer as taças, a massa faz umas bolachinhas deliciosas.

*****


Tacinhas para gelado

Três quartos de chávena de açúcar
Três claras de ovos grandes
Meia chávena de manteiga derretida, à temperatura ambiente
Meia chávena de farinha
Meia colher de chá de canela

Numa tigela, bater as claras com o açúcar, de modo a ficar uma massa cremosa, sem muito ar. Adicionar a manteiga, batendo bem, e em seguida a farinha e a canela até ficar uma mistura suave. Refrigerar durante quatro horas. 
Pré-aquecer o forno a 175ºC. Num tapete de silicone ou num pedaço de papel vegetal untado com manteiga, espalhar em forma de círculo uma colherada de massa, de modo a fazer um círculo de massa, que deve ficar o mais fina possível. Levar ao forno até estar dourado, durante cerca de oito minutos. 

Para dar forma: retirar os círculos do forno e retirar com uma espátula assim que possível. Colocar em cima da base de um copo invertido para dar a forma de taça. A massa endurece muito depressa, por isso a rapidez é essencial. Não convém fazer mais de dois círculos de cada vez.




quinta-feira, 1 de maio de 2014

Verdadeiramente... pão!!!



Quando o tema de Maio do Dia Um... na Cozinha foi anunciado, percebi que não podia adiar mais uma experiência que queria fazer há muito, muito tempo: pão 'verdadeiro', criado totalmente de raiz. Comecei a fazer pão há uns bons doze anos, incentivada pela minha mãe que, apesar de todos os meus protestos, resolveu oferecer-me uma máquina de fazer pão. Não ligando à minha resistência - sou relativamente minimalista em termos de maquinetas, não tanto por questões puristas, mas pelo espaço que ocupam -, fazendo ouvidos moucos às lamúrias por não ter onde guardar tal trambolho, persistiu na ideia por saber que iria ficar completamente rendida quando experimentasse o meu primeiro pão. Lá cedi (não que tivesse diferente hipótese, não me lembro de alguma vez ter ganho um braço-de-ferro com a minha mãe) e o que é certo é que aquela crosta estaladiça, o fumegar, a manteiga a derreter sobre o miolo ainda quente deram à minha mãe toda a razão do mundo. Foi um novo mundo que se abriu para os meus sentidos. 


Há uns tempos, descobri este blogue dedicado ao pão - aliás, este espantoso e absolutamente fascinante blogue dedicado ao pão - e resolvi que um dia iria experimentar fazer o meu próprio isco e um pão à moda antiga. Segui integralmente as instruções do Paulo e serão essas que vou reproduzir aqui. Mas recomendo uma leitura atenta do Zine antes de entrar na experiência, já que tem muitas informações que ajudam muito a levar avante a experiência... o pão escolhido, será um dos meus dois de eleição, um belo pão alentejano (que encontra rival apenas no de Mafra), denso e ácido, de crosta baça e, sem dúvida, um dos nossos mais maravilhosos tesouros gastronómicos.


Esta experiência é também um teste à paciência, um excelente remédio para combater o imediatismo que cada vez mais se instala dentro de nós. É a gratificação de criar algo de raiz, um fermento vivo... e criar nova vida leva o seu tempo, claro. Confesso que o meu maior medo no processo foi não conseguir amassar em condições. Afinal, estragar um trabalho de catorze dias não é coisa que me agrade. Sou péssima a amassar... tenho pulsos muito finos e uma força de braços que é uma anedota. Mas persisti. Tentei seguir ao máximo o truque de esticar bem a massa para desenvolver o glúten e, mesmo quando me parecia pronta, continuei a amassar só para ter a certeza que nada correria mal.


O resultado? Um pão denso, ligeiramente ácido (poderia ter ficado mais, creio que foi por ter feito o repouso da massa no frigorífico), com uma crosta forte e estaladiça e um sabor acentuado. 



A primeira fatia foi para mim, com manteiga, para homenagear aquele primeiro pão que me fez render a esta arte.


Apesar da espera e da paciência, faz todo o sentido fazer o isco. O pão fica bastante diferente. Muito melhor, diria eu. Para além disso, o isco poderá durar para sempre, desde que convenientemente alimentado. Sim, este é definitivamente o início de uma história de amor...



*****

Pão Alentejano


Receitas tiradas do Zine de Pão. Faz um pão de um quilo ou dois de 500 gramas. Começarei pelas receitas de isco. Se for feito de raiz, deve contar-se com pelo menos 12 dias de antecedência para começar o processo. Eu demorei 14 dias no total, já que tive que dar mais umas horas aos iscos para desenvolverem e que estive um dia sem pensar no assunto. Os tempos de fermentação variam com a temperatura. Poderá ser necessário dar mais umas horas ao isco para ganhar força. Não convém, porém, deixar demasiado tempo a fermentar, caso contrário ficará com um sabor demasiado avinagrado. O isco pode ser guardado indefinidamente, desde que alimentado semanalmente. A massa velha conserva-se três dias no frigorífico e cerca de três meses no congelador.


Isco de centeio (necessário para fazer o isco de trigo)
Demora cerca de 6 dias

Dia 1 - manhã

30g de farinha de centeio (de preferência ecológica)
100g de água tépida
1 colher de chá de mel

Num recipiente misturar a farinha e a água. O mel é opcional, mas ajuda as leveduras a desenvolverem-se. Cobrir o frasco com película aderente e colocar num sítio morno (24-25ºc). Abanar o frasco ligeiramente de 12 em 12 horas.

Dia 4 - manhã

90g de farinha de centeio (de preferência ecológica)
100g de água tépida

O isco vai ter algumas bolhas e um cheiro levemente avinagrado. Adicionar a farinha e a água ao isco, misturar bem e voltar, colocar a película aderente e deixar repousar no mesmo sítio morno.

Dia 4 - noite

50g de isco de centeio
60g de farinha de centeio (de preferência ecológica)
100g de água tépida

O isco terá mais bolhas de ar, bem visíveis do lado do frasco. Se tal não acontecer, esperar mais umas horas e depois continuar com o resto do processo. Deitar fora todo o isco excepto 50g. Adicionar a água e a farinha, misturar e deixar repousar.

Dia 5 - manhã

50g de isco de centeio
112g de farinha de centeio (de preferência ecológica)
100g de água tépida

Deitar fora todo o isco excepto 50g. Adicionar a água e a farinha, misturar e deixar repousar. Desta vez a mistura irá ficar mais consistente, parecida com mousse de chocolate.

Dia 5 - noite

50g de isco de centeio
100g de farinha de centeio (de preferência ecológica)
100g de água tépida

Repetir o mesmo processo que se fez de manhã, mas com as quantidades referidas em cima. Pode fazer-se um risco no frasco para medir o crescimento. 

Dia 6 - manhã

Se tudo correu como esperado, o isco cresceu bastante durante a noite (cerca de 2/3 acima do volume da véspera). Se não cresceu como esperado, repetir os passos da noite do Dia 5 de 12h em 12h até o isco ganhar força. Alternativamente, deixar o isco repousar durante um período de mais de 12h e ver o que acontece. Quando terinado, fechar o recipiente e colocá-lo no frigorífico.

O isco está vivo e precisa de ser refrescado a cada semana (mais coisa menos coisa). Para refrescar um isco, faz-se o mesmo processo de sempre: a 50g de isco adicionar 100g de farinha de centeio e 100g de água, deixar repousar durante 12 horas e colocar novamente dentro do frigorífico. 

Isco de Trigo
Demora cerca de 3 dias

Não é forçoso começar o isco de trigo com o de centeio, mas como facilita o processo de desenvolvimento das leveduras, foi assim que fiz.

Dia 1 - manhã

5g de isco de de centeio
50g de água tépida
50g de farinha de trigo

Num recipiente misturar a farinha, a água e o isco de centeio. Cobrir o frasco com película aderente e colocar num sítio morno (24-25ºc). De 12h em 12h, abanar ligeiramente o frasco.

Dia 2 - noite

100g de água tépida
100g de farinha de trigo

Adicionar a farinha e a água ao recipiente, que neste momento já deve apresentar algumas bolhas, e misturar tudo.

Dia 3 - manhã

100g de água tépida
100g de farinha de trigo

O isco deve estar cheio de bolhas de ar à superfície e está neste momento pronto a entrar no frigorífico e repousar até ser refrescado. Como passo opcional, fazer mais um refrescamento para dar mais força. Para tal, deitar tudo fora excepto 50g do isco e misturar 100g de farinha e 100g de água. Deixar 12h à temperatura ambiente ou num local morno. Após este período, reservar no frigorífico até à próxima vez que se fizer pão ou que se refresque o isco.

Massa Velha
2 dias

70g de farinha de trigo
30g de água
50g de isco de trigo
2g de sal

Juntar todos os ingredientes e amassar até formar uma bola. Colocar num recipiente selado e colocar no frigorífico. A massa velha é preparada 48h antes e repousa no frigorífico durante todo esse tempo. Ao fim das 48h a massa terá dobrado de volume e apresentar um cheiro (e sabor) avinagrado.

Pão Alentejano

370g farinha de trigo rijo (alternativa, usar farinha normal. Foi o que fiz)
270g farinha de trigo
390g água
13g de sal
150g de massa velha

Misturar as farinhas e a água até terem uma espécie de massa, deixar repousar 20-30min. Adicionar a massa velha e o sal e começar a amassar até ter uma massa lisa e brilhante (à mão 15-20min, com a máquina 5-7 min na segunda velocidade).

Colocar num recipiente ligeiramente oleado e deixar fermentar durante quatro horas. Ao fim de duas horas, deve-se esticar e dobrar a massa de modo a expelir algumas das bolhas de ar. A massa não irá crescer muito nesta fase, a ideia é desenvolver o sabor ácido. Outra alternativa é fazer a fermentação no frigorífico durante 12 horas (durante a noite por exemplo, foi o que fiz). 

Pré-aquecer o forno a 250ºc. Polvilhar uma superfície com um pouco de farinha, retirar a massa do recipiente e reservar 200g de massa para a próxima vez que se cozer pão. Tender na forma desejada. Pode-se fazer a "cabeça" do pão esticando o pão de modo a terem uma metade menos larga que a outra e dobrar uma sobre a outra antes de entrar para o forno ou neste preciso momento. Deixar a massa fermentar durante 45min. 


Cozer o pão a 250ºC nos primeiros 5 minutos e posteriormente baixar a temperatura para 200ºC. Pães de 1 kg deverão ser cozidos durante uma hora, pães de 500 gramas durante 30-45min ou até a temperatura interna atingir os 96ºC. Usei também a pedra de pizza de que falei aqui.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Risotto à Bulhão Pato


Este risotto foi uma revelação. Provei-o há uns meses no Eataly e fiquei fã. Não me teria ocorrido a mistura mas digo-vos, é excepcional. Como não poderia deixar escapar esta receita, tentei reproduzi-la. Aqui vos deixo o resultado.

This risotto was a revelation. I've tried it some months ago at Eataly and became a fan. It wouldn't occur to me to mix these two receipes but, let me tell you, the result is outstanding. So I gave it a shot. And nailed it.


*****

Risotto à Bulhão Pato

Um quilo de amêijoas | 1 kg clams
Um quilo de conquilhas | 1 kg cockles
Dez dentes de alho | 10 garlic cloves
Um molho de coentros | 1 bunch corandier
Azeite | Olive Oil
Duzentas gramas de arroz de risotto | 200 g risotto
Uma cebola pequena | 1 small onion
Um copo de vinho branco | 1 glass white wine 
Manteiga e parmesão ralado no momento para finalizar | Butter and grated parmesan for finishing

Cobrir o fundo de uma frigideira com azeite. Refogar os dentes de alho até estarem macios. Juntar as ameijoas e as conquilhas e tapar a frigideira, deixando em lume forte até abrirem. Juntar os coentros picados. Retirar do lume, reservar o caldo e retirar o miolo dos bivalves, guardando alguns com casca para enfeitar.

Cobrir o fundo de um tacho com azeite. Refogar a cebola, picada muito fina, e juntar o arroz, deixando fritar até estar branco. Juntar o vinho e mexer bem até engrossar. Juntar um pouco de água quente ao caldo dos bivalves, rectificar o sal e acrescentar aos poucos ao risotto, mexendo sempre em lume brando durante cerca de 25 minutos. Desligar o lume. Juntar o miolo das amêijoas e das conquilhas, a manteiga e o queijo parmesão, ralado grosseiramente. Servir bem quente, enfeitando com os bivalves inteiros.

Cover the bottom of a pan with olive oil. Add the garlic cloves and fry until soft. Add the clams and cockles and cover the pan with a lid in a hot fire until the shells open. Chop the corandiers and add to the clams. Remove from the stove, reserve the liquid and separate the bivalves from the shelves, keeping some intact for finishing the dish.

Cover the bottom of a pot with olive oil. Add the onion, finely diced, and than the risotto, letting it fry until white. Add the white wine and mix well. Mix some water in the liquid from the bivalves, taste to check the salt, and add to the risotto in small portions, mixing well for about 25 minutes. Turn the fire off. Mix the clams and cockels, the butter and the parmesan, coarsly grated. Serve hot.





sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Um crumble (muito) aromático | A (very) aromatic crumble




É dia um e mais um desafio do "Dia um na cozinha" foi cumprido. First day of the month and another challenge of "Dia um na Cozinha" accomplished.


Nem podia deixar ser, já que o mote foi uma das melhores invenções culinárias que conheço: o crumble. É, provavelmente, uma das minhas sobremesas favoritas, sobretudo no Outono. Morno, acabado de fazer... bem, já estou a salivar. Pena que já tenha acabado. Desta vez resolvi adaptar o crumble deste bolo com uma base de fruta de outono: maçã, pêra, marmelo, uvas e arandos. Ficou simplesmente... viciante: a fruta é boa, mas a mistura de sabores da cobertura... laranja e cardamomo... recomendo definitivamente!



It couldn't be any other way, as the challenge was to make one of my favorite deserts, especially on cold and grey autumn days: crumble! Warm, just out from the oven... well, I'm salivating... again... this time, I decided to adapt the crumble of this cake and to use a basis of autumn fruits: apple, pear, quince, grapes and cranberries. It was a temptation all over it: a goog fruit combination with a terrific top... orange and cardamom crumble, can you imagine? I strongly recommend it...



Crumble de laranja e cardamomo com fruta de Outono | Orange-cardamom crumble with Autumn fruit


Para o crumble | For the crumble

Meia chávena de farinha de trigo | Half a cup flour
Meia chávena de amêndoas picadas grosseiramente | Half a cup almonds, coarsly chopped
Um terço de chávena de açúcar amarelo | One third cup light brown sugar
Uma colher de sopa de raspa de laranja | One tablespoon orange zest
Meia colher de chá de cardamomo, esmagado no almofariz | Half teaspoon cardamom, pounded
Sessenta gramas (quatro colheres de sopa) de manteiga fria | 60 grams (4 tablespoons) cold butter

Para a fruta | For the fruit

Uma maçã em fatias | One apple, sliced
Uma pêra em pedaços grandes | One pear, cut into large pieces
Um marmelo, cortado em pedaços pequenos | One quince, diced into small pieces
Quinze uvas, cortadas ao meio e sem graínha | 15 grapes, halved and seeds off
Meia chávena de arandos | Half cup cranberries
Sumo de uma laranja | Juice of one orange
Quatro colheres de sopa de açúcar amarelo | 4 tablespoons light brown sugar


Pré-aquecer o forno a 200º. Colocar todos os ingredientes na picadora e picar ligeiramente até obter uma areia grossa. Reservar. Cozinhar os frutos em sumo de laranja e açúcar até ficarem macios. Colocar a fruta num recipiente, cobrir com o crumble e levar ao forno até ficar dourado.


Pre-heat oven at 200ºC. Mix all the crumble ingredients in the food processor until coarse. Reserve. Cook the fruits with the orange juice and the sugar until soft. Put the fruit into a recipient, cover with the crumble and put into the oven until golden brown. 





quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Bolo de três gelados ou um pedido revivalista | Triple ice-cream cake or a revivalist request


O André fez anos no final de Agosto. Temos a tradição de tirar férias nos aniversários cá de casa, mas desta vez foi-me impossível. Isso não impediria porém a comemoração, por isso perguntei-lhe que bolo queria que lhe fizesse. Íamos no carro e a pronta resposta foi: um bolo com três gelados - nata, morango e chocolate - mas com as camadas na vertical. E coberto de praliné de avelã. Ui!!!, pensei eu... mas depois de puxar um pouco mais pelo neurónio, lá consegui perceber como o faria. Porquê esta escolha? Bem, parece que era o bolo habitual na sua infância tardia, vindo de uma pastelaria de Algés, já esquecida e, provavelmente, encerrada há muito. 

My husband André asked for a cream-strawberry-chocolate ice-cream cake with hazelnut praline for his birthday cake, back in the end of August. But... wait for it... the stripes should be vertical! Wow!!! Not being able to take the day off as I usually do, I had to make him up for it (we have that tradition of taking the day off in each other's - and the kids, of course - birthday, so we can do something different and turn them into more special days)... so I had to give a try on this cake. It was sort of a revivalist request, as it was the cake his parents used to buy him on his late childhood at some probably deceased pastry shop.

Andando eu na senda dos gelados, fiz umas experiências no fim-de-semana anterior e consegui chegar à textura desejada. Calculei que cerca de 400 mililitros de cada gelado seriam suficientes para uma forma de bolo inglês normal (pedi-a emprestada e por isso não a medi, mas o ideal é encher a forma com cerca de 1,2 litros de água para ver se tem a capacidade necessária). Precisei de três dias para o fazer, um para cada camada, mas tirando isso, revelou-se bastante simples e rápido. E o desejo de reviver o passado tornou-se realidade.

It ended up being much easier than I initially thought: I tested the ice-creams the weekend before to get the right flavors and textures; I would need about 400 milliliters of each ice-cream, so I measured and put 1,2 liters of water in an english cake pan to check its capacity. It was pretty much it. It took me three days to make the cake, one for each layer, but the ice-creams are quick and simple to make. And this is how the wish of reviving the past came true.




*****

Bolo de três gelados | Triple ice-cream cake

Gelado de Nata | Cream Ice-cream
Adaptado de | adapted from "O livro de Pantagruel"
(para cerca de 400 ml de gelado | for about 400 ml ice-cream)

150 mililitros de leite | 150 ml milk
100 gramas de açúcar | 100 grams sugar
1 gema de ovo | 1 egg yolk
1 colher de sopa de farinha | 1 teaspoon flour
1 pitada de sal | 1 pinch of salt
250 mililitros de natas | 250 ml cream


Ferver o leite com o açúcar e o sal. Bater a gema à parte com a farinha e juntar parte do leite quente, mexendo sempre para não cozer a gema. Juntar a mistura ao restante leite e levar novamente a lume brando até engrossar. Deixar arrefecer até ficar morno. Bater as natas até ficarem fofas e juntar à mistura anterior, envolvendo bem. Deixar arrefecer completamente, colocar no frigorífico e, quando fresca, colocar a mistura na máquina de gelados de acordo com as instruções do fabricante. Deitar a mistura numa forma de bolo inglês, previamente colocada no congelador, e deixar gelar completamente, no mínimo durante três a quatro horas.

Simmer the milk with the sugar and salt. In a bowl, beat the egg yolk with the flour and gently mix part of the warm milk. Mix in the pan with the rest of the milk and turn the heat on, until getting a thicker mixture. Let it cool down a little and mix the cream, previously beaten until fluffy. Let the mix cool down completely, put it in the frige until cold and put it in the ice-cream machine following its instructions. Drop the mix in an english cake pan previously put in the freezer and let it freeze completely, at least for 3 or 4 hours.


Gelado de morango | Strawberry ice-cream
Receita da minha mãe, publicada aqui | Mom's recipe, published here
(para cerca de 400 ml de gelado | for about 400 ml ice-cream)

Duzentas gramas de morangos | 200 grams strawberries
Duzentos mililitros de natas | 200 mililiters cream
Cento e cinquenta gramas de açúcar | 150 grams sugar


Usar os ingredientes bem frios. Tirar o pé aos morangos, juntar tudo no copo da varinha mágica e triturar. Deitar na cuba da máquina de gelados, ligar a máquina e deixar a fazer. Embora as instruções da máquina digam quarenta minutos, deixei perto de uma hora. Deitar por cima do gelado de nata e deixar congelar.

Make sure that the ingredients are cold enough. Cut the leaves from the strawberries, put them in a tall recipient with the cream and sugar and turn them into cream with a blender. Put the mix in the pre-frozen bowl that comes with the machine and attach the rest of the ice cream maker. Put it over the cream ice-cream and let it freeze.


Gelado de chocolate | Chocolate Ice-cream

Adaptado da receita do "No Soup for You", por sua vez inspirada na do Sabores de Canela | Adapted from "No Soup for You" which was inspired on Sabores de Canela
(para cerca de 400 ml de gelado | for about 400 ml ice-cream)

200 mililitros de leite | 200 ml milk
100 mililitros natas | 100 ml cream
2 gemas | 2 egg yolks
100 gramas de chocolate 70% cacau | 100 grams chocolate 70% cocoa solids
75 gramas de açúcar | 75 grams sugar


Picar o chocolate o mais finamente possível. Aquecer o leite, as natas e o açúcar, até levantar fervura e apagar o lume.  Bater as gemas à parte e adicionar um pouco do leite quente, para que não talhem. Mexendo constantemente, adicionar ao leite, acrescentar o chocolate e deixar em lume médio, mexendo sempre até engrossar. Deixar arrefecer completamente, colocar no frigorífico e, quando fresca, colocar a mistura na máquina de gelados de acordo com as instruções do fabricante.  Deitar por cima do gelado de morango e deixar congelar.


Chop the chocolate as finely as possible. Bring the milk, cream and sugar to a boil and turn the heat off. In a bowl, beat the yolks and add a little of warm milk, stirring constantly. Add the mix to the rest of the milk, add the chocolate and get in a medium heat until thick. Let the mix cool down completely, put it in the frige until cold and put it in the ice-cream machine following its instructions. Put it over the strawberry ice-cream and let it freeze.

Praliné de avelã | Hazelnut Praline

Meia chávena de avelãs | Half a cup hazelnuts
Uma chávena de açúcar | One cup sugar

Torrar as avelãs no forno durante quinze minutos. Esfregar num pano para tirar a pele. Derreter o açúcar numa frigideira até caramelizar. Misturar as avelãs e deitar rapidamente em cima da pedra. Quando estiver completamente frio, picar na picadora em pedaços pequenos.

Toast the hazelnuts in the oven for 15 minutes. Rub in a cloth to get most of the skin off. Melt the sugar in a pan until turning into caramel. Mix in the hazelnuts and put it rapidly on a cold stone. When completely cold, break into pieces and put in the food processor until getting small pieces.

Montar o bolo | Assembling the cake

Desenformar o gelado para uma torteira, passando um pano quente na forma. Virá-lo noventa graus para as riscas ficarem na vertical. Cobrir com o praliné o topo e os lados, pressionando levemente. Deixar no congelador até servir.

Take the ice-cream out of the pan, using a warm cloth on the outside. Turn the cake by 90 degrees to get vertical stripes. Cover with the praline, gently pressing it to settle. Let in the freezer until serving.  

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Gallete de morango (ou a irmã mais feia) | Strawberry gallete (or the ugly stepsister)



Ultimamente tenho falhado alguns desafios do Dorie às Sextas (para o muro das lamentações, ver aqui), mas Agosto é o mês em que podemos repetir o que quisermos e publicar livremente. Apesar de continuar com pouco tempo, estou a tentar fazer algumas das receitas que falhei e que me ficaram debaixo de olho. A gallete foi uma delas, apesar de ser feita com a massa que me correu tão mal da outra vez (o que me deu arrepios, confesso).

I've been failing the challenges of Dorie às Sextas for a while (I have a 1 year old baby, do I need to explain anything else?). However, there is no challenge for this August, but we can repeat any past recipe we want and publish it freely... so I've chosen the Summer fruit gallete, even if for doing it I had to repeat that nightmare crust that I didn't manage some time ago.   


Mas desta vez, fiz duas versões mais pequenas, dividindo a receita ao meio (em baixo, estão as quantidades da receita integral). Duas irmãs, uma de morango e a outra de... não posso dizer agora porque há-de aparecer aqui no dia um de Setembro por causa de um novo grupo para o qual fui convidada pela minha querida Maria. Essa ficou linda, gloriosa, a massa perfeita. Esta, coitada, foi a irmã mais feia. 

I decided to split the recipe in two (in the end of the post you'll have the original recipe, for one standard galette). Two sister galletes, one strawberry, the other... well, you'll find out on September, 1st, as it will be published for another challenge in another group to which I was invited by my dear Maria. That gallete was beautiful, splendorous, with the perfect dough finally managed. This one... well, its just the ugly stepsister. 

  

Os morangos não resultam tão bem quanto a outra fruta que usei. A massa, que fiz em duas vezes, saiu muito molhada nesta versão porque pus um pouco mais água do que o recomendado, já que não me parecia estar a ficar com a consistência indicada. Como tal, e apesar de lhe acrescentar um pouco mais de farinha, não consegui dar o efeito devido depois de dobrar a massa, pelo que ficou com algumas pontas espetadas e ligeiramente queimadas. Afinal, tive que usar o papel vegetal como forma para dar estrutura à tarte, o que não era nada suposto. Enfim, não foi à segunda que a receita da massa me saiu bem... de qualquer modo, o resultado final ficou muito bom, apenas superado pelo da outra tarte que, essa sim, ficou como devia. Dia um, aqui estará.


I think the strawberries don't work as well as the other fruit I used. On the other hand, this dough didn't seem to be with the right consistency, so I added a little more water, ending up with a very wet consistency. I've tried to fix it by adding more flour but in the end I wasn't able to fold it over the fruit as required, so it was a little disaster... visually, at least, as the taste was very good. The other gallete... well, that one ended up to be perfect, but you'll have to wait until September, 1st, to see it.


Enjoy!

*****

Gallete de Morango | Strawberry Gallete

Inspirada na Summer fruit galette, Dorie Greenspan, "Baking"

Para a massa | For the crust

Uma chávena e meia de farinha | One and a half cups flour
Duas colheres de sopa de açúcar | Two tablespoons sugar
Três quartos de colher de chá de sal | Three quarters teaspoon salt
Dez colheres de sopa (cerca de cento e quarenta gramas) de manteiga sem sal muito fria (ou congelada) | Ten tablespoons (one hundred and forty grams) very cold or frozen unsalted butter
Duas e meia colheres de sopa de margarina muito fria ou congelada, cortada em dois pedaços | Two and a half tablespoons very cold or frozen vegetable shortening, cut into two pieces    
Um quarto de chávena de água gelada | About one quarter cup ice water


Misturar farinha, açúcar e sal num processador com lâmina de metal (como não tenho, usei a picadora) e juntar a manteiga e a margarina. Picar até formar pedaços, que poderão ter diferentes tamanhos. Juntar a água aos poucos e ir pulsando, até formar uma massa (pode não ficar uma bola, mas não há problema). Deitar a massa numa folha de película aderente, dar a forma de disco, manuseando o mínimo possível e deixar repousar no frigorífico por pelo menos uma hora. Estender a massa entre duas folhas de papel vegetal até ter cerca de meio centímetro de espessura e cerca de 33 centímetros de diâmetro. Aparar a massa de modo a ficar redonda. Marcar a massa com o fundo de uma forma com 23 centímetros mas não cortar, já que se está apenas a marcar onde vai ficar o recheio. Transferir para um tabuleiro e colocar no frigorífico enquanto se prepara os restantes ingredientes. 

Dica: misturei os primeiros três ingredientes previamente e coloquei os ingredientes todos, excepto a água, no copo da picadora e deixei no congelador durante umas horas antes de começar a fazer a massa. 

Mix flour, sugar and salt in a food processor with a metal blade attached. Add butter and shortening. Pulse until having bits that may be of diferent sizes (some may look like peas, others like barley). Mix the water in small portions, pulsing each time, and adding a bit more until having a doughy look (it may not form a ball, but that's ok). Put the dough in a large piece of cling film and shape it into a disk from. The less you touch the dough, the better the final result will be. Rest in the frige for at least one hour. Roll the dough between two sheets of parchment paper into a half centimeter thick and trim it into a circle with about 33 centimeters diameter. With the bottom of a 23 centimeters pan, mark a circle in the middle but do not cut. It will be where the filling will stand. Transfer to a baking sheet and put it in the fridge while preparing the other ingredients.     

Tip: I mixed the dry ingredients first and put all of them (except the water) in the freezer for some hours before start making the dough.  

Para o recheio | For the filling

Duas a três colheres de doce ou compota de morango | 2-3 tablespoons of strawberry jam
Duas a três colheres de sopa de bolacha triturada (usei Maria) | 2-3 tablespoons of cookie crumbs (Dorie suggests graham crackers)
Cerca de vinte morangos* pequenos | About 20 small strawberries*
Açúcar granulado para polvilhar | Granulated sugar for decoration

Pré-aquecer o forno a duzentos e dez graus. Cobrir o interior do círculo marcado na massa com o doce de morango e cobrir com duas colheres de sopa de bolacha (três se a fruta for mais sumarenta). Cobrir a bolacha com os morangos cortados e com o exterior para cima. Dobrar cuidadosamente as extremidades da massa sobre a fruta, que vai criando pregas. Pincelar ligeiramente o topo da massa com um pouco de água e polvilhar com o açúcar, levando ao forno durante vinte e cinco minutos ou até a massa estar dourada e a fruta macia.

Pre-heat the oven at 210º C. Spread some strawberry jam over the circle you marked before, sprinkling two tablespoons of cookie crumbs over it. Cover the cookies with the strawberries, cut in half, disposing them cut side down. Gently lift the unfilled border of dough and cover the fruit. It will pleat as you lift it and cover the fruit. Brush the dough very lightly with a little water, then sprinkle it with a teaspoon or two of sugar. Bake for 25 minutes or until the crust is brown and the fruit soft.

Para o creme | For the custard  

Três colheres de sopa de manteiga sem sal, derretida e fria | 3 tablespoons unsalted butter, melted and cooled
Um terço de chávena de açúcar | 1/3 cup sugar
Um ovo grande | 1 large egg
Um quarto de colher de chá de extracto de baunilha | 1/4 teaspoon pure vanilla extract

Açúcar em pó para polvilhar | Confectioners' sugar for dusting

Com um batedor de varas, bata a manteiga derretida, o açúcar, o ovo e a baunilha numa tigela. Reserve. Retire o tabuleiro do forno, deixando-o ligado, e verta o creme sobre a fruta. Dependendo da quantidade de sumo que tiver acumulado e do espaço que houver, pode não conseguir usar todo o creme. Leve o tabuleiro novamente ao forno por mais doze a quinze minutos ou até que o creme solidifique - se abanar levemente o tabuleiro, o creme não deve tremer. Deixe arrefecer e polvilhe com açúcar em pó antes de servir.

Whisk together the melted butter, sugar, egg and vanila in a bowl. Set aside until needed. Remove the baking sheet from the oven (leaving it on) and carefully pour the custard around the fruit. Depending on how much juice has accumulated and how much space you have in between the fruit, you may not be able to pour all the custard into the galette. Pour as much custard as you can, than carefully return the gallete to the oven for 12-15 minutes or until the custard is set - it shouldn't jiggle when you gently shake the pan. Let it cool down to room temperature and dust it with the sugar before serving.


* A Dorie sugere como possíveis frutas: 10 alperces ou 8-10 nectarinas ou 8 pêssegos maduros mas firmes ou 8-10 ameixas firmes ou 2 pedaços de ruibarbo. Se os frutos forem mais sumarentos, usar um pouco mais de bolacha por cima do doce | Dorie suggests as possible options: 10 apricots or 8-10 nectarines or 8 ripe but firm peaches or 8-10 firm plums or 2 stalks rhubarb. If your fruit is juicier, use the third tablespoon of cookie crumbs over the jam. 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

O gelado da minha mãe | Mom's Ice Cream

A minha mãe cozinha bem. Muito bem. Mas os doces... nunca foram propriamente a sua praia. No entanto, faz o melhor gelado de morango do mundo. É simplesmente... brutal. 

Mom is a great savoury cook, but not exactly so great in desserts... However, the 'Best Strawberry Ice Cream' title should definitely belong to her. It is simply... mind-blowing!




Ela tem uma máquina de gelados fantástica que se mete directamente no congelador e a pá faz o trabalho todo lá dentro. Tem-na há uns trinta anos ou mais. Depois de eu passar anos e anos a cobiçá-la sem sucesso (as palavras precisas foram: mesmo que só a use uma vez por ano, desta não prescindo), desisti da ideia de fazer gelados caseiros porque fazê-los à mão... não há pachorra! Ir batê-los de hora a hora durante mil vezes...  não é para mim. Sou demasiado impaciente e as minhas tentativas deram sempre para o torto.
À procura da oitava maravilha, virei do avesso todas as lojas de que me lembro, Amazon incluída (em vários países). Já não há aquela engenhoca brilhante (ou se há, esconde-se bem escondida). Como detesto ter equipamento volumoso em casa, nunca me apeteceu comprar uma máquina de gelados tradicional, que acho gigantescas. Mas vi uma bem pequena e em promoção no supermercado e não lhe resisti...

She owns the most amazing ice cream machine, a spectacular device that must be already turning thirty and that actually makes the ice cream inside the freezer (the paddle keeps moving while the freezer does its job). I've stopped counting the amount of times I begged her to give me that eight wonder, but she made pretty clear that she won't let it go no matter what. So... as I am way too lazy to make ice cream by hand... no homemade ice cream for us... until now... 
I've searched everywere for a similar device but it seems that no one else had seen the brilliance of it and I think it might not be produced anymore. But... helas... I found a machine that was small enough to pass my 'no big kitchen equipment, please' rule, bought it and so... a big welcome to me, ice cream world!!!




E, claro, o primeiro tinha que ser o gelado de morango da minha mãe. Fora o tempo de refrigeração, faz-se literalmente em 5 minutos (incluindo o tempo de cortar os morangos) e ficou, é claro, simplesmente brutal... como o da sua criadora.

Mom's ice cream had to be the first one to be made in the new machine. Of course. It took me about five minutes to prepare it, one hour to mix it in the machine and the freezer made the rest in the next couple of hours. The result... mind-blowing as expected! And requested! 


Gelado de Morango | Strawberry Ice Cream
Receita da mãe | Mom's recipe

Duzentas e cinquenta gramas de morangos | 250 grams strawberries
Duzentos e cinquenta mililitros de natas | 250 mililiters cream
Cento e setenta e cinco gramas de açúcar | 175 grams sugar

Usar os ingredientes bem frios. Tirar o pé aos morangos, juntar tudo no copo da varinha mágica e triturar. Deitar na cuba da máquina de gelados (na minha, esta vai vazia ao congelador pelo menos por doze horas), ligar a máquina e deixar a fazer. Embora as instruções da máquina digam quarenta minutos, deixei perto de uma hora. Deitar num recipiente previamente colocado no congelador e deixar congelar durante umas horas.  

Make sure that the ingredients are cold enough. Cut the leaves from the strawberries, put them in a tall recipient with the cream and sugar and turn them into cream with a blender. Put the mix in the pre-frozen bowl that comes with the machine and attach the rest of the ice cream maker. Put it in a very cold recipient and let it settle for some hours. 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Bolo de Cupcakes | Cupcake cake


Deve ser assustador para um bebé ver quarenta pessoas ao mesmo tempo no seu pequeno mundo, geralmente tão pacato e rotineiro. Por isso, fiz duas festas para o Tiago: uma na sexta para os avós (verdadeiros e 'postiços', que os meus filhos não podem queixar-se de falta de avós...) e outra no Sábado para os nossos amigos. 

O Polka Dot Cake foi para a primeira festa. O Bolo de Cupcakes, para a segunda. 

Tal como no primeiro caso, não saiu exactamente como eu tinha idealizado. Misturei confetti na massa para dar este efeito, mas os corantes desapareceram e os bolos ficaram normalíssimos por dentro. 

Enfim, um mau fim-de-semana para experimentar bolos mais arrojados. No entanto, o resultado final ficou bonito e adequado para as restrições de um bebé. A receita de cupcakes é a que usei para fazer os pequenos bolos do interior do polka dot cake, mas vou repeti-la aqui. E, uma vez mais, não vou desistir até conseguir dar aquele efeito colorido ao interior dos meus bolinhos. Lá chegarei...



It must be really scary for a baby to see its little and quiet world suddenly invaded by about forty people. It is for me, and I have thirty five years of advantage to learn how to deal with it...

That is why we made two parties: one on Friday for the grandparents, to which I made the Polka Dot Cake, other on Saturday for our friends. 

For this one, I made a cupcake cake (no cream, no chocolate, no filling of course). Unfortunately, I was definitely in a bad weekend to try new stuff, so my attempt to reproduce this interior went bust.   The confetti had melt and the colorings blent into the batter. 

Well, as stubborn as I am, I will give it another try in a couple of weeks. I'll end up figuring out were I've failed. Enjoy!
















Cupcakes - Basic Recipe
(receita básica para cupcakes)

Cento e vinte e cinco gramas de manteiga | 125 grams butter
Cento e vinte e cinco gramas de açúcar 125 grams sugar
Dois ovos inteiros 2 whole eggs
Extracto de baunilha / Vanilla extract
Cento e vinte e cinco gramas de farinha | 125 grams self-raising flour
Uma colher de chá de fermento | One tea spoon baking powder
Um pouco de leite, se a massa ficar muito seca | One or two tbs of milk, to make the batter more runny

Bater a manteiga à temperatura ambiente com o açúcar até ficar fofo. Juntar os ovos inteiros, ligeiramente batidos, o extracto de baunilha e bater bem até ficar homogéneo. Juntar a farinha com o fermento e bater bem. Se ficar seco, juntar uma a duas colheres de sopa de leite. Fartei-me de juntar confetti, mas não deu qualquer resultado... Forrar formas de muffins com formas de papel e encher com cerca de duas colheres de sopa de massa. Levar a forno pré-aquecido a cento e oitenta graus durante cerca de quinze minutos. Deixar arrefecer, montar o bolo, polvilhar com açúcar em pó e com confettis (se tiverem sobrado alguns...)

Beat the butter at room temperature with the sugar until fluffy. Add the whole eggs, slightly whisked, the vanilla extract and beat very well. Add the flour and the baking powder and mixed all together. If needed, add a couple of milk spoons to get a slightly runny batter. I mixed loads of confetti at this stage, but with no effect. Fill muffin pans with paper forms and add about two table spoons of batter within each form.Take to pre-heated oven at 180º C. for about 15 minutes, let it cool down and assamble the "cake", finishing it with confectioner's suggar and confetti.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Edward Hopper, (not so) fast food e um convite para jantar


A Panela sem (de)pressão acolhe este mês o Convidei para Jantar da Anasbageri e o convite é endereçado a um pintor. A escolha foi difícil (como deixar de lado os meus amados Picasso, Dali, Magrite e Escher?), mas acabei por convidar Edward Hopper. Apesar de preferir quase sempre as impossibilidades do surrealismo, Hopper é aquele pintor que sempre me impressionou pela beleza do seu traço, pela veracidade dos seus desenhos e por uma conjugação de cores que eu acho sempre absolutamente espantosa.

O 'Nighthawks' é provavelmente a sua obra mais famosa e retrata um 'diner' americano, sendo a inspiração para este meu convite .

Image: Edward Hopper, American (1882–1967)
Nighthawks, 1942
Friends of American Art Collection, 1942.51
The Art Institute of Chicago
Photography � The Art Institute of Chicago
(daqui)
Outras obras deste meu convidado podem ser vistas aqui e aqui.

Os 'diners' são os pais da fast food americana, por isso há que trazer fast food para este jantar. E quando, como eu, não se gosta de fast food? Bem, há que fazê-la, mas...the slow way.

Por isso vou oferecer ao meu convidado um hambúrguer e um batido de morango. Um hambúrguer em que a carne picada é previamente temperada com sal, alho, cebola e salsa, para depois ser misturada com ovo e um pouco de pão ralado e só então moldada em hambúrguer.  O pão, de massa de brioche, é amassado com o mínimo possível de farinha, o que lhe dá uma leveza surpreendente. O ketchup - créditos ao André - é feito com tomates que cozinham lentamente em azeite e que depois são coados pelo passador de rede, para então serem reduzidos com um pouco de açúcar e vinagre. O batido, esse, não leva gelado de morango mas antes morangos previamente congelados, iogurte natural, um pouco de açúcar, leite e duas lascas de gengibre fresco. 



Nada mal para fast food...



*****

Not so fast burger

Hamburguer
Adaptada de uma receita do Jamie Oliver, que não consegui encontrar
(Faz cerca de doze hamburguers de oitenta a cem gramas)

700 gramas de carne de vaca picada
Sal
Alho
Salsa
Uma cebola ou meia rama de alho francês picados em pedaços pequenos
Dois ovos médios
Pão ralado q.b., para dar estrutura

Junta-se todos os ingredientes numa tigela, excepto o pão ralado. Amassa-se bem e junta-se aos poucos pão ralado até se conseguir fazer bolas de carne agregadas, mas não demasiado secas, que se espalmam depois para dar a forma de hamburguer. Grelha-se.   

Pão de brioche extra-leve

Usei esta receita
(faz oito a dez pães)

3 colheres de sopa de leite morno
2 colheres de chá de fermento activo seco
2,5 colheres de sopa de açúcar
2 ovos grandes
Três chávenas de farinha para pão
Um terço de chávena de farinha de trigo sem fermento
1,5 colheres de chá de sal
1,5 colheres de sopa de manteiga sem sal
Sementes de sésamo

Junta-se o açúcar, o leite e o fermento num copo, misturando com uma chávena de água morna. Deixa-se repousar durante cinco minutos, para activar o fermento. Entretanto, mistura-se numa tigela as farinhas com o sal. Junta-se a manteiga, esfregando-se bem com a farinha entre os dedos, de modo a ficar granular e a formar migalhas. Juntar a mistura de fermento e um ovo batido e envolver até formar uma massa, que vai ficar pegajosa. Enfarinhar muito bem a bancada e amassar a massa, juntando aos poucos mais farinha, mas em pequenas quantidades. Quanto mais farinha se juntar, menos leves ficarão os pães, por isso o ideal é deixar a massa ligeiramente pegajosa, mas moldável. Deixar repousar num sítio morno, envolvida num pano, durante duas horas. Formar oito bolas com a massa, pôr num tabuleiro forrado com papel vegetal e deixar repousar novamente, entre uma e duas horas, coberto com um pano. Bater o outro ovo e pincelar os pães, polvilhando com sementes de sésamo. Coloca-se na base do forno um tabuleiro com água e pré-aquece-se a cento e oitenta graus. Leva-se os pães ao forno durante quinze minutos, ou até estarem dourados. Deixa-se arrefecer totalmente antes de cortar.

Ketchup
(receita do André)

Estufa-se um quilo de tomate cortado em pedaços com um pouco de azeite e sal. Quando estiver desfeito e cozinhado, coa-se por um passador para uma frigideira com um pouco de azeite. Junta-se um pacote de açúcar e vinagre a gosto e deixa-se reduzir até ficar um molho espesso, durante cerca de trinta minutos. 

Monta-se o hamburguer com o pão aberto ao meio, uma fatia de queijo, alface em pedaços, a carne, o ketchup e mostarda a gosto. Pode acrescentar-se outros ingredientes, mas foi assim que fiz o meu.



domingo, 24 de fevereiro de 2013

Um bolo arco-íris para a menina dos sete anos


Só tinha feito uma vez um bolo de anos para a Catarina. Foi no seu primeiro aniversário. No segundo andava cheia de trabalho (e com pouca paciência) e tive que comprá-lo já feito e a partir do terceiro o Pocoyo, as Princesas e as Winx levaram a melhor nos seus sonhos, um pouco contra o meu desejo. Mas este ano a Catarina quis que fosse eu a fazer o bolo. Fiquei mesmo feliz. E soube logo o que iria fazer: um bolo arco-íris. Ela adora creme de manteiga, por isso não poderia ser com um recheio diferente. E usei-o também para a cobertura. Apesar de achar fabuloso o que se faz com a pasta de açúcar, um bolo totalmente coberto com ela fica, na minha opinião, demasiado doce. Por isso (e porque me falta técnica para fazer melhor) usei-a apenas para fazer as decorações do bolo, com a ajuda de uns cortadores de bolachas.

Na sexta pus mãos à obra (não é totalmente verdade, já tinha adiantado um pouco as decorações durante a semana). Comecei por fazer uma base de bolo com a proporção de cinquenta gramas de farinha, vinte e cinco de manteiga e vinte e cinco de açúcar por cada ovo. Ora, uma base de seis ovos deu-me apenas para duas placas e quando experimentei a primeira, achei que sabia muito a ovo. Para a segunda dose, fiz uma proporção de setenta e cinco gramas de farinha, trinta e cinco gramas de açúcar e trinta de manteiga por cada ovo. Ficou perfeito. Deu-me para três placas de cerca de um centímetro de altura.

Para obter as cores, basta dividir a massa e juntar umas gotas de corante alimentar, aos poucos, até obter a cor desejada. Fiz cinco placas: uma amarela, sem corante, que foi a placa de teste para ver a quantidade de massa que iria precisar. Com um pouco de corante vermelho fiz uma placa laranja; com bastante mais quantidade de vermelho fiz rosa escuro; com algum azul, fiz a verde; e com vermelho e azul, fiz a roxa. Como só tenho uma forma rectangular de cada tamanho, tive que usar sempre a mesma, o que tornou a tarefa um pouco mais demorada. De qualquer modo, cada placa demora cerca de dez minutos no forno, por isso também não é propriamente exasperante.

Deixei as camadas no frigorífico durante a noite, bem embrulhadas e alumínio, e no Sábado de manhã fiz o creme de manteiga, para estar bem fresquinho para a festa da tarde. Tive que fazer bastante quantidade para poder barrar as várias placas e cobrir o bolo: trezentas e setenta e cinco gramas de manteiga para setecentas de açúcar em pó. Um bolinho nada calórico...


O processo é simples: barra-se uma placa com uma camada relativamente fina de manteiga, coloca-se outra placa por cima, barra-se esta placa e repete-se o processo até à ultima placa. Se as placas não estiverem totalmente uniformes em altura (o meu forno faz os bolos crescerem ligeiramente mais de um lado), basta tentar compensar a diferença de alturas com a montagem das camadas, corrigindo com um pouco mais de creme nas extremidades, se estas estiverem mais baixas. Depois de montado, apara-se os lados do bolo até ficar direito e calca-se bem os lados para minimizar as migalhas. Por fim, cobre-se bem os lados e o topo com o restante creme, reservando algum que sobre para complementar a decoração.


Por fim, é só decorar.


Mantive a surpresa até ao fim. Imaginem a cara da Cat e dos amigos quando cortei o bolo e viram o arco-íris...


Mas o mais importante foi a Catarina ter gostado. Segundo ela, foi uma das melhores partes do seu dia de anos. E isso deixa-me tão feliz!

*****

Bolo arco-íris

Para uma camada, numa forma rectangular de 20x30 centímetros

Dois ovos
Setenta gramas de açúcar
Sessenta gramas de manteiga
Uma colher de café de extracto de baunilha (opcional)
Cento e cinquenta gramas de farinha
Uma colher de chá de fermento
Um golpe de leite, para tornar a massa mais fácil de bater  

Pré-aquecer o forno a cento e oitenta graus. Bater os ovos inteiros com o açúcar, juntar a manteiga e o extracto de baunilha e bater mais um pouco. Juntar a farinha e o fermento e envolver bem. Se a massa ficar muito espessa, juntar um golpe de leite e bater mais um pouco, de modo a ser fácil cobrir toda a forma. Juntar o corante aos poucos, até obter a cor desejada. Deitar na forma muito bem untada com manteiga e polvilhada com farinha. Levar ao forno durante cerca de dez minutos ou até espetar com um palito e este sair seco. 

Pode fazer-se a receita para várias camadas. É importante pesar a totalidade da massa e dividi-la depois em partes mais ou menos com o mesmo peso, para as camadas ficarem uniformes. Fiz esta receita com seis ovos e respectivas proporções dos restantes ingredientes e deu-me sensivelmente um quilo e cem gramas de massa para três placas, pelo que cada placa tinha cerca de 370 gramas de massa. Deve dividir-se a massa antes de juntar o corante.

Para o creme de manteiga

Trezentas gramas de manteiga à temperatura ambiente
Setecentas gramas de açúcar em pó
Três a quatro colheres de sopa de leite

Bater a manteiga até ficar fofa. Juntar o açúcar e um pouco de leite para ajudar a misturar. Bater bem, juntar o leite aos poucos de modo a que o creme fique suave, mas sem talhar. Pode juntar-se também corante ao creme, mas eu preferi deixá-lo branco.

Para as decorações

Pasta de açúcar de cor pérola
Corantes alimentares

ou

Pasta de açúcar nas cores desejadas

Trabalhar a pasta em pedaços pequenos, sensivelmente do tamanho de uma bola de ténis de mesa. Amassá-la entre as mãos e esticar com um rolo da massa, polvilhando a superfície com um pouco de açúcar em pó. Se se usar a pasta pérola, deitar algumas gotas de corante com a massa aberta, dobrar bem as pontas e amassar a massa nas mãos até a cor estar uniforme. Se ficar muito escura, juntar mais massa; se ficar muito clara, juntar mais corante. 
Esticar a pasta, cortar com a forma desejada e decorar o bolo.

Pode fazer-se os enfeites com antecedência, a pasta dura até um ano se estiver guardada num recipiente hermeticamente fechado, num local fresco e seco.