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domingo, 31 de março de 2013

Reciclar

Há uns tempos eu e a Cat fizemos a maquete de uma divisão da casa para um trabalho da escola. O objectivo era reutilizar objectos do dia-a-dia, como pacotes de leite, embalagens, brinquedos velhos, enfim, o que fosse adequado para o efeito. Escolhemos fazer uma casa-de-banho, porque eu achei logo que haveria muito poucas - o mais óbvio é sempre fazer o quarto ou a sala - e não me enganei. E este foi o resultado final...



Usámos:
- Uma caixa de cereais para a base e para uma parede
- Papel de revista cortado em quadrados de duas cores para os mosaicos do chão
- Uma caixa de saquetas de chá para o armário, onde encaixámos um recipiente redondo para molho de soja que fez de lavatório
- Papel de embrulho espelhado para o espelho
- O topo de duas embalagens de iogurte líquido para a sanita e o bidé
- Rolhas a fazer de autoclismo
- Conchas para a tampa da sanita, a saboneteira e as luzes por cima do espelho
- O fundo de uma garrafa de água para a base do chuveiro; cortámos uma rodela do plástico da garrafa para prender a cortina, que foi feita com papel de revista dobrado em fole
- Uma cápsula de café vazia para fazer de chuveiro
- Um clip para o toalheiro das mãos
- Os ferros que saltaram de algumas molas para as torneiras e para o toalheiro do banho
- Um desenho a fazer de tapete
- Um pedaço de swiffer para as toalhas

Em detalhe...




Fez sucesso e a Cat ficou super-orgulhosa por ter feito algo assim com coisas que iriam para o lixo.


domingo, 11 de novembro de 2012

Segunda vida - a camisola da mãe


Desde que me lembro, gosto de dar uma segunda vida às coisas. Muitas vezes implica que passem a ter um uso diferente daquele para que foram feitas. Outras vezes, continuam com a mesma utilidade, mas com uma cara diferente. Exemplos disto são os meus antigos cubos de CD e DVD que estão agora na cozinha com as chávenas e pires de café ou dentro dos armários para conseguir espaço extra; os tabuleiros para bolos que de tão grandes raramente são usados e que por isso servem de gavetas também nos armários fundos da cozinha; as caixas de sapatos que passam a organizadores dos armários das casas de banho; as estantes que tenho na arrecadação, que já foram as estantes do meu quarto em casa dos meus pais, para depois serem pintadas de azul, levarem uma cortina e serem o meu espaço de arrumação na cozinha da minha casa anterior; os frascos de vidro que servem para arrumar contas e conchas e botões ou que são reaproveitados para as compotas; os frascos de iogurte que passam a porta-velas; capas de almofada com tecidos de camisa... enfim, há um sem número de exemplos espalhados cá por casa. 

Desta vez dei uma segunda vida a uma camisola. No ano passado, a minha mãe trouxe-me duas camisolas que já estavam velhotas e que ela feltrou para me dar, sabendo que mais tarde ou mais cedo eu faria alguma coisa com elas (obrigado mãe!). A vantagem de feltrar é que se passa a conseguir cortar uma malha sem que esta desfie. Para o processo ficar perfeito, a peça deve ter um alto teor de lã na sua composição: a lã encolhe com a água quente e as malhas ficam muito apertadas, tão apertadas que não desfazem. De qualquer modo, consegue-se feltrar peças com menos lã, apesar de o resultado final não ser tão seguro: a camisola que usei já não tinha etiquetas, mas parece-me que tinha algumas fibras sintéticas na sua composição para além de lã. Ainda assim, conseguiu feltrar o suficiente para não desfiar.Voltando às camisolas: recortei-as pelas costuras para conseguir guardá-las melhor e arrumei-as nas prateleiras de tecidos à espera de um rasgo de inspiração. E ela finalmente veio a reboque dos dias frios: transformar a camisola cor-de-rosa numas luvas sem dedos para a Catarina. Eu adoro luvas sem dedos porque mantêm os pulsos e as mãos quentes mas não nos tiram mobilidade, logo podemos usar as mãos à vontade. 


Quando voltei a montar a camisola para esta fotografia, achei que talvez conseguisse fazer mais qualquer coisa para além das luvas... talvez um gorro com a gola e um cachecol com as mangas... Então pus mãos à obra. Demorei pouco menos de duas horas e cosi à mão, coisa que detesto fazer mas que para aqui teve que ser. Para o gorro, cosi uma extremidade da gola como se fosse uma flor com pétalas cada vez mais juntas. Para o cachecol, cortei as costuras das mangas em viés e cosi uma à outra de modo a ficar um grande rectângulo. Para as luvas, cortei dois rectângulos iguais da frente e das costas da camisola e cosi os lados um ao outro, deixando apenas uma abertura para o polegar. Com as sobras das costuras e dos recortes, fiz seis flores: duas para o gorro, duas para o cachecol e uma para cada luva. E este foi o resultado final.


A Cat ficou felicíssima porque há muito que me pedia umas luvas daquelas. Vieram com bónus e, ainda por cima, em cor-de-rosa!


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O Bolo da Luísa

A Luísa, seja ela quem for, deu-me a inspiração para o seu bolo, que podem espreitar aqui. Mas, como sempre, há que dar-lhe um twist para passar a ser o bolo da Susana, que passou também a ser um dos eleitos cá de casa (e dos colegas do André também, pelos vistos...). A receita já vem para aqui com quase três semanas de atraso, mas mais vale tarde do que nunca...

Começa-se por fazer três decilitros e meio de chá preto bem forte. Às ameixas da receita original, juntei alperces e figos, todos eles secos, e a perfazer cerca de quatrocentas e cinquentas gramas. Descaroçadas as ameixas, fervem-se as frutas no chá em lume brando durante cinco a dez minutos. Escorrem-se bem, reserva-se o chá e cortam-se as frutas em pedaços.  


Entretanto, faz-se a base do bolo: trezentos gramas de açúcar amarelo, que se bate com duzentas e cinquenta gramas de manteiga amolecida até ficar uma massa fofa. Juntam-se seis gemas e bate-se muito bem. Peneira-se quatrocentos gramas de farinha e uma colher de sopa de fermento para cima da massa e, antes de envolver, acrescentam-se as frutas. Bate-se muito bem a massa e juntam-se as claras em castelo.


Deita-se a massa numa forma de mola e leva-se ao forno a cento e setenta e cinco graus. Entretanto, leva-se novamente o chá ao lume com três colheres de sopa de açúcar, que vai reduzir até formar uma calda. A meio da cozedura, retira-se o bolo do forno...


... dá-se uns golpes...


... rega-se com a calda...


... e volta ao forno para acabar de cozer. O bolo fica meio caramelizado por cima, mas não de forma excessiva, o que é bom para quem, como eu, não é fã de caramelo.


Este ficou mais baixo porque não foi feito com as quantidades que vos indiquei aqui. Se respeitarem as quantidades, ficam com um bolo alto, mais parecido com o da receita original, mas mais escuro do que esse por causa do açúcar amarelo.


Esta fatia foi para mim. Comi-a a ferver, como eu gosto. Sempre gostei dos bolos de fatia acabados de sair do forno, a fumegar. E, ao contrário do que dita a sabedoria das avós (e para horror da minha sempre que me via fazê-lo), nunca me causou uma dor de barriga...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O sofisticado não tem que ser complicado

A maioria dos nossos jantares durante a semana são coisas simples, daquelas que se fazem em trinta minutos (de preferência com o mínimo de intervenção possível) e que não têm grande ciência ou então alguns pratos que eu faço em maior quantidade e que congelo para as refeições semanais, sendo que depois basta aquecer e fazer um acompanhamento. Chegar a casa depois das sete, ter uma criança de cinco anos a precisar de banho e de brincar e fazer um jantar complicado não são propriamente coisas compatíveis... a menos que se consiga inovar sem complicar. 

Esta primeira semana pós-férias tem sido um pouco preenchida, com um trabalho para entregar no emprego, com o início das aulas e tudo o que isso implica (reuniões, compra de material, actividades no primeiro dia), com o difícil regresso à  rotina e à necessidade de nos despacharmos depressa de manhã e com o trânsito característico da primeira semana do ano lectivo. Tenho almoçado na secretária quase todos os dias e estava mesmo a precisar de um jantar diferente...

Mas basta de queixumes, voltemos ao tema do primeiro parágrafo, bem mais interessante do que as dificuldades da vida: um jantar sofisticado que não é complicado... o que será? 

É preciso: uma cataplana e meia dúzia de ingredientes. Ao contrário do que muitos pensam, cozinhar na cataplana é das coisas mais fáceis do mundo. É só pôr os ingredientes lá dentro, fechar e deixar cozinhar em lume brando. Se não acreditam, experimentem...  


As combinações são quase infinitas. Desta vez, cobri o fundo de azeite, fiz uma cama de cebola às rodelas, juntei filetes (de peixe-galo, mas funciona com quaisquer outros, ou com postas de peixe) temperados com sal e sumo de lima e deixei cozinhar. Nada mais.


Entretanto, fiz um risoto de lima para acompanhar. A técnica básica do risoto é a que descrevi aqui, mas juntei no final sumo e raspa de lima e queijo ralado (faltando parmesão, usei um queijo alentejano muito seco que tinha em casa). Como os sabores são muito fortes, optei por não juntar manteiga no final e acho que não fez lá falta.


Apesar de a fotografia não lhe estar a fazer justiça, o resultado final foi este. Estava óptimo, é bonito e demorou trinta e cinco minutos a fazer. Recomendo, mesmo depois de um dia de trabalho!


sábado, 28 de maio de 2011

Best jam ever...

Eu adoro cozinhar e acho que o faço bem, mas por qualquer razão sabe-me sempre melhor comer aquilo que não foi feito por mim. Desconfio que o efeito loiça e cozinha sujas e o facto de ter que as limpar (que é provavelmente uma das coisas que mais detesto fazer) sejam responsáveis por este sentimento. No entanto, fiz esta semana a melhor compota que comi na vida. E eu já comi variadíssimas compotas, industriais, semi-industriais e caseiras, de todos e mais alguns sabores. Para além disso, até esta semana, a minha compota preferida era a de framboesas. Já não é. Passou a ser a de cerejas. Não consigo explicar: está doce, mas não demasiado, fica aveludada na boca, deixa um sabor persistente a cereja... enfim, está divinal. E passo a gabarolice, mas desta vez é impossível evitar...

Não costumo ter grande paciência para fazer compotas. No entanto, sobraram-me as cerejas que tinha guardado para a minha mãe e para a minha avó e a quem não as consegui entregar. Estavam a amadurecer a um ritmo alucinante e, obviamente, não podia deixar que se estragassem. Como tal, na segunda-feira, passei o serão a descaroçar cerejas. Duas horas em pé, de faca na mão, com sumo vermelho a escorrer-me pelos dedos, numa cena que não ficaria nada mal no genérico do Dexter (que eu acho brilhante, aliás...).


É claro que a coisa deu para o tarde e, então, fiz algo que nunca tinha feito e que provavelmente fez toda a diferença no sabor final. Deixei-as cortadas, dentro do tacho, a macerar em açúcar amarelo, canela e cravinho.


E ali ficaram até ao dia seguinte, quase vinte e quatro horas dentro do frigorífico, até finalmente serem levadas ao lume para fazer o doce. Quando abri o tacho, já estavam com uma calda espessa e deliciosa e foi nessa calda que cozinharam durante mais de duas horas. Só lhe acrescentei sumo de limão, que ajuda no processo de conservação. Depois enchi alguns frascos que tinha guardado (sim, sou incapaz de deitar fora frascos de vidro, há sempre algum uso cá em casa para lhes dar), que esterilizei previamente numa panela com água a ferver. Escorri-os ligeiramente e enchi-os ainda quentes. Em tempos tinha lido algures que o processo de conservação beneficia se os frascos, depois de fechados, forem introduzidos em água a ferver entre dez e quinze minutos, numa panela que deverá ser deixada ao lume durante esse processo. Experimentei, é claro, e o resultado é que o frasco cria vácuo e as tampas ficam completamente vedadas. Como é que se vê? Carrega-se no centro da tampa e, se não for para baixo, significa que o processo correu bem. Ah, depois de os tirar do lume, devem ficar virados de cabeça para baixo durante cinco minutos.


No caso das minhas compotas qualquer ajuda adicional no processo de conservação é fundamental porque eu não cumpro de modo algum a regra do 'quilo de açúcar por cada quilo de fruta', que é um dos truques para fazer compotas. Aliás, eu prefiro reduzir o açúcar a metade, não acrescentar água e deixar cozinhar um pouco mais para garantir o necessário ponto de estrada. As compotas aguentam um pouco menos tempo - entre um e dois anos - mas não ficam enjoativas e ganham claramente em sabor.


Agora já há uns frasquinhos para distribuir pelos apreciadores. Afinal parece que a minha mãe e a minha avó sempre vão provar as cerejas...

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Bolo de Nuvem

Apesar do sol magnífico e do tempo quente, estou pelo segundo dia consecutivo fechada em casa. A minha asma é suficientemente simpática para só me incomodar quando me constipo, mas quando isso acontece, deixa-me de rastos... Por isso, aqui estou, sem conseguir fazer grandes esforços e caladinha a maioria do dia, totalmente afastada do rebuliço que é sempre o meu Sábado, com as actividades habituais delegadas ao André... o que me está a garantir um fim-de-semana bastante sossegado que tenho aproveitado, entre outras pequenas coisas, para um projecto um pouco mais difícil... 

Estava eu entregue ao dito projecto, quando oiço: Ó mãe, há tanto tempo que não fazes um bolo de nuvem! Podemos fazer um hoje? Não me apetecia, confesso, mas também tinha ali um monte de limas a terem que ser usadas... e como é um bolo fácil de fazer, lá reuni a coragem necessária. Mas o que é afinal o bolo de nuvem? É uma tarte de limão merengada, que costumo fazer a partir desta receita a que, como é habitual, faço algumas alterações. Hoje resolvi experimentar com limas e, francamente, acho que fica ainda melhor.


O sumo e a raspa das limas (cinco) são misturados nas gemas (quatro) batidas com uma lata de leite condensado.


Esta mistura deita-se sobre a base da tarte, que é feita com bolachas (eu prefiro usar Maria, com Shortcake fica muito doce) picadas com manteiga. Enquanto a tarte vai ao forno (pré-aquecido a duzentos e vinte graus), faz-se o merengue, mas em vez de cento e cinquenta gramas de açúcar, uso só cem, o que faz com que não fique tão caramelizado quando arrefece, e menos enjoativo, é claro. Deita-se o merengue por cima da tarte e leva-se novamente ao forno, desta vez a cento e cinquenta graus. 


Apesar de eu não ser grande fã de doces, este está definitivamente no meu top.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Foi você que pediu... chocolate com chocolate?

A sobremesa que levei para a passagem de ano foi uma das minhas favoritas: bolo de chocolate com mousse de chocolate preto com bolo de chocolate com mousse de chocolate branco e café. Não, não deixei de saber escrever, este é mesmo o melhor nome que lhe posso dar. Da primeira vez que o fiz foi para o Natal de dois mil e oito e tinha três camadas de chocolate (preto, de leite e branco). Visualmente, fica espectacular, mas para o (meu) palato fica um pouco excessivo. Por isso, comecei a fazê-lo só com duas camadas. Desta vez foi com chocolate preto e chocolate branco com café.
  
Não é uma receita rápida, mas ainda assim é muito simples. Eu limito-me a fazer a minha receita de mousse de chocolate várias vezes e com pequenos twists consoante o bolo que queira fazer.  


A minha mousse é muito simples: por cada ovo, vinte e cinco gramas de açúcar, vinte e cinco gramas de manteiga e vinte e cinco gramas de chocolate (ok, aqui faço batota e costumo pôr mais uns quadrados...). Bato as gemas com o açúcar, derreto a manteiga e o chocolate e junto esta mistura às gemas. Bato as claras em castelo (costumo juntar aqui um pouco mais de açúcar para ficarem mais firmes) e envolvo bem o chocolate com as claras. Mais fácil do que isto será difícil...

1) Faço a base de bolo de chocolate. Uma mousse de seis ovos com os restantes ingredientes nas proporções indicadas e com chocolate preto. Juntei duas colheres de sopa de farinha e uma de fermento. Como só tenho uma forma redonda, dividi a massa e levei-a ao forno em duas vezes, de modo a ficar com dois bolos baixos (como leva pouca farinha, a solução de fazer um só bolo e cortá-lo ao meio não é lá grande coisa... been there, done crap, perdão, that... por isso, mais vale demorar um pouco mais...)


2) Faço nova mousse, desta vez com três ovos e também com chocolate preto. Não é imprescindível, mas não faz mal nenhum acrescentar-se duas folhas de gelatina ao chocolate derretido. Reserva-se no frigorífico.

3) Faço uma terceira receita de mousse, igual em tudo à anterior, mas com chocolate branco e com café. Aqui sim, é necessário juntar gelatina - duas ou três folhas é suficiente. É necessário ter cuidado com a quantidade de café: eu tirei um normal na máquina e usei-o na totalidade, o que fez com que a mousse ficasse demasiado líquida. A gelatina corrige o problema, mas afecta o aspecto final do bolo. Meia chávena de café será o ideal. O da fotografia ficou meio irregular porque, uma vez que abusei na quantidade de café,  a mousse teve que solidificar um pouco antes de ir para o bolo.

4) Começo a montar o bolo. Aqui uso um método um bocado arcaico mas que ainda não me falhou. Colo com fita-cola três meias folhas de papel, de modo a fazer uma forma redonda à volta de uma das bases do bolo. É conveniente ficar com o mínimo de folga possível para a mousse não escapar. A ordem será: primeira base, mousse preta, segunda base, mousse branca.


Vai ao frigorífico durante algumas horas. Tira-se o papel, alisa-se o exterior com uma faca e decora-se com chocolate em pó e raspas de chocolate... ou com outra coisa qualquer que ligue bem... 


Para o André é o melhor bolo de chocolate do mundo. Eu não diria tanto, mas é definitivamente um dos meus orgulhos culinários...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Tiros no escuro

O meu pai vai várias vezes por ano a Cabo Verde e costuma trazer-me uns saquinhos com malaguetas que uso para fazer picantes. O básico é com whisky e com as ditas cujas, mas comecei há pouco tempo a experimentar juntar outras coisas: gin, vinagre balsâmico, pimentas, louro... não sei nem nunca saberei por experiência própria se é bom ou mau. O André diz que é bom, mas para mim será sempre um grande ponto de interrogação porque ninguém, mas mesmo ninguém, me apanha a experimentá-lo... livra!

Seja como for, fica bonito... e, segundo dizem, fica melhor depois de estar pelo menos seis meses a macerar. Este foi feito na semana passada para dar a uma amiga.



domingo, 28 de novembro de 2010

O que faço para a sobremesa?

Ontem fomos jantar a casa de uns amigos e apeteceu-me levar uma sobremesa diferente. Depois de vaguear um pouco pelos meus sites e blogs favoritos, não fiquei encantada com nenhuma das receitas que me foram passando pelos olhos. A ideia de experimentar fazer verrines já andava on the back of the head há algum tempo e... foi desta.
Sou completamente viciada em framboesas. É um daqueles frutos que me faz fechar os olhos e derreter-me de prazer. São bonitas, deliciosas e óptimas para combinar com outros sabores. E, claro, ficam a matar dentro de um copo. E a hortelã que as enfeitou, essa, é do "jardim" cá de casa...


Costumo comê-las apenas com iogurte grego, mas resolvi experimentar como ficariam com um creme mais elaborado. Com queijo creme, pensei. Mas pareceu-me demasiado óbvio. Então e que tal com o creme de mascarpone que costumo fazer com o tiramisú? Pareceu-me bem mais interessante.



Mas faltava ali qualquer coisa, humm, crocante. Uma base de crumble deve ficar bem, pensei. E assim fiz: um crumble com farinha, açúcar amarelo, manteiga e nozes, tudo bem misturado na picadora até parecer areia grossa. Misturei umas amêndoas laminadas e pus no forno até ficar bem tostadinho. Depois foi só pôr no fundo dos copos... os de whisky pareceram-me uma boa escolha.


Depois do crumble, as framboesas, cobertas pelo creme e enfeitadas com a hortelã. Et voilá!



A textura ficou interessante: cremoso ao início, sumarento e ligeiramente ácido no meio, crocante no final. Para a próxima, vou pôr um pouco menos de açúcar no crumble. Talvez experimente dar-lhe um toque alcoólico. Mas fiquei satisfeita com o resultado final.