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domingo, 31 de março de 2013

Reciclar

Há uns tempos eu e a Cat fizemos a maquete de uma divisão da casa para um trabalho da escola. O objectivo era reutilizar objectos do dia-a-dia, como pacotes de leite, embalagens, brinquedos velhos, enfim, o que fosse adequado para o efeito. Escolhemos fazer uma casa-de-banho, porque eu achei logo que haveria muito poucas - o mais óbvio é sempre fazer o quarto ou a sala - e não me enganei. E este foi o resultado final...



Usámos:
- Uma caixa de cereais para a base e para uma parede
- Papel de revista cortado em quadrados de duas cores para os mosaicos do chão
- Uma caixa de saquetas de chá para o armário, onde encaixámos um recipiente redondo para molho de soja que fez de lavatório
- Papel de embrulho espelhado para o espelho
- O topo de duas embalagens de iogurte líquido para a sanita e o bidé
- Rolhas a fazer de autoclismo
- Conchas para a tampa da sanita, a saboneteira e as luzes por cima do espelho
- O fundo de uma garrafa de água para a base do chuveiro; cortámos uma rodela do plástico da garrafa para prender a cortina, que foi feita com papel de revista dobrado em fole
- Uma cápsula de café vazia para fazer de chuveiro
- Um clip para o toalheiro das mãos
- Os ferros que saltaram de algumas molas para as torneiras e para o toalheiro do banho
- Um desenho a fazer de tapete
- Um pedaço de swiffer para as toalhas

Em detalhe...




Fez sucesso e a Cat ficou super-orgulhosa por ter feito algo assim com coisas que iriam para o lixo.


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Segunda vida - avental para jardinar


Desde que me conheço, lembro-me do meu tio sempre metido nalgum projecto. Jamais esquecerei a pequena "oficina" no vão das escadas da sua casa antiga, onde um dia me deslumbrou com um brinquedo feito de caricas que eu tinha apanhado horas antes num café.  Recordo-me de quando se dedicou de corpo e alma à apicultura, de quando comprou uma ambulância VW antiga, da paixão pela astronomia e, a minha favorita, da sua pancada da mota, que me fez adorar andar à pendura e ter o sonho de um dia ter uma para mim. O mais recente é a hidroponia, que o tornou num agricultor de telhado. Literalmente. Com isso em mente, resolvi fazer-lhe um avental para as ferramentas e para o efeito, usei as minhas antigas e tão adoradas calças de bolsos. Pareceu-me que, assim, irão ter uma boa segunda vida. Abri uma das pernas e aproveitei o bolso grande; cosi os bolsos traseiros; debruei o avental e fiz a fita de atar à cintura com pedaços de umas calças de ganga. Nunca tinha cosido dois tecidos tão grossos juntos, então algumas partes estão com a costura um bocado imperfeita, sobretudo na fita de atar à cintura. Mas acho que o resultado final ficou engraçado e interessante. O que acham? 


domingo, 11 de novembro de 2012

Segunda vida - a camisola da mãe


Desde que me lembro, gosto de dar uma segunda vida às coisas. Muitas vezes implica que passem a ter um uso diferente daquele para que foram feitas. Outras vezes, continuam com a mesma utilidade, mas com uma cara diferente. Exemplos disto são os meus antigos cubos de CD e DVD que estão agora na cozinha com as chávenas e pires de café ou dentro dos armários para conseguir espaço extra; os tabuleiros para bolos que de tão grandes raramente são usados e que por isso servem de gavetas também nos armários fundos da cozinha; as caixas de sapatos que passam a organizadores dos armários das casas de banho; as estantes que tenho na arrecadação, que já foram as estantes do meu quarto em casa dos meus pais, para depois serem pintadas de azul, levarem uma cortina e serem o meu espaço de arrumação na cozinha da minha casa anterior; os frascos de vidro que servem para arrumar contas e conchas e botões ou que são reaproveitados para as compotas; os frascos de iogurte que passam a porta-velas; capas de almofada com tecidos de camisa... enfim, há um sem número de exemplos espalhados cá por casa. 

Desta vez dei uma segunda vida a uma camisola. No ano passado, a minha mãe trouxe-me duas camisolas que já estavam velhotas e que ela feltrou para me dar, sabendo que mais tarde ou mais cedo eu faria alguma coisa com elas (obrigado mãe!). A vantagem de feltrar é que se passa a conseguir cortar uma malha sem que esta desfie. Para o processo ficar perfeito, a peça deve ter um alto teor de lã na sua composição: a lã encolhe com a água quente e as malhas ficam muito apertadas, tão apertadas que não desfazem. De qualquer modo, consegue-se feltrar peças com menos lã, apesar de o resultado final não ser tão seguro: a camisola que usei já não tinha etiquetas, mas parece-me que tinha algumas fibras sintéticas na sua composição para além de lã. Ainda assim, conseguiu feltrar o suficiente para não desfiar.Voltando às camisolas: recortei-as pelas costuras para conseguir guardá-las melhor e arrumei-as nas prateleiras de tecidos à espera de um rasgo de inspiração. E ela finalmente veio a reboque dos dias frios: transformar a camisola cor-de-rosa numas luvas sem dedos para a Catarina. Eu adoro luvas sem dedos porque mantêm os pulsos e as mãos quentes mas não nos tiram mobilidade, logo podemos usar as mãos à vontade. 


Quando voltei a montar a camisola para esta fotografia, achei que talvez conseguisse fazer mais qualquer coisa para além das luvas... talvez um gorro com a gola e um cachecol com as mangas... Então pus mãos à obra. Demorei pouco menos de duas horas e cosi à mão, coisa que detesto fazer mas que para aqui teve que ser. Para o gorro, cosi uma extremidade da gola como se fosse uma flor com pétalas cada vez mais juntas. Para o cachecol, cortei as costuras das mangas em viés e cosi uma à outra de modo a ficar um grande rectângulo. Para as luvas, cortei dois rectângulos iguais da frente e das costas da camisola e cosi os lados um ao outro, deixando apenas uma abertura para o polegar. Com as sobras das costuras e dos recortes, fiz seis flores: duas para o gorro, duas para o cachecol e uma para cada luva. E este foi o resultado final.


A Cat ficou felicíssima porque há muito que me pedia umas luvas daquelas. Vieram com bónus e, ainda por cima, em cor-de-rosa!