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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

A photo a day | Março de 2018

Março. O mês da espera, da incerteza. 


Foi um mês para organizar e para deitar fora. Tanta, mas tanta tralha!


Foi um mês de palcos. Como atriz, sempre a ensaiar, e como público, a assistir . Foi um mês de escolha, de sacrifício.


Foi um mês de brincadeiras, de cumplicidade, de partilha.


Foi, também, um mês de passeios. De fotografia.


Em Março, no final, soube que a minha vida ia mudar ainda mais. O que me havia parecido impossível uns meses antes estava quase dado como certo. Soube que tinha sido escolhida para o BEI.


A partir daí, tive que esperar pela oferta formal, que demorou uma eternidade. Eu sabia, dentro de mim, que iria ter que aceitar este desafio. Se não o fizesse, o pouco que restava da minha chama, tão pequena nos meses anteriores, morreria. Mas tinha que esperar e conter a minha expectativa pois ainda só estavamos no campo do muito provável. 




sábado, 8 de agosto de 2015

Poupar energias


Às vezes pergunto-me o que é feito de mim. Da minha energia, da minha vitalidade. A verdade é que ando arrastar-me para todo o lado, sem vontade de fazer o que quer que seja. Na realidade, já ando em modo de poupança de energia há algum tempo, mas atormentada pelo facto de não estar a fazer as 'minhas coisas'. Como tal, não descanso. Não as faço, mas também não descanso realmente porque há sempre aquele sentimento de frustração e de 'obrigação' não cumprida.

Já estive neste sítio uma vez. Tenho perfeita consciência do ridículo de estar aborrecida por não me estar a dedicar aos meus hobbies e por, simplesmente, passar o meu pouco tempo livre a estupidificar em vez de fazer as coisas que me dão prazer. Mas neste momento, preciso realmente de estupidificar. Preciso de me sentir aborrecida de morte por não ter aquele post para escrever, aquele sítio para fotografar, aquela receita para experimentar, aquele colar para criar. Preciso de não ir ver ou comentar aquele blog. De não me importar porque deixei passar ou aquela ideia.

Preciso de me aborrecer para poder voltar. Não quero deixar as minhas coisas. Só quero sentir saudades, em vez de culpa.

Por isso... até breve. Prometo voltar.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Bruschetta com chévre, mel, nozes e alecrim e as saudades de casa

Tenho saudades. Dos miúdos. Do André. De casa. Por muito cansada que esteja, esses são os meus portos de abrigo. Custa-me muito estar longe, mesmo que por uns dias apenas.


É bom poder estar a aprender coisas novas. É bom ter oportunidade para falar com outras pessoas, ouvir outros pontos de vista, pensar de maneira diferente nos problemas. É bom sair detrás do computador e dos meus números e fazer algum trabalho de campo. É bom mudar de ares, poder dar um passeio ao fim da tarde e jantar sem preocupações. Poder levantar-me às sete e meia (acreditem, é um luxo que não conheço há oito anos...), ter que tratar só de mim e tomar um pequeno-almoço tranquilo. É bom não ter que passar o dia todo a correr, de casa para o trabalho, do trabalho para casa, ir buscar os miúdos, tratar dos banhos, do jantar, ajudar nos trabalhos de casa, brincar um pouco, ler histórias, arrumar as coisas... enfim, é bom. 


Mas é mau também. Sinto falta dos abraços apertados da Cat. Da cabeça do Tiago aninhada no meu ombro. Do sorriso do André. Do "mamã, mamã, mamã" que oiço a toda a hora (e que me põe tantas vezes doida e a refilar). Das brincadeiras. Dos risos. Dos cheiros. Diria até que tenho saudades do caos diário que se instala lá em casa, mas isso não é verdade, desse não tenho saudades nenhumas...


Quanto à bruschetta, é tão simples que quase não há uma receita para escrever. Pão em fatias, esfregado com alho e com um fio de azeite. Queijo chévre em rodelas. Nozes. Um pouco de mel. Folhas de alecrim fresco. Forno até estar bem tostado. Comer. Nada de novo. Mas leva-me a casa, mesmo que apenas por uns momentos.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Bolo mármore de chocolate e laranja | Chocolate-orange marbled loaf cake


Quando estou em baixo, gosto de fazer um bolo. Nada de muito elaborado, um bolo simples, de chá. Assim que como a primeira fatia, ainda a fumegar, sinto-me logo outra. 

When I'm feeling down, I like to bake a cake. It doesn't have to be elaborate, a simple cake does the trick. I just have to eat a slice right when it comes out from the oven to feel much, much better.


Este serviu completamente o seu propósito. Posso não ter ficado melhor, mas senti-me muito melhor. 
É claro, chocolate e laranja, juntos, ajudam...

This one just did it. It may not had healed me, but it made me feel better indeed. Of course, chocolate and orange are, together, a great medicine...




*****

Bolo Mármore de Chocolate e Laranja | Chocolate-orange marbled loaf cake

"Baking", Dorie Greenspan

Duas chávenas de farinha | 2 cups plain flour
1 1/4 colheres de chá de fermento | 1 1/4 tsp baking powder
Meia colher de chá de sal | 1/2 tsp salt
Cento e cinquenta gramas de manteiga sem sal | 150g unsalted butter
Uma chávena de açúcar | 1 cup caster sugar
Quatro ovos | 4 large eggs
Meia colher de chá de extracto de baunilha | 1/2 tsp vanilla extract
Meia chávena de leite gordo | Half cup whole milk

Cento e vinte gramas de chocolate negro, derretido e arrefecido | 120g dark chocolate, melted and cooled
Raspa de uma laranja | Grated zest of 1 orange
1/4 colher de chá de extracto de laranja | 1/4 tsp orange extract


Pré-aquecer o forno a 165º. Barrar com manteiga uma forma de bolo inglês e polvilhar com farinha. Misturar numa tigela a farinha, o fermento e o sal. Noutra tigela, bater a manteiga até estar cremosa, durante 2 a 3 minutos. Juntar o açúcar e bater durante mais 2-3 minutos. Juntar os ovos, um de cada vez, batendo bem entre cada adição. Juntar a baunilha. Baixar a velocidade da batedeira, e juntar alternadamente a farinha (três adições) e o leite (duas adições), batendo apenas até estar incorporado. Dividir a massa ao meio e juntar a laranja a uma metade e o chocolate à outra metade. Deitar a massa na forma às colheradas, alternando filas de massa de laranja com filas de massa de chocolate. Usando uma faca, fazer ziguezages pela massa para dar o efeito marmoreado. Cozer durante uma hora e vinte minutos. Deixar repousar durante quinze minutos antes de desenformar.

Preheat oven to 165 oC. Butter a loaf tin and dust with flour. Whisk together the flour, baking powder and salt. Beat the butter with a stand mixer/electric hand mixer until smooth. Add the sugar and beat for another 2-3 minutes. Add the eggs one at a time, beating well after each addition. Beat in the vanilla. Reduce mixer speed to low and alternately add flour mixture in 3 additions and the milk in 2, mixing only until each addition is incorporated. Divide the batter in half and stir the melted chocolate into one half and the grated orange zest and orange extract into the other. Spoon the batter into the tin in long alternating rows, in several alternating layers. Use a table knife and zigzag through the batter in 6-8 zigs and zags. Bake for 1hour 20 – 1hour 30, or until a skewer inserted into the centre comes out clean. Transfer to a cooling rack and allow to rest for 15 minutes before turning out. Cool to room temperature on the rack.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

2014


Via Pinterest


Nunca depende só de nós, mas depende sobretudo de nós. Eu vou fazer por isso. Um óptimo 2014!
It isn't entirely on our hands, but we play the main part. I'll play it for sure. Happy 2014!

terça-feira, 11 de junho de 2013

The come back... e um pouco mais sobre mim

Há quase dois meses que não venho aqui, como pode? Muito trabalho. Um bebé com dez meses. Viagens (em trabalho, por isso não se entusiasmem). Um bebé com dez meses. Cansaço, muito cansaço por tantos meses a dormir tão pouco. Acho que já disse algures... um bebé com dez meses? Tempos livres (e dias de férias, até) gastos em limpezas, a pôr em ordem o caos que se foi instalando por aqui no último ano. Convivo muito mal com o caos, parece que me bloqueia o cérebro... por isso, tenho que pôr em ordem algumas coisas antes de voltar a usar o meu tempo para outras bem mais agradáveis e produtivas. Ah, e um bebé com dez meses... isto de ter filhos com seis anos de diferença entre eles faz-nos esquecer algumas coisas...

Ao que interessa: tenho várias receitas para partilhar e vários livros para sugerir, mas este post terá que ser o primeiro, o do meu (tentativo) regresso. É que a Inês deu-me um presente de Páscoa: o meu primeiro selo. Sim, de Páscoa, já foi em Março... desculpa, Nizz, pela referência tão tardia...

E qual é o selo?



The versatile blogger... soa mesmo bem!

Tenho que dizer sete coisas sobre mim... vamos lá:
1- A melhor parte de mim é ser mãe. Não imagino a minha vida sem os meus filhos, a mais perfeita coisa que fiz até hoje. E sim, mesmo que implique ter (muito) pouco tempo livre...
2- Sou economista de profissão e trabalho na minha área, gostando muito do que faço. Mas também adoro fotografar. E escrever. E ler. E cozinhar. E experimentar tudo o que envolva trabalho manual e que me ajude a desligar dos números e problemas que analiso todos os dias. Se não conseguir conciliar todas estas vertentes, fico realmente depressiva...
3- Adoro estudar e adoro aprender. Vinte e cinco dos meus trinta e cinco anos foram passados a estudar. Por muito que diga que não sou capaz de me meter em mais nada, sei que é só uma questão de tempo até o bichinho voltar...
4- Por mais que viaje, por mais sítios que visite, é em Lisboa que está o meu coração. É ela que me enche as medidas, que me lava a alma... se têm dúvidas sobre esta minha paixão, espreitem aqui
5- Não tenho muitas ambições materiais, mas espero conseguir ter um dia quatro coisas: um jardim, uma horta, uma estufa e uma biblioteca. Enquanto não os tenho 'a sério', as minhas varandas e umas prateleiras muito bem recheadas vão fazendo a vez...
6- O que mais gosto em mim: a capacidade de fazer esticar o tempo (menos evidente nos últimos meses, é um facto)
7- O que menos gosto em mim: as minhas frequentes insónias. Acho que vou viver menos uns bons anos à conta delas.

E agora, nomear quinze blogues para receber este prémio. Bem, há uns (talvez maioria) que não querem saber de selos e selinhos, mas ficam pela referência, eu também não sou muito de seguir estas regras... 
Uns versáteis pelo conteúdo, outros pela capacidade de inovar, outros pelas ideias mas... todos eles porque os adoro e porque têm um especial significado para mim. Uns de cozinha, outros de costura, uns de opinião, outros de tricot e outros ainda sobre as coisas belas da vida, enfim, uma selecção bem ao meu estilo. 

A Economia cá de Casa, pelas suas boas ideias sobre um pouco de tudo
A Ervilha Cor de Rosa, por ter metido em mim o bichinho dos blogs
Boas Intenções, porque adoro a cabeça da Rita
Clubinho da Costura, pelos seus desafios 
Come Chocolates, pequena, pelas mais deliciosas palavras da blogosfera
Cozinha de Família, por tê-lo visto nascer
La Tartine Gourmande, por ter as melhores fotografias de comida (e não só) que conheço
Ladrões de Bicicletas, por ser uma pedra no charco
My Froggy Princess, pelas ideias brilhantes em escala-boneca 
Oficina das Papitas, por já me ter salvo várias vezes o jantar com as suas ideias simples e tão boas 
Pano pra Mangas, porque me inspira e me faz querer mudar para Londres
Pedaços do Mundo, porque é da minha melhor amiga e porque, apesar de estar ainda com mais pó do que o meu, me deixa com saudades  
Saídos da Concha, por estar tão cheio de coisas bonitas
The Purl Bee, por ser a minha inspiração-mor no tricot
Things for Boys, porque tem montes de ideias para o pequeno rapaz da minha vida

E há tantos outros... todos têm, porém, algo mais em comum: mal os tenho espreitado... sim, bebé de dez meses, caos à minha volta, muito trabalho, blá, blá, blá... 

E com isto... habemus post!!! E, espero, o regresso definitivo à blogosfera.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Um grande dia

Ontem foi um bom dia. Começou com um grande pequeno-almoço numa mesa bem posta, mesmo ao meu gosto. O André fez-me sumo de laranja, iogurte grego com framboesas e muesli caseiro. Recebi desenhos e mimos. E muitos beijos.

Depois fomos almoçar aqui, na esplanada, com vista para o rio e para o Padrão. Estivemos também no Jardim das Oliveiras do CCB, a aproveitar um dia de Verão em pleno Outono. O Tiago dormiu ao ar livre. A Catarina aproveitou para andar na relva. Descalça, como deve ser. A fazer piruetas para a fotografia. E eu fotografei. A sério... 


...e a brincar...

 
O Tiago acordou e aproveitou o bom tempo. Sentiu a relva nos pezinhos. É bom ser um bebé de Verão... 


Mais ainda não era tudo. Para o jantar, o André fez sushi. Os makis de sapateira, abacate e queijo creme que me apetecia comer há tanto tempo. Nigiris de salmão. Sashimi de salmão. O arroz no ponto, bem temperado. Uma delícia!

Ontem os meus amores trataram de mim. Fizeram tudo para que o meu dia fosse perfeito. E foi. 

domingo, 7 de outubro de 2012

Trinta e cinco

Adoro fazer anos. Não me interessa se vou deixar de ser trintinha e passar a ser trintona. Não me preocupa estar a caminho dos quarenta. Quero lá saber se vou tendo cabelos brancos ou se começo a ter uma ou outra ruga. Para mim fazer anos não significa ter menos um ano para viver. Significa ter vivido mais um ano. Significa que nestes trinta e cinco anos que agora completo alcancei muito: tenho a minha família, tenho amor, tenho amigos verdadeiros, gosto do meu trabalho, continuo a querer saber mais em várias vertentes da minha vida, tenho as minhas paixões e continuo a dedicar-lhes algum tempo e, acima de tudo, tenho equilíbrio. Posso não ter feito tudo aquilo que queria já ter feito aos trinta e cinco. Mas, afinal, ainda conto ter mais uns cinquenta anos pela frente por isso não é nada que me tire o sono. 

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Oitenta e Quatro

Não somos nada sem os outros. Quer dizer, alguma coisa seremos, mas são os que nos rodeiam que nos tornam humanos, que despertam em nós o nosso melhor lado e, por vezes, o pior. Toda e cada uma das pessoas da nossa vida nos marcam de alguma maneira. Todas têm algum tipo de significado para nós. A nossa vida é uma amálgama de trabalho obrigações, rotinas, tarefas e cada vez nos comportamos mais como máquinas. Cada vez nos ligamos mais a elas, nos relacionamos mais através delas, gastamos uma boa parte do nosso tempo livre, quando existe, com essas máquinas. Como se elas fossem a nossa referência. A nossa raiz.

E as pessoas? Continuaremos a ser pessoas sem as outras pessoas? Poderemos ter raizes sem elas? Eu diria: não! Não é possível. Por isso, há que manter as pessoas da nossa vida por perto. Há que dedicar parte do nosso tempo a quem realmente importa. A quem nos marca. A quem nos define.

Ontem, uma das pessoas mais importantes da minha vida fez anos. Quantos? Oitenta e quatro anos, trinta e quatro dos quais eu tive a felicidade de partilhar. Falo da minha avó. Da minha avó que cuidou de mim desde os primeiros dias de vida. Da minha avó que me mudou fraldas, me deu a papa, que me dava banho e me levava à praia, com quem eu passava quase todas as horas da minha infância. Que me dava pequeno-almoço, almoço e, tantas vezes, jantar, que me levava à escola e ia buscar, que me levava ao jardim e a andar de escada-rolante na estação do Rossio. Que me aturava as manias e as birras, que me ajudava com a sua paciência infinita a fazer casas de lençóis e tendas e as macacadas que eu gostava de fazer quando era pequena. E que me levava ao colo quando eu estava com preguiça e fingia estar a dormir. A minha avó ao lado de quem cresci. Que esteve sempre lá para mim. Sempre. Na minha adolescência. Quando me tornei adulta. Quando a Catarina nasceu. Ontem. Hoje. Ainda agora, enquanto escrevo estas linhas. Temos as nossas coisas. As boas e as más. Faz parte.

A minha avó está por cá há oitenta e quatro anos. Sei que dentro de algum tempo deixará de estar. Espero que ainda falte bastante até chegar esse momento. 

Não sei como suportarei quando não puder sentir as suas mãos enrugadas... 


... ou ver o seu rosto afável e carinhoso...


... ou afagar o monte de neve fofa que são os seus cabelos...


... mas quando esse momento chegar, logo se verá. O que interessa realmente agora é que posso fazer tudo isso. Posso aproveitar o tempo que ainda temos juntas. Seja ele aquele que for. Hoje. Agora. Afinal, o que importa mais do que as pessoas da nossa vida?

sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz 2012!

Não há nada como um novo ano, um calendário novinho, o cheiro de uma nova agenda (para quem ainda as usar em papel). Um ano novo é um sinal de esperança e esperança é o que não nos poderá faltar na adversidade. Por isso, desejo-vos um óptimo 2012 e que consigam manter a esperança viva nos vossos corações.

E se tiverem paciência, espreitem a versão longa da minha mensagem de ano novo... 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sobre o tempo ou a falta dele

Às vezes o tempo escorre-nos pelos dedos, esfuma-se, desaparece em menos de nada. Nem sempre é por termos mais coisas para fazer do que o habitual. Pode ser por haver algo fora do previsto. Pode ser por algo estar a correr pior do que o costume. Pode pura e simplesmente ser por estarmos sem a energia habitual. Nas últimas semanas, foi um pouco de tudo: mais trabalho, imprevistos, algumas falhas e uma enorme falta de energia. Mas vou estar de férias nos próximos quatro dias. Para preparar o Natal, é certo, mas isso não é trabalho. É puro prazer!!! Isto, sem dúvida, faz-me feliz!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O que me faz feliz: semana três


A última semana foi fria e chuvosa, com greves, trânsito, autocarros atrasados, autocarros apinhados, acidentes. A somar ao clima global de desânimo, pensarmos em coisas que nos fazem feliz pode ser difícil. Mas... são sempre as pequenas coisas que nos fazem sorrir: o calor das castanhas assadas a aquecer-nos as mãos, termos uma boa revista para folhear no autocarro enquanto estamos presos no trânsito, o nevoeiro (e, como lembrava o Rui, as sirenes dos barcos a rasgar o silêncio da manhã) ou a perspectiva de um fim-de-semana de conversa... foram estas as coisas que me fizeram feliz durante a semana, como fui relatando aqui.

Gosto de sair do trabalho e comprar umas castanhas quentinhas para enganar o frio...

Gosto do dia em que sai a minha revista favorita. Posso passar o serão a lê-la e a preencher a cabeça com boas ideias...

Gosto de mantas e mantinhas e de ficar com as pernas quentinhas...

Gosto de manhãs de nevoeiro, sabe bem estar nas nuvens...

Gosto de antever um fim-de-semana passado à mesa, com horas e horas de conversa, boa comida e melhor vinho à mistura...

Gosto de ter tido um fim-de-semana tão preenchido que nem deu tempo para as rotinas do costume..




domingo, 6 de novembro de 2011

O que me faz feliz: semana dois

Em resposta ao desafio de que vos falei aqui e resumindo o que fui escrevendo aqui, estas foram algumas das coisas que me fizeram feliz na última semana. 

Gosto de feriados, explicar para quê?

Gosto de ver as crianças a brincar, mostra-nos como a vida pode ser descomplicada..

Gosto do cheiro a limão impregnado nas mãos…

Gosto do fim de um dia agitado, em que finalmente me posso sentar e... ahhh...

Gosto deste preciso momento, em que é sexta-feira, acabei de chegar a casa e tenho o fim-de-semana todo pela frente...

Gosto de tardes de conversa, de corte e de costura, com scones e chá à mistura...

Gosto de me sentar na minha varanda a apanhar o sol de Outono, de preferência a ler ou a escrever...

E a vocês, o que vos faz feliz?


domingo, 30 de outubro de 2011

O que me faz feliz: semana um

Na semana passada, através do Pedaços do Mundo da minha amiga M., fiquei a saber do desafio lançado pela Margarida, do Pano Pra Mangas: escrever pelo menos uma vez por dia algo que gostemos e  lê-lo tentas vezes quanto necessário. Aceitei o desafio e tenho escrito as minhas frases diariamente aqui. Esta semana foi assim...

Gosto do tempo que passa entre o despertar e o levantar, em que o meu mundo está silencioso e quente e confortável...


Gosto de estar com a minha avó e ouvir as mesmas histórias vezes e vezes sem conta, ver as mesmas fotografias, partilhar as mesmas memórias e, de vez em quando, ser surpreendida por algo que desconhecia...


Gosto dos Domingos de manhã, que são sempre o meu momento de preguiça na semana...

Gosto de passar o primeiro Domingo invernoso do ano em casa, a ver a chuva a cair e a ouvir o vento a soprar...

Gosto de fazer as primeiras fornadas de bolachas do ano e ficar com o seu aroma impregnado em cada canto da casa...

Gosto de ir buscar a minha filha à escola e de a ver correr para mim com o seu sorriso rasgado e sincero...

Gosto de escrever, de me perder na escrita, de me perder dentro de mim...

Gosto de massa com molho de tomate, sem mais chatices ou complicações...

Gosto de contar histórias a preceito, de fazer as vozes, de inventar os gestos, de dar vida ao que outros puseram no papel...

Gosto do céu pintado a aguarela, minutos antes de desaparecer o último raio de sol...




Para a semana há mais...

domingo, 23 de outubro de 2011

Bombons com creme Regina

Há anos que não comia os meus bombons favoritos, os bombons com creme Regina. Anos. É provável que os haja à venda em muitos sítios, mas nunca mais os vi. Ontem, no nosso passeio matinal pela Baixa, encontrei-os na Casa Pereira. 


E assim são eles, em forma de pequeno sino. Como quase sempre acontece com as coisas que me marcaram na infância, comê-los implica um ritual muito pessoal.


Vêm embrulhados em prata colorida, que se abre com cuidado para não rasgar...


... trinca-se e come-se a parte de cima ...


... lambe-se o creme...



... come-se o chocolate...


... e alisa-se a prata no final.

As saudades que eu tinha destes bombons e deste pequeno ritual.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Um desafio! Gosto disso!

A minha grande grande amiga M. referiu no seu blog Pedaços do Mundo, que sigo e recomendo, um desafio que anda a circular por alguns (muitos, pelo que parece) blogs: "escreverem, pelo menos uma vez por dia, algo de que gostem - e leiam-nas tantas vezes quantas quiserem". A ideia partiu da autora do Pano pra Mangas e é sem dúvida uma óptima ideia

A M. comentou "Numa época em que somos inundados de más notícias, nada como relembrarmo-nos diariamente das coisas que mais gostamos!". Eu não saberia dizê-lo melhor.

Entretanto, fui espreitar os blogs que foram sendo referidos:


De todas as frases que li, tiro sempre a mesma ideia de que são pequenas coisas, os pequenos momentos que nos fazem realmente feliz. Como a Amélie e os dedos enterrados no saco de feijões, lembram-se?

Por isso, parece-me bem aderir ao desafio e vou fazê-lo aqui e aqui. E, dos milhares de pequenas coisas que me estão a passar pela cabeça neste momento, parece-me mais do que justo e verdadeiro escrever a seguinte:

Gosto de ver que, mesmo ao fim de dezassete anos, a minha grande grande amiga continua a mostrar-me e ensinar-me coisas novas

E isso faz-me muito feliz!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Gerês ou o desafio da vida (quase) selvagem

Dia 6. Se na véspera haviamos chegado ao Gerês com sol e céu limpo, o nosso sexto dia de férias acordou cinzento, apontando a previsão para uma tarde e noite de chuva. Tal não seria especialmente relevante se não tivessemos trocado o conforto dos hotéis por uma tenda de dois por dois metros quadrados, num parque a seiscentos e quarenta metros de altura, com a temperatura a roçar os oito graus centígrados durante a noite. No dia seguinte, tivemos que mudar a tenda do sítio onde a montaramos na véspera, já que aquele era propenso a inundações, e vimo-nos forçados a ir comprar roupa e sacos-cama quentes. Afinal, ninguém espera uma temperatura dessas em pleno mês de Agosto. A partir das seis da tarde, começou a chover. Torrencialmente. Para primeira noite de campismo da Catarina, foi uma experiência ambígua. Boa porque é excitante adormecer ao som da chuva, a pensar se a tenda aguentará ou não, má porque não é nada agradável andar em campo, ir à casa de banho, lavar a loiça com tudo molhado... bem, o que é certo é que ponderámos seriamente vir embora no dia seguinte, caso o tempo não melhorasse. Teria sido uma pena, porque queriamos mesmo que a Cat experimentasse passar uns dias a viver sem os confortos a que está habituada. 

Felizmente, o tempo deu-nos uma trégua no nosso sétimo dia de férias. Pudemos finalmente explorar o parque e sair para passear.


Se ignorarmos os campistas que levam a casa atrás (sim, vimos tendas com televisão, edredões com folhos, cafeteiras eléctricas e outras preciosidades do género), assassinando completamente a lógica inerente a acampar, o parque é muito bonito, bem integrado na natureza circundante, limpo, organizado, um bom quartel-general para explorar o Gerês.


No dia em que chegámos, fomos para Campos do Gerês pelo caminho mais difícil: a estrada da Fraga Negra. Apesar de alcatroada, a Fraga é muito estreita e no dia em que chegámos e por ela subimos fiquei quase enlouquecida com vertigens. Mas o bicho da fotografia é mais forte e, assim que saí de lá fiquei a pensar nas belas fotografias que conseguiria tirar naquele caminho, se me enchesse de coragem e conseguisse afastar o medo irracional das alturas. Assim, mal o tempo melhorou, voltámos à estrada e, é claro, não me arrependi nem um bocadinho... para além de que, parece-me, se olhar pela lente da máquina, perco as vertigens. Como o post já vai longo, vou deixar as imagens falarem por si, sem muitas mais delongas.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Monte de Santa Trega ou o encanto das citânias

No cimo daquele pequeno monte que se vê da praia de Moledo está um castro onde, dizem as placas informativas, viveram no século primeiro antes de Cristo mais de três mil pessoas. É assim a Citânia de Santa Trega, com o seu emaranhado de casas minúsculas com um único quarto, duas delas reconstruídas para nos dar ideia do modo de vida daquelas gentes.


Mãe, estas pessoas já morreram? Porque é que as casas eram tão pequenas? Não entrava a chuva por estes telhados? Porquê? As casas só tinham uma janela? Porquê? Eles subiam isto tudo a pé? Porquê? Porquê? Porquê?


Digamos que, para ela, ver uma citânia foi uma revelação absoluta. Aliás, todas as férias o foram, com tantos sítios novos e diferentes para explorar. E, é claro, um sem número de muros para subir e descer, ruas labirínticas para percorrer e, melhor ainda, uma "caminhada" feita com sucesso e pouco cansaço, para mais tarde contar às amigas. 


A caminhada não foi mais do que subir uma espécie de via sacra em miniatura e uma escadaria com uns duzentos degraus para ir ver as vistas no cimo do monte. E que vistas, sobre o Rio Minho, sobre o mar e sobre terras portuguesas e espanholas.


Será um passeio a repetir, de preferência num dia mais soalheiro...


Seguimos viagem para norte, tomando a estrada costeira até Baiona. Não consegui resistir à paisagem do Cabo Silleiro, entre o Atlântico e a Ria de Vigo, com o novo farol em cima e o antigo em baixo. Simplesmente maravilhoso...


Fazia-se tarde. Com uma criança, há mais horários a respeitar, para além dos intermináveis já chegámos? que, afinal, são naturais após tantas horas de viagem. Assim, seguimos pelas desinteressantes autopistas e autovias, directamente até a O Grove, que foi a nossa base para a Galiza durante dois dias.