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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Casquinhas de laranja



Se tiver que fazer uma lista de snacks viciantes, este é um deles. Sempro me lembro de comer as da minha avó e de ansiar por que ela repetisse a receita, já que voavam em três tempos! Agora que está mesmo muito velhota, já não o arranja coragem para estas andanças.


Não que sejam difíceis de fazer, mas requerem alguma paciência, que já não abunda, compreensivelmente, aos 86 anos.


Nunca as tinha feito, mas como precisei delas para outra receita que será publicada em breve, resolvi meter as mãos à obra. Não tem nada que saber. Com um descascador de legumes, cortar o vidrado da casca de uma laranja, evitando ao máximo a parte branca do interior. Se ficar alguma, raspar com uma faca. Esta parte é importante para não amargar. Cortar em juliana muito fina. Entretanto, colocar um tacho com água ao lume. Quando levantar fervura, deitar as casquinhas e deixar ferver durante cerca de 30 segundos. Escorrer. Ferver mais um pouco de água e repetir o processo mais uma ou duas vezes, conforme a espessura das casquinhas e sempre com águas diferentes. Escorrer bem e secar ligeiramente com um papel de cozinha. Numa taça, misturá-las com açúcar branco (cerca de duas colheres de sopa). Aquecer bem uma frigideira e deitar a mistura, separando bem as casquinhas. Deixar o açúcar borbulhar e retirar do lume antes de ficar em caramelo. Deitar na pedra ou numa tábua e separar com um garfo, até as casquinhas arrefecerem e ficarem soltas e com o mínimo de grumos de açúcar possível.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Simplesmente... farófias



Não sou grande fã de doces de colher. Ou melhor, gosto, mas em muito pequena quantidade. Duas ou três colheres somente. Prefiro quase sempre um bolo seco ou umas bolachas caseiras, de preferência com pouco açúcar. Há, claro, algumas excepções e a que se destaca sem qualquer sombra de dúvida são as farófias. Um doce bem português, apesar de não se saber bem de que região provém. De acordo com este artigo, a receita mais antiga de um doce com preparação semelhante provém do Convento de Nossa Senhora da Conceição, em Loulé, e rondará o século XVIII. Apesar de ser um doce fácil, já comi más farófias mais vezes do que gostaria. E já comi muito boas farófias.


O que interessa realmente é ser um doce que me leva aos meus oito anos, à cozinha da minha avó com a sua mesa laranja de laminado, aos mimos que ela me fazia, como esta sobremesa que eu pura e simplesmente adorava e, sobretudo, à memória do meu avô diabético a rezingar por não poder comê-las e por ser só para a menina. Umas farófias pequenas, ligeiramente borrachentas, mas com um leite creme maravilhoso. Leva-me também aos meus catorze ou quinze, em que a Dona Clarisse, uma senhora espantosa que trabalhou muitos anos na casa dos meus pais, as fazia de vez em quando (a pensar em mim) apesar de estar por lá apenas umas horas por semana. Umas farófias grandes, nuvens magníficas, mas com um leite creme que não lhes ficava à altura. Adorava-as na mesma e sempre me convenci que as farófias perfeitas seriam as nuvens da Dona Clarisse com o leite creme da minha avó, mas nunca tive coragem para insinuar sequer um trabalho a quatro mãos àquelas senhoras que as faziam para mim, o melhor que conseguiam.



Talvez por ser algo que me habituei que fizessem para mim, ou por medo de não conseguir recriar essas memórias, talvez por nunca ter calhado...  nunca tinha feito farófias. No entanto, foi a primeira ideia que me passou pela cabeça para a edição de Abril do Dia Um... na Cozinha dedicada aos doces regionais. Por isso, apesar de fáceis, foram para mim um desafio. E acho que consegui fazê-las como as idealizava: belas nuvens fofas com um leite creme magnífico.


Aqui ficam.

*****

Farófias

Meio litro de leite gordo
Cento e cinquenta gramas de açúcar branco
Três gemas
Seis claras
Casca de limão
Pau de Canela
Canela em pó

Levar o leite a lume muito brando com cem gramas de açúcar, a casca de limão e o pau de canela até começar a fervinhar. Entretanto, bater as claras até formarem espuma, juntando cinquenta gramas de açúcar e continuando a bater até formar um merengue firme. Com uma colher de serviço, deitar colheradas de merengue dentro do leite, deixando cozer durante uns trinta segundos de cada lado (virar com uma escumadeira, retirando do leite bocados pequenos de claras que se desagreguem). É importante não deixar cozer demais para não ficarem borrachentas, devem ficar firmes por fora e macias por dentro. Colocar num recipiente, de preferência separadas para manterem uma forma perfeita. Escorrer bem o leite que se liberta e juntá-lo ao leite da cozedura. Coar bem esse leite por um passador. Bater ligeiramente as gemas e juntar, aos poucos, uma parte de leite quente mexendo muito bem para não talhar. Juntar esta mistura ao restante leite, levando novamente a lume brando para engrossar as gemas, de modo a fazer um leite creme bastante cremoso. Importante: antes de deitar o leite creme por cima das farófias, escorrer novamente algum leite que estas tenham libertado. Cobrir com o leite creme (ou servi-lo numa molheira à parte), deixar arrefecer, e polvilhar com canela em pó.


terça-feira, 13 de agosto de 2013

O gelado da minha mãe | Mom's Ice Cream

A minha mãe cozinha bem. Muito bem. Mas os doces... nunca foram propriamente a sua praia. No entanto, faz o melhor gelado de morango do mundo. É simplesmente... brutal. 

Mom is a great savoury cook, but not exactly so great in desserts... However, the 'Best Strawberry Ice Cream' title should definitely belong to her. It is simply... mind-blowing!




Ela tem uma máquina de gelados fantástica que se mete directamente no congelador e a pá faz o trabalho todo lá dentro. Tem-na há uns trinta anos ou mais. Depois de eu passar anos e anos a cobiçá-la sem sucesso (as palavras precisas foram: mesmo que só a use uma vez por ano, desta não prescindo), desisti da ideia de fazer gelados caseiros porque fazê-los à mão... não há pachorra! Ir batê-los de hora a hora durante mil vezes...  não é para mim. Sou demasiado impaciente e as minhas tentativas deram sempre para o torto.
À procura da oitava maravilha, virei do avesso todas as lojas de que me lembro, Amazon incluída (em vários países). Já não há aquela engenhoca brilhante (ou se há, esconde-se bem escondida). Como detesto ter equipamento volumoso em casa, nunca me apeteceu comprar uma máquina de gelados tradicional, que acho gigantescas. Mas vi uma bem pequena e em promoção no supermercado e não lhe resisti...

She owns the most amazing ice cream machine, a spectacular device that must be already turning thirty and that actually makes the ice cream inside the freezer (the paddle keeps moving while the freezer does its job). I've stopped counting the amount of times I begged her to give me that eight wonder, but she made pretty clear that she won't let it go no matter what. So... as I am way too lazy to make ice cream by hand... no homemade ice cream for us... until now... 
I've searched everywere for a similar device but it seems that no one else had seen the brilliance of it and I think it might not be produced anymore. But... helas... I found a machine that was small enough to pass my 'no big kitchen equipment, please' rule, bought it and so... a big welcome to me, ice cream world!!!




E, claro, o primeiro tinha que ser o gelado de morango da minha mãe. Fora o tempo de refrigeração, faz-se literalmente em 5 minutos (incluindo o tempo de cortar os morangos) e ficou, é claro, simplesmente brutal... como o da sua criadora.

Mom's ice cream had to be the first one to be made in the new machine. Of course. It took me about five minutes to prepare it, one hour to mix it in the machine and the freezer made the rest in the next couple of hours. The result... mind-blowing as expected! And requested! 


Gelado de Morango | Strawberry Ice Cream
Receita da mãe | Mom's recipe

Duzentas e cinquenta gramas de morangos | 250 grams strawberries
Duzentos e cinquenta mililitros de natas | 250 mililiters cream
Cento e setenta e cinco gramas de açúcar | 175 grams sugar

Usar os ingredientes bem frios. Tirar o pé aos morangos, juntar tudo no copo da varinha mágica e triturar. Deitar na cuba da máquina de gelados (na minha, esta vai vazia ao congelador pelo menos por doze horas), ligar a máquina e deixar a fazer. Embora as instruções da máquina digam quarenta minutos, deixei perto de uma hora. Deitar num recipiente previamente colocado no congelador e deixar congelar durante umas horas.  

Make sure that the ingredients are cold enough. Cut the leaves from the strawberries, put them in a tall recipient with the cream and sugar and turn them into cream with a blender. Put the mix in the pre-frozen bowl that comes with the machine and attach the rest of the ice cream maker. Put it in a very cold recipient and let it settle for some hours. 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Bolo de Cupcakes | Cupcake cake


Deve ser assustador para um bebé ver quarenta pessoas ao mesmo tempo no seu pequeno mundo, geralmente tão pacato e rotineiro. Por isso, fiz duas festas para o Tiago: uma na sexta para os avós (verdadeiros e 'postiços', que os meus filhos não podem queixar-se de falta de avós...) e outra no Sábado para os nossos amigos. 

O Polka Dot Cake foi para a primeira festa. O Bolo de Cupcakes, para a segunda. 

Tal como no primeiro caso, não saiu exactamente como eu tinha idealizado. Misturei confetti na massa para dar este efeito, mas os corantes desapareceram e os bolos ficaram normalíssimos por dentro. 

Enfim, um mau fim-de-semana para experimentar bolos mais arrojados. No entanto, o resultado final ficou bonito e adequado para as restrições de um bebé. A receita de cupcakes é a que usei para fazer os pequenos bolos do interior do polka dot cake, mas vou repeti-la aqui. E, uma vez mais, não vou desistir até conseguir dar aquele efeito colorido ao interior dos meus bolinhos. Lá chegarei...



It must be really scary for a baby to see its little and quiet world suddenly invaded by about forty people. It is for me, and I have thirty five years of advantage to learn how to deal with it...

That is why we made two parties: one on Friday for the grandparents, to which I made the Polka Dot Cake, other on Saturday for our friends. 

For this one, I made a cupcake cake (no cream, no chocolate, no filling of course). Unfortunately, I was definitely in a bad weekend to try new stuff, so my attempt to reproduce this interior went bust.   The confetti had melt and the colorings blent into the batter. 

Well, as stubborn as I am, I will give it another try in a couple of weeks. I'll end up figuring out were I've failed. Enjoy!
















Cupcakes - Basic Recipe
(receita básica para cupcakes)

Cento e vinte e cinco gramas de manteiga | 125 grams butter
Cento e vinte e cinco gramas de açúcar 125 grams sugar
Dois ovos inteiros 2 whole eggs
Extracto de baunilha / Vanilla extract
Cento e vinte e cinco gramas de farinha | 125 grams self-raising flour
Uma colher de chá de fermento | One tea spoon baking powder
Um pouco de leite, se a massa ficar muito seca | One or two tbs of milk, to make the batter more runny

Bater a manteiga à temperatura ambiente com o açúcar até ficar fofo. Juntar os ovos inteiros, ligeiramente batidos, o extracto de baunilha e bater bem até ficar homogéneo. Juntar a farinha com o fermento e bater bem. Se ficar seco, juntar uma a duas colheres de sopa de leite. Fartei-me de juntar confetti, mas não deu qualquer resultado... Forrar formas de muffins com formas de papel e encher com cerca de duas colheres de sopa de massa. Levar a forno pré-aquecido a cento e oitenta graus durante cerca de quinze minutos. Deixar arrefecer, montar o bolo, polvilhar com açúcar em pó e com confettis (se tiverem sobrado alguns...)

Beat the butter at room temperature with the sugar until fluffy. Add the whole eggs, slightly whisked, the vanilla extract and beat very well. Add the flour and the baking powder and mixed all together. If needed, add a couple of milk spoons to get a slightly runny batter. I mixed loads of confetti at this stage, but with no effect. Fill muffin pans with paper forms and add about two table spoons of batter within each form.Take to pre-heated oven at 180º C. for about 15 minutes, let it cool down and assamble the "cake", finishing it with confectioner's suggar and confetti.

domingo, 21 de julho de 2013

Polka dot cake


Caros leitores, o meu bloguesito do coração vai começar a falar duas línguas... tenho tido muitos leitores de outros países e não consigo suportar a ideia de terem que ler o que escrevo via Google Translator. É mau demais para ser verdade, pelo menos na versão português-inglês. Então, vou dar o salto, por isso peço-vos paciência para os meus já enormes textos...
No meu trabalho sou obrigada a falar, ler e escrever nas duas línguas por isso penso em cada uma delas de maneira diferente. Como tal, é natural que o que lerem em português difira um pouco do que vou escrever em inglês. Não sei se este formato de texto intercalado é o melhor, por isso agradeço as vossas sugestões.

Dear readers, I've finally decided to free you from that Master of Torture called Google Translator. Many of you come here through my Pinterest page and I know you get stuck firstly by the Portuguese and then - if you find yourselves brave enough to give it a try - by the awful translations of my recipes/tutorials made by Google. I hope this new format will suit you better. Please don't be shy to leave your comments, they will be most welcome and appreciated! 
I will also continue to write in my dearest mother tonge so if by chance some of you know both languages, you will find differences in the general text. I do not intend to fully translate my thoughts (I actually structure them differently depending on the language I'm thinking on), but I trully promisse to try that my recipes and tutorials will match as accurately as possible in both languages. I will probably use the metric/continental measuring system in most of the recipes/tutorials, but if the original recipe is with the imperial measures, I'll stick to them in the english version. Ah, and pardon for some mistakes in my English that may occur... 
Having said that, let me show what I did for my baby boy first birthday.



Fazer um bolo de aniversário para um bebé de um ano é algo desafiante. Só a partir do ano é que supostamente começam a comer coisas tão elementares para a confecção de um bolo como leite de vaca ou clara de ovo (como os meus filhos têm risco máximo de alergia, eu tento ser certinha nesse campo, bem me bastou a reacção que a Cat fez ao leite de vaca quando o bebeu pela primeira vez). Como tal, o bolo tinha que ser simples, sem chocolate, sem cremes, enfim, sem aquelas coisas que transformam um bolo banal num bolo de aniversário.Quando andava à procura de ideias, cruzei-me com algo que me pôs literalmente a babar: este polka dot cake. Adorei o conceito, o aspecto, a ideia e achei que teria que ser este o bolo especial para o meu pequeno Tiago. Ou melhor, a versão adequada do mesmo para um bebé, sem creme. Encontrei umas formas para cake pops (imprescindíveis para fazer as polka dots), mas comprei com várias formas (estrelas, corações, cupcakes) o que se revelou um erro. O que realmente se aguenta no bolo quando se corta em fatias são as bolas por isso se forem comprar, comprem só as de bolas.


Both my kids are at the high risk group for several allergies (damn you, genetics!), so I generally try to go a little by the book when introducing new foods in their diet. Egg whites and cow milk were 'forbid' by their pediatrician until turning one. I had introduced the egg white about two weeks ago with success but the cow milk was introduced only yesterday (six years ago, my daughter had a severe skin reaction when I introduced the cow milk). Well, trying to make a cake with no chocolate, no nuts or no creams makes the life of a 'baker' a little more dificult... so finally being allowed to use egg whites and cow milk... well it was definitely a game changer! When looking for ideas, I totally fell for this polka dot cake. I managed to buy a cake pop mold, but wrongly choose the one with several different forms. I should instead had bought the one only with the spheres, which ended up to be the most reliable).



Para os mini-bolos do interior, usei uma receita básica de cupcakes por o resultado final ser geralmente foolproof e resultar em bolinhos bastante húmidos. Isto teria que ser tido em consideração, já que os mini-bolos iriam levar mais uns quarenta minutos de forno... Para o bolo em si, recorri ao Perfect Party Cake, da Dorie Greenspan, a senhora-maravilha que raramente me deixa ficar mal. O bolo da Dorie é muito muito bom. Um bolo de claras, perfeitamente branco, com um ligeiro sabor a limão, perfeito como base para qualquer bolo de aniversário com doce ou creme. Fiz apenas dois terços da receita, mas arrependi-me porque teria resultado melhor com a receita completa. Quanto aos mini-bolos, para a próxima terei que usar somente as esferas e encher os moldes um pouco mais. Este será certamente um bolo a repetir e a melhorar, porque gostei muito do resultado final, mesmo não tendo saído tão bonito quanto esperava. E, melhor ainda, o meu pequeno gostou tanto que difícil foi fazê-lo parar de comer...


For the small cakes I put inside the big cake, I used my basic cupcake recipe, as the result is generally foolproof and they are generally moist cakes, which is essential for this recipe (after all, they will be re-baked for about forty minutes, so the must not be dry after the first bake). For the big cake, I made the Perfect Party Cake, from Dorie Greenspan, a cake that I strongly recomend as the base for a more elaborate cake. A cake to repeat and to perfect, that is for sure! Even better, my little one enjoyed it so much that the difficult part was making him stop eating it...

  

Mini-bolos | Small cakes
(receita básica de cupcakes, fiz meia receita | basic cupcake recipe, I made half batch)

Cento e vinte e cinco gramas de manteiga | 125 grams butter
Cento e vinte e cinco gramas de açúcar | 125 grams sugar
Dois ovos inteiros | 2 whole eggs
Extracto de baunilha / Vanilla extract
Cento e vinte e cinco gramas de farinha | 125 grams self-raising flour
Uma colher de chá de fermento | One tea spoon baking powder
Um pouco de leite, se a massa ficar muito seca | One or two tbs of milk, to make the batter more runny
Corantes alimentares a gosto | Food colorings of your choice

Bater a manteiga à temperatura ambiente com o açúcar até ficar fofo. Juntar os ovos inteiros, ligeiramente batidos, o extracto de baunilha e bater bem até ficar homogéneo. Juntar a farinha com o fermento e bater bem. Se ficar seco, juntar uma a duas colheres de sopa de leite. Eu dividi a massa em três partes e juntei corantes diferentes a cada parte: vermelho para os corações, azul para as esferas, amarelo para as estrelas. Enchi metade dos moldes com uma pequena colher (a parte que não tem o buraquinho), fechei-os e levei ao forno pré-aquecido a cento e oitenta graus durante uns quinze minutos. Idealmente, a massa sairá um pouco pelo buraco do molde. Como acho que pus pouca quantidade de massa em cada molde, isso não aconteceu. Deixar arrefecer, abrir o molde e desenformar

Beat the butter at room temperature with the sugar until fluffy. Add the whole eggs, slightly whisked, the vanilla extract and beat very well. Add the flower and the baking powder and mixed all together. If needed, add a couple of milk spoons to get a slightly runny batter. Divide the mix in three (or in whichever portions you desire) and add the food colorings of your choice. I used yellow for the stars, blue for the spheres and red for the hearts. Fill the closed part of the mold with the batter (be generous with the filling, I think I should have used a little more batter in each one.

Perfect Party Cake 
("Baking" - Dorie Greenspan)

Duas e um quarto chávenas de farinha2 ¼ cups cake flour
Uma colher de chá de fermento1 tablespoon baking powder
Meia colher de chá de sal½ teaspoon salt
Uma e um quarto chávenas de leite gordo ou buttermilk 1 ¼ cups whole milk or buttermilk - Usei leite | I used milk
Quatro claras de ovo grandes4 large egg whites
Uma  chávena e meia de açúcar1 ½ cups sugar
Duas colheres de chá de raspa de limão | 2 teaspoons grated lemon zest
Cento e vinte gramas de manteiga | 1 stick (8 tablespoons or 4 ounces) unsalted butter, at room temperature
Meia colher de chá de extrato puro de limão | ½ teaspoon pure lemon extract (não tinha, não usei | didn't have it, didn't use it)

Peneirar a farinha, o fermento e o sal numa taça. Misturar com as varas as claras e o leite noutra taça. Numa terceira taça, esfregar a raspa de limão no açúcar até este ficar bem húmido e aromático. Juntar a este açúcar a manteiga à temperatura ambiente e bater até ficar leve e muito fofo. Juntar o extracto (saltei este passo) e adicionar um terço da mistura da farinha, batendo em velocidade média. Juntar metade da mistura das claras, envolvendo bem, e repetir o processo farinha, claras, farinha. Bater a massa durante cerca de dois minutos, até estar bem foca e cheia de ar. 


Sift together the flour, baking powder and salt. Whisk together the milk and egg whites in a medium bowl.

Whisk together the sugar and lemon zest in a mixer bowl or another large bowl and rub them together with your fingers until the sugar is moist and fragrant. Add the butter and beat until the butter and sugar are very light.
Beat in the extract, then add one third of the flour mixture, still beating on medium speed. Beat in half of the milk-egg mixture, then beat in half of the remaining dry ingredients until incorporated. Add the rest of the milk and eggs beating until the batter is homogeneous, then add the last of the dry ingredients. Finally, give the batter a good 2- minute beating to ensure that it is thoroughly mixed and well aerated. 


Montar o bolo | Assembling the cake

Untar uma forma de mola com manteiga, forrando o fundo com papel vegetal. Distribuir os mini-bolos pelo fundo e deitar a massa por cima. Deverá ficar bem coberto (não foi o caso do meu porque não fiz a receita completa do bolo da Dorie). Levar a forno pré-aquecido a cento e 180º entre trinta e quarenta minutos. Deixar arrefecer bem, polvilhar com açúcar de pasteleiro e com confetis coloridos.

Grease well a round pan, using some baking paper in the bottom. Distribute evenly the mini-cakes in the bottom and cover with the cake batter. Bake in pre-heated oven at 180 degrees celsius for about 40 minutes. Let it cool and sprinkle well with confectioners sugar and edible confettis.

sábado, 29 de junho de 2013

Bolo de Chocolate com Praliné de Avelã


Em Fevereiro deixei passar um dos desafios do Dorie às Sextas: o Cocoa -buttermilk birthday cake. Coincidiu com o aniversário da Catarina e já tinha planeado o seu bolo. Mas este ficou-me na cabeça, à espera do aniversário seguinte. Quando em Maio a mãe do André fez anos, disse-lhe que o bolo ficaria por minha conta. E gostei tanto, mas tanto que tive que o repetir para o aniversário da minha mãe, uns meros dias depois. 



O bolo em si é muito bom: fofo, suave, coberto com um creme delicioso, com um ligeiro sabor a Ovomaltine. Cortei imensamente no açúcar face à receita original, o que o fez ganhar a meu ver já que não é nada enjoativo. Mas resolvi dar-lhe um twist: uma cobertura com praliné de avelã. Sem demérito para o bolo, o praliné foi aquilo que o transformou de muito bom em simplesmente extraordinário. A não perder.



Bolo de Chocolate com Praliné de Avelã
Adaptado do Cocoa-buttermilk birthday cake do livro Baking, Dorie Greenspan

Para o bolo

Duas chávenas de farinha de trigo
Meia chávena de cacau em pó sem açúcar
Meia colher de chá de fermento em pó
Meia colher de chá de bicarbonato de sódio
Meia colher de chá de sal
Duzentas gramas de manteiga sem sal, à temperatura ambiente
Uma e meia chávenas de açúcar
Dois ovos grandes
Duas gemas grande
Uma colher de chá de extracto de baunilha
Uma chávena de buttermilk
Cento e vinte gramas de chocolate a setenta por cento, derretido


Para o creme
Cento e setenta gramas de chocolate a setenta por cento picado grosseiramente
Um terço de chávena de açúcar amarelo
Um quarto de chávena de Ovomaltine
Duzentas e vinte gramas de manteiga sem sal, à temperatura ambiente
Uma pitada de sal
Três quatros de colher de chá de extracto de baunilha
Uma chávena de açúcar em pó, peneirado

Para o Praliné
Uma chávena de avelãs
Meia chávena de açúcar


Pré-aquecer o forno a cento e oitenta graus. 
Barrar duas formas redondas de 23cm e polvilhar com farinha. Cobrir o fundo com papel vegetal. Alternativamente, usar apenas uma forma de mola de igual diâmetro, sendo que o bolo terá que ser cortado ao meio depois de frio. 

Para o bolo
Misturar a farinha, o cacau, o fermento, o bicarbonato e o sal. Bater a manteiga até ficar macia e cremosa. Adicionar o açúcar e bater durante 2 minutos, até que esteja completamente misturado. Juntar os ovos, um a um, depois as gemas, uma a uma, batendo entre cada adição. Juntar a baunilha e adicionar os ingredientes secos em três vezes e o buttermilk em duas (começar e terminar com os ingredientes secos). Acrescentar o chocolate derretido com uma espátula de borracha. 
Dividir a massa pelas 2 formas e levar ao forno por 26 a 30 minutos, ou até que os bolos se comecem a afastar dos lados das formas (se for só uma forma, deverá demorar um pouco mais de tempo).

Para o creme
Derreter o chocolate com metade do açúcar amarelo em banho-maria. Retirar do lume. Misturar o Ovomaltine e acrescentar o chocolate derretido, gradualmente, mexendo até ficar liso e brilhante. Bater a manteiga até ficar macia e fofa. Adicionar o açúcar amarelo restante e bater durante uns minutos. Juntar o extracto de baunilha, o sal e, aos poucos, o açúcar em pó. Rechear e cobrir o bolo. Levar ao frigorífico pelo menos uma hora.

Para o praliné
Torrar as avelãs no forno durante quinze minutos. Esfregar num pano para tirar a pele. Derreter o açúcar numa frigideira até caramelizar. Misturar as avelãs e deitar rapidamente em cima da pedra. Quando estiver completamente frio, colocar dentro de um saco e bater com o rolo da massa para partir grosseiramente. 

Cobrir o bolo com o praliné e servir.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Um grande dia

Ontem foi um bom dia. Começou com um grande pequeno-almoço numa mesa bem posta, mesmo ao meu gosto. O André fez-me sumo de laranja, iogurte grego com framboesas e muesli caseiro. Recebi desenhos e mimos. E muitos beijos.

Depois fomos almoçar aqui, na esplanada, com vista para o rio e para o Padrão. Estivemos também no Jardim das Oliveiras do CCB, a aproveitar um dia de Verão em pleno Outono. O Tiago dormiu ao ar livre. A Catarina aproveitou para andar na relva. Descalça, como deve ser. A fazer piruetas para a fotografia. E eu fotografei. A sério... 


...e a brincar...

 
O Tiago acordou e aproveitou o bom tempo. Sentiu a relva nos pezinhos. É bom ser um bebé de Verão... 


Mais ainda não era tudo. Para o jantar, o André fez sushi. Os makis de sapateira, abacate e queijo creme que me apetecia comer há tanto tempo. Nigiris de salmão. Sashimi de salmão. O arroz no ponto, bem temperado. Uma delícia!

Ontem os meus amores trataram de mim. Fizeram tudo para que o meu dia fosse perfeito. E foi. 

domingo, 29 de janeiro de 2012

Évora do meu coração

Nos últimos três meses tive um défice de energia tão grande que apenas conseguia ter forças para as tarefas habituais do dia-a-dia. Não tenho saído para fotografar, pouca coisa tenho feito dos meus crafts, não tenho tido sequer pachorra para escrever e os blogues têm andado meio ao abandono... enfim, o que interessa é que, finalmente, começo a sentir-me novamente eu e a ter vontade de voltar para o meu ritmo antigo. 

Foi por isso que ainda não vos mostrei a minha última visita a Évora. O André teve um torneio e eu e a Cat metemo-nos à estrada, no meio de um temporal épico, e fomos para casa da mamã... da minha, claro está. Não teremos muito mais oportunidades de ficar naquela casa de aldeia que, apesar de gélida no Inverno e infernal no Verão, tem qualquer coisa que me vai fazer sentir muitas saudades de lá ir e ficar.

Nesse fim-de-semana de Novembro, um dos meus planos era passear pela cidade e fotografá-la como ainda não fiz até hoje. Évora está na minha memória e no meu coração  desde pequena, dos dias de Verão em casa dos meus tios, a destilar de calor e ansiosamente à espera da trégua do cair da noite, que trazia um fresco ímpar, à semelhança do clima do deserto. Sinto dever a essa cidade uma dedicatória como deve ser, mas não foi ainda daquela vez porque esteve quase sempre a chover. Ainda assim, saímos de manhã como planeado para ir ao mercado, passar pela Praça do Giraldo e espreitar a restrosaria mais antiga da cidade em busca de galões diferentes para os meus projectos de costura.


O mercado sofreu obras profundas, que o transformaram numa amálgama de mármore, vidro e pequenas lojas. Para os fãs de mercados abertos e espaçosos, o resultado final é uma desilusão. Mas fora de portas há bancas ao ar livre com legumes, azeitonas, massa de pimentão, ervas aromáticas, numa explosão de cores e cheiros acompanhada e enriquecida pela conversa de vendedores e clientes.



Depois de algumas compras, estava na hora de subir até ao centro da cidade...


A caminho da Praça do Giraldo, pernas mais pequenas ficam cansadas pela subida e, trocando a mão da avó, lá arranjam um transporte alternativo bem mais confortável...


Passear por Évora com alguém que lá more é um desafio ao tempo: todos se conhecem, todos se cumprimentam, todos vão sabendo uns dos outros... nada como em Lisboa, onde a pressa constante vai eliminando quase todos os tipos de contacto humano.



E assim continuamos, entre conversas, ruas estreitas e esplanadas encaixadas em sítios mais ou menos exíguos, em busca da tal retrosaria.



Um portão fechado que dá para lado nenhum guarda uma escultura de um artista local...


... e, bem perto, o estilo único da Oficina da Terra faz-se imediatamente anunciar.


E finalmente chegamos à retrosaria. Encavalitada num muro, mal se percebe o que está dentro daquela porta. Mas digo-vos, vale a pena a visita. Vale tanto que, com o entusiarmo, nem fotografei o local. Fica para a próxima...

A hora de almoço aproximava-se a passos largos. O fumo dos assadores de castanhas impregnava as ruas perto da Praça do Giraldo e o céu estava a fechar-se novamente, ameaçando novo temporal. Era hora de voltar...



... não sem antes correr e saltar para assustar os pombos...


Com este pequeno passeio, fica a promessa e a vontade de passear por todos os recantos da cidade e fazer-lhe aqui a homenagem que merece. Talvez na Primavera...

sábado, 7 de janeiro de 2012

Natal

Os últimos meses do ano foram algo complicados, o que se deve ter reparado pelas poucas vezes que aqui vim. Não foi tanto pelo trabalho, que foi muito mas não mais do que o habitual, não foi apenas por ter tido mais do que fazer em casa do que costumo ter. Talvez tenha sido também um pouco por me meter em demasiadas coisas ao mesmo tempo mas foi, sobretudo, por uma enorme exaustão que, se bem que por bons motivos, me tem esgotado completamente a energia habitual.

Ainda assim, não podia deixar de dedicar algumas horas às coisas que mais me dão prazer na altura do Natal: decorar a casa, preparar a ceia ao pormenor e fazer algumas pequenas lembranças para dar. Há muitos anos que faço coisas para dar no Natal. Não têm que ser coisas complicadas, basta serem coisas feitas com amor e a pensar em quem as vai receber: uma moldura com uma fotografia especial, uns brincos, um colar, um calendário com fotografias, compotas, azeites aromáticos, açúcares fragantes, bolachas... há tanto que se pode fazer e tanto a que podemos recorrer para nos afastarmos da habitual compulsão consumista que passou a caracterizar esta quadra e que roubou parte da sua magia. 

Este ano comecei a fazê-las em Outubro. Não variei tanto como no ano passado, mas os vários galões que fui comprando desde o Verão tinham que ser usados e só conseguia pensar em almofadinhas de cheiro. E cá estão elas...


Fiz também um saco quente para a minha avó, com bagos de arroz lá dentro, que basta aquecer no micro-ondas e usar por cima de qualquer músculo dorido. Experimentei-o no pescoço e fiquei fã, não tarda farei um para mim...


Fiz ainda uns cremes para as mãos com manteiga de cacau, manteiga de Karité, óleo de amêndoas doces e essência de alfazema, mas não consegui tirar-lhes fotografias decentes para mostrar. Para a minha mãe, um colar de troçado com umas pedras que já havia comprado há anos e que ainda não tinha usado. 


O jantar e a ceia de Natal também foram cá em casa. Fiz bacalhau, tronco de Natal, mexidos e panna cotta, mas não tive oportunidade de fotografar nenhum dos pratos. A casa estava decorada a preceito, como gosto, e as mesas bem postas e cheias de velas aromáticas. Mas, acima de tudo, foi um serão bem passado, com boa conversa, boa comida e algumas boas gargalhadas.


 Isto é, para mim, o Natal: dar, uma casa cheia, alegria e paz.