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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Convidei para jantar... o Eddie Vedder


O Convidei para Jantar está de volta e temos que convidar o nosso Ailaviu, que segundo a Ana, criadora e anfitriã deste desafio, define como "paixões assolapadas, paixonites agudas, amor de morrer…". 

Sim, o Eddie Vedder é o meu Ailaviu. É e desconfio que sempre será, falando de ailavius impossíveis, claro está. É meu ailaviu desde o décimo ano, decorria o remoto ano de 1992. Apanhou-me o coração num início de tarde de Outubro (ou talvez Novembro) quando um daqueles programas de telediscos pedidos passou o Jeremy, o primeiro hit dos Pearl Jam. Eu, que andava perdida e indecisa entre o Bryan Adams e os Guns n'Roses, tive uma revelação e soube que no que de música se tratava andava cega, surda e louca. Ajudou, é claro, ser também paixão do meu primeiro ailaviu de carne e osso, que partilhava comigo os headphones do seu walkman para ouvirmos o Ten no autocarro e nos intervalos das aulas (este ailaviu, de sua feita, foi um amor quase platónico por um grande amigo ao lado de quem me sentava num bom punhado de aulas, com quem ia para a escola no autocarro -num período de tempo em que vivemos em casa da minha avó, no seguimento de umas obras intermináveis em nossa casa -, com quem desfiava rolos de conversa durante horas a fio e que, obviamente, apenas me tomava como grande amiga. Ah, e que me ofereceu uma cassete onde gravou o Ten, algo que me marcou para sempre).



O Eddie era (muito, muito, muito) giro e tinha a voz rouca, era surfista, vestia-se como gente normal e fazia canções que me abriam a alma, conversavam com ela e ajudavam-na a ultrapassar os seus problemas de adolescente que odiava adolescentes. E, como bónus, tinha uma banda fantástica, mas isso era secundário (só mais tarde é que comecei realmente a prestar atenção ao resto dos elementos, confesso)!




Eu fui crescendo e o Eddie também, sempre juntos. Sentia orgulho genuíno por me ter assolapado por ele e não pelo Kurt (Cobain), cujo trágico fim se conhece. É sempre bom preferirmos os persistentes. Os activistas. Os que se mantêm fiéis a si mesmos. E ano após ano, álbum após álbum, esta paixão foi amadurecendo, sem nunca se extinguir. Hoje, com trinta e sete anos, posso dizer que ainda oiço Pearl Jam quase todos os dias e que há pouca coisa que me deixe mais empolgada do que um concerto do Eddie ou dos PJ. Ou um CD novo. Ou uma música que alguém publica algures, mesmo que a tenha ouvido já centenas de vezes.





Leva-nos isto ao meu verdadeiro ailaviu, que atura todos estes devaneios há quase quinze anos. Aquele que vai comigo aos concertos e que me vê histérica por causa de outro e ainda assim adora e diverte-se a olhar para as minhas figuras. Aquele que ouve os CDs comigo (apesar dos protestos "no do cavaquinho"), que me atura os suspiros e que se pudesse, me apresentava o Eddie só para eu poder cumprir um dos meus sonhos e falar com ele nem que fosse por quinze minutos.


Isto porque convido para jantar o Eddie Vedder, mas cozinho-lhe um dos pratos que leva o André às lágrimas: uma empada de carne de vaca e cerveja preta, daquelas que se comem nos pubs escoceses e britânicos e que acredito que iria também levar o Eddie a cantar o Black só para mim. 




Ah, e como o Eddie é rapaz com bom gosto, comprei-nos uma garrafinha de Cartuxa para acompanhar esta empada (um vinho que ele bebe recorrentemente nos concertos em Portugal e que eu gostava de beber com maior frequência).




Eddie, anda daí rapaz, não te vais arrepender!



*****


Empada de vaca e cerveja preta

Recheio inspirado nesta receita do Jamie Oliver
Massa feita com esta receita do Gordon Ramsey

Para o recheio


Duas colheres de sopa de manteiga

Uma noz de manteiga sem sal
Três cebolas roxas, sem pele e cortadas finamente
Três hastes de alecrim fresco, removendo as folhas e picando-as finamente
Três hastes de tomilho fresco, removendo as folhas
Três folhas de louro fresco
Um quilo de carne para estufar, cortada em cubos
Quinhentas gramas de cogumelos Paris, limpos e fatiados
Duas colheres de sopa de puré de tomate
Sal marinho
Pimenta preta moída no momento
Três colheres de sopa de vinagre balsâmico
Três decilitros de cerveja preta
Três colheres de sopa rasas de farinha
Sete decilitros e meio de caldo de carne quente

Para a massa


1 2/3 chávenas de farinha
1 colher de chá de sal fino
6 colheres de sopa de manteiga sem sal muito fria, cortada em cubos
4-6 colheres de sopa de água gelada

Colocar um tacho grande ao lume com duas colheres de sopa de azeite e a manteiga, juntando as cebolas e as ervas. Cozinhar durante 20 minutos ou até as cebolas ficarem douradas e macias, mexendo ocasionalmente. Juntar os cubos de carne e deixar caramelizar, adicionar os cogumelos, o puré de tomate e temperar com sal e pimenta. Juntar o vinagre, a cerveja, a farinha e o caldo e deixar ferver. Baixar o lume para o mínimo, tapar e deixar cozinhar durante uma hora e vinte, rectificando frequentemente os temperos. A carne vai ficar muito tenra e o molho vai reduzir e ficar espesso. Fica melhor de um dia para o outro.


Para a massa, misturar numa taça a farinha com o sal. Juntar a manteiga e misturar rapidamente com os dedos, esfregando a manteiga e a farinha até formar uma areia gossa. Deitar aos poucos a água e amassar até formar uma bola, não trabalhando demasiado a massa. Envolver em película e levar ao frio durante pelo menos 30 minutos.

Pré-aquecer o forno a 190ºC. Dividir a massa num rácio um terço-dois terços e forrar um pirex redondo com papel vegetal. Estender com o rolo numa superfície enfarinhada a porção maior da massa e cobrir o pirex, ajeitando cuidadosamente os lados e a base da massa. Rechear com a carne, reservando um pouco do molho para servir. Esticar a restante massa e cobrir, vedando bem os lados e fazendo um corte em cruz no centro da tampa para sair o vapor. Pincelar com uma mistura de uma gema diluída num pouco de leite e levar a forno até a massa estar dourada e totalmente cozinhada. 

Servir com puré de batata e regar com o molho que se reservou.



domingo, 17 de fevereiro de 2013

A paixão vinda do frio


Adoro ir a concertos. Raramente vou por serem tão caros, mas quando se trata das bandas do meu coração  não posso faltar. Nesta quinta fui ao meu primeiro concerto dos Sigur Rós. Conheci-os apenas em dois mil e oito, precisamente depois de ouvir uma pequena reportagem sobre o seu último concerto em Portugal. Fiquei absolutamente fascinada com o que ouvi e pedi logo os CDs emprestados a um colega de trabalho. Foi como ter uma epifania... onde é que tinham estado durante toda a minha vida? Quando a música me leva  às lágrimas, estabelece-se com ela algo de visceral e de eterno. Foi o que aconteceu. Nem sou muito dada a comprar CDs, mas em menos de nada comprei-os quase todos e durante muito tempo não ouvi muito mais coisas. Estava completamente apaixonada e tinha que recuperar os sete anos que tinha perdido até então.


Quando soube no Verão que viriam ao Campo Pequeno em Fevereiro, tive a certeza que não iria faltar. O André ofereceu-me os bilhetes no meu aniversário e, apesar de não ser grande fã, dispôs-se a vir também. E, assim, pude assistir a um dos melhores concertos da minha vida. Percebo pouco de música, guio-me apenas por aquilo que me faz sentir. E só posso descrever este concerto como uma explosão de sentimentos, que me manteve constantemente com pele de galinha e perto do nirvana. Se quiserem uma opinião mais informada, espreitem aqui. Eu deixo-vos antes com a única gravação que fiz - e que não poderia deixar de fazer, já que é uma das músicas da minha vida - o Ný Batterí.


Assim fico, ansiosa pelo novo álbum, que sai ainda este ano.


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Comfortably Numb

Até me vieram as lágrimas aos olhos...




Hello, 
Is there anybody in there? 
Just nod if you can hear me 
Is there anyone home? 

Come on 
Now 
I hear you're feeling down 
I can ease your pain 
Get you on your feet again 

Relax 
I'll need some information first 
Just the basic facts 
Can you show me where it hurts? 

There is no pain you are receding 
A distant ship's smoke on the horizon 
You are only coming through in waves 
Your lips move 
But I can't hear what you're saying 

When I was a child I had a fever 
My hands felt just like 
Two balloons 
Now I've got that feeling once again 
I can't explain 
You would not understand 
This is not how I am 

I... Have become comfortably numb 

O.K. 
Just a little pin prick 
There'll be no more aaaaaaaah! 
But you may feel a little sick 

Can you stand up? 
I do believe it's working 
Good 
That'll keep you going through the show 
Come on 
It's time to go 

There is no pain you are receding 
A distant ship's smoke on the horizon 
You are only coming through in waves 
Your lips move 
But I can't hear what you're saying 

When I was a child 
I caught a fleeting glimpse 
Out of the corner of my eye 

I turned to look but it was gone 
I cannot put my finger on it now 
The child is grown 
The dream is gone 
I... Have become comfortably numb 

domingo, 9 de dezembro de 2012

Convidei para jantar... a Escócia

Vou pela primeira vez participar num dos mais interessantes desafios culinários que por aí andam: o Convidei para Jantar. A ideia partiu da Anasbageri e consiste em convidar personagens ou personalidades para jantar e apresentar-lhes um ou mais pratos. Todos os meses há um desafio com um anfitrião diferente e desta vez, na nona edição, foi a Marmita que resolveu convidar um país ou uma cidade, para variar um pouco. E convidou Sevilha, fazendo um brilhante post que não só me fez ter vontade de ir lá passar uns dias como me espicaçou para participar também neste desafio. 
Pela minha cabeça passaram logo Lisboa e Roma, mas depressa me afastei do tema das cidades. Foi a Escócia que plantou a sua semente no meu espírito e ali ficou a maturar durante uns dias. Cozinha escocesa? Sim, eu sei, não é das melhores, mas garanto-vos que as refeições que lá comi souberam pela vida. Já lá vamos. Falemos e mostremos primeiro um pouco da nossa convidada. Aviso já, o post é longo mas acreditem: foi uma tarefa hercúlea escolher 'apenas' estas fotografias havendo tanto para mostrar... 

A Escócia é um dos sítios mais bonitos que conheço. Já lá fui algumas vezes e é, até à data, o meu sítio preferido para passar férias. Apesar de adorar praia, não me importo nem um pouco com a chuva, o céu cinzento e o frio que se sente mesmo no verão. São pequenos detalhes quando somos pura e simplesmente arrebatados pela paisagem e pelos cheiros verdes, azuis e cinzentos emanados da terra, do mar, dos lagos e do céu. 

A sul, o verde é inigualável. Os prados estendem-se a perder de vista, salpicados por bolas de lã branca - com umas patinhas e um focinho escondidos lá pelo meio - e entrecortados por ribeiros e algumas manchas mais escuras de floresta.


É também a sul, nas borders, que encontramos as abadias e uma série de castelos em ruínas, reflexo das sucessivas guerras com a Inglaterra. Em ruínas sim, mas bem preservados mesmo na sua destruição. Tudo devidamente assinalado. Tudo com enquadramento histórico.


Mas assim que se avança para norte, o terreno começa a mudar, com a planura a dar lugar à montanha e os pequenos cursos de água aos grandes lagos. 


Abundam as cascatas e as charcas de águas cristalinas e não há como o frio da manhã para espelhar os lagos e oferecer-nos um espectáculo de beleza ímpar.


A Escócia é, por isso, um local de excelência para os amantes da caminhada. O André aventurou-se a subir ao Ben Nevis, o ponto mais alto do Reino Unido, com mil trezentos e quarenta e quatro metros de altitude. Eu prefiro caminhadas mais planas, onde as vertigens e a asma não me estragam o prazer e as vistas.


Para além dos prados, das montanhas e dos lagos, o mar é igualmente figura incontornável. O cheiro a maresia é predominante nas zonas costeiras, sendo particularmente intenso na Ilha de Skye. Apesar de chover quase todos os dias do ano, uma visita à ilha é indispensável.


Mas há também uma série de vilas e cidades costeiras a não perder e até mesmo praias para os mais corajosos, estas bem mais perto de Edimburgo.



E para quem estiver farto de natureza selvagem, poderá sempre visitar um dos vários jardins que proliferam pelo país (sim, para mim é um país, digam lá o que disserem). São magníficos e mostram a paixão nacional pela jardinagem.


Não estou a esquecer-me das maiores atracções turísticas: o Eilean Donan, Stirling ou Edimburgo. Acontece que, na minha modesta opinião, ficam muito aquém de tudo mais que o país tem para nos oferecer e que tenho tentado mostrar neste post que já vai tão longo. Ainda assim, fica um cheirinho...



As vilas e cidades são bem cuidadas. Há uma ordem que não conseguimos encontrar em Portugal. Há poucos prédios, mesmo nas cidades maiores, e a maioria das pessoas vive em casas, que por si só não são especialmente bonitas, mas que contam geralmente com jardins cuidados (o tempo ajuda, eu sei), cestos nos alpendres e janelas floridas que lhes dão um encanto extraordinário.


As pessoas são afáveis e bem dispostas, sempre calorosas e prontas a ajudar e a partilhar uma história. Há uma rede assinalável de Bed & Breakfast e nem se deve ponderar ir para um hotel. Apanhámos casas decoradas com gosto duvidoso, mas também casas espetaculares onde apetece viver. Independentemente disso, os B&B são sempre limpos, confortáveis e, acima de tudo, oferecem um pequeno-almoço de chorar por mais, que pode ser cozinhado para os apreciadores - o André não dispensa o scotish breakfast, com haggis, black pudding, bacon, tomate, cogumelos e ovos - ou um pouco mais leve, "apenas" com porridge (papa de aveia), tostas, muesli, compotas caseiras, café com leite e, quando apetece, um ovo quente. E, salvo raras excepções, este manjar é acompanhado por uma boa conversa com os donos da casa, que se interessam genuinamente pelos seus hóspedes. 

E entramos assim no tema deste desafio: a comida. Os pequenos-almoços são tão bons que nos permitem viajar pelo país durante largas horas comendo apenas coisas leves. Mas como tudo acontece mais cedo neste país, janta-se por volta das seis, seis e meia. A partir desta hora, comida quente e reconfortante, só nos pubs. Com tantas milhas para percorrer - e com sol até quase às dez da noite -, não queríamos perder pitada e acabávamos sempre por escolher a segunda opção. É, por isso, comida de pub que vos trago hoje. Vários são os pratos que me deixam boas memórias, mas após várias pesquisas decidi-me por uma sopa e uma empada, já que foi provavelmente o que mais vezes comi e melhor me soube. Não há nada como comfort food para nos deixar boas memórias. Deixo-vos também as bolachas mais populares no país, o shortbread, que ficam a matar com uma chávena de café.

Então vamos lá:

Scotch Chicken Broth

Adaptado desta receita.



A receita original é feita com borrego. Eu não sou grande fã do sabor nos caldos (nem em lado nenhum, confesso), por isso fiz a sopa com galinha. Também o comi por terras escocesas feito desta maneira, por isso não é propriamente uma heresia...

Para o caldo de galinha

Uma galinha pequena
Uma cenoura
Um nabo pequeno
Duas cebolas
Pimenta preta q.b.
Sal a gosto
Água

Cozinhar em lume brando e durante cerca de três horas a galinha com os legumes e a pimenta cortados em pedaços pequenos. Retirar a galinha e qualquer pedaço de carne que se tenha soltado e guardar o caldo no frigorífico durante algumas horas (ou de um dia para o outro). Limpar a carne, cortar em pedaços pequenos uma parte dela e reservar. Retirar a gordura que se formou à superfície e reservar. A restante galinha pode fazer-se corada ou desfiar e usar o caldo (desdobrado) para uma belíssima canja. O caldo também congela bem.

Para a sopa

Caldo de Galinha desdobrado com água (Quantidade a gosto. Eu fiz 7 decilitros de caldo e 3 decilitros de água, mas podia ter posto mais um pouco de água)
Meia chávena de cevada
Uma cenoura em cubos
Uma cebola picada
Um alho-francês, cortado finamente
Um talo de aipo em cubos
Um nabo pequeno em cubos
Uma chávena de ervilhas

Demolhar a cevada durante uma hora. Aquecer o caldo com os legumes já cozinhados e juntar os legumes crus e a cevada bem escorrida. Deixar em lume brando durante cerca de 30 minutos. Juntar a carne. Servir bem quente, acompanhando com pão e uma noz de manteiga.

Scotch Beef Pie

Inspiração aqui, aqui e aqui.


Para a massa

Um decilitro e meio de leite
Setenta e cinco mililitros de banha (foi a primeira vez que tal coisa entrou na minha casa)
Uma chávena e três quartos farinha
Meia colher de chá de sal

Aquecer o leite e a banha em lume médio até estar quase a ferver. Misturar a farinha com o sal. Adicionar o leite com a banha e amassar até formar uma bola. Dar a forma de um disco e deixar repousar durante vinte minutos numa superfície enfarinhada.
 


Para o recheio

Uma cebola pequena picada
Três dentes de alho picado
Uma cenoura em cubinhos
Meio quilo de carne de vaca, cortada em pedaços pequenos (ou picada)
Uma colher de chá de pimenta
Uma colher de chá de tomilho seco
Um ramo de alecrim fresco
Noz moscada
Azeite

Temperar a carne com sal, pimenta e tomilho. Refogar em azeite a cebola, a cenoura e o alho picados com o azeite e o ramo de alecrim. Juntar a carne e deixar estufar sem secar. 

Montar as tartes

Fazer duas bolas com a massa. Forrar dois recipientes com quinze a vinte centímetros de diâmetro com papel vegetal. Cortar um terço de cada bola de massa e reservar para tapar as tartes. Estender a massa e forrar os recipientes. Rechear. Tapar com a restante massa, que deve ficar bem unida nas bordas. Fazer uma abertura nas tampas para deixar sair o vapor e não empapar a massa. Pincelar com uma gema batida com um pouco de leite. Levar a forno a 180º até ficarem douradas.

Shortbread

Receita daqui



125 gramas de manteiga 
55 gramas de açúcar
180 gramas de farinha

Bater a manteiga amolecida com o açúcar. Acrescentar a farinha e bater até formar uma bola. Estender com o rolo da massa na pedra enfarinhada até ficar com meio a um centímetro de espessura. Cortar em rectângulos com tamanho uniforme. Refrigerar durante vinte minutos (saltei este passo e correu tudo bem) e levar a forno pré-aquecido a 190º até ficarem douradas, mas claras. Perfeitas para complementar uma chávena de chá ou um café.

McEwan's. Provavelmente, a melhor cerveja do mundo.
E para acompanhar esta refeição... cheers!
(infelizmente uma pint de McEwans é só wishful thinking porque que eu saiba só a conseguimos encontrar mesmo na Escócia).

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Um grande dia

Ontem foi um bom dia. Começou com um grande pequeno-almoço numa mesa bem posta, mesmo ao meu gosto. O André fez-me sumo de laranja, iogurte grego com framboesas e muesli caseiro. Recebi desenhos e mimos. E muitos beijos.

Depois fomos almoçar aqui, na esplanada, com vista para o rio e para o Padrão. Estivemos também no Jardim das Oliveiras do CCB, a aproveitar um dia de Verão em pleno Outono. O Tiago dormiu ao ar livre. A Catarina aproveitou para andar na relva. Descalça, como deve ser. A fazer piruetas para a fotografia. E eu fotografei. A sério... 


...e a brincar...

 
O Tiago acordou e aproveitou o bom tempo. Sentiu a relva nos pezinhos. É bom ser um bebé de Verão... 


Mais ainda não era tudo. Para o jantar, o André fez sushi. Os makis de sapateira, abacate e queijo creme que me apetecia comer há tanto tempo. Nigiris de salmão. Sashimi de salmão. O arroz no ponto, bem temperado. Uma delícia!

Ontem os meus amores trataram de mim. Fizeram tudo para que o meu dia fosse perfeito. E foi.