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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Canela + Requeijão = Perfeição

Há fins-de-semana que nos transcendem, em que parece que tivemos um problema de agenda e que marcámos tudo o que havia para marcar numas meras quarenta e oito horas. O nosso fim-de-semana foi assim, com um almoço nos sogros, uma ida à biblioteca para a hora das histórias, um jantar em casa dos amigos, uma ida às compras com a minha mãe seguido de um almoço em nossa casa... no fundo, comer, beber, cozinhar, passear, comer, beber, beber, cozinhar, passear, cozinhar comer, conversar, beber, conversar, beber, conversar... 

Em cheio, tal como eu gosto!!!

Na sexta, planeava tirar um monte de fotografias para relatar as várias experiências culinárias e gastronómicas que se iriam suceder nos dias seguintes. Wishful thinking... é claro que mal tive tempo para me coçar, por isso o plano só se concretizou para a tarte de requeijão que fiz para levar à jantar em casa dos nossos amigos.... o frango com ervas e limão, as batatas gratinadas, a sopa de castanhas e cogumelos e o crumble de maçã terão que ficar para posts futuros.

Vamos à bela da tarte. Esta é uma receita que faço há anos e que foi herdada ou da minha mãe ou de uma amiga dela, não me lembro bem. É fácil, rápida e deliciosa.

Para a base, é necessário um pacote de bolacha Maria e cem gramas de manteiga. A maneira mais fácil é picar a bolacha com a manteiga (a minha picadora é pequena, por isso faço-o em duas vezes), uma vez que fica logo um bom areado que basta deitar na tarteira (forrada com papel vegetal) e calcar para dar a forma da base.


Depois vem o recheio. Um requeijão bem escorrido, que se esborracha com um garfo e ao qual se junta quatro colheres de sopa de açúcar e quatro gemas. Pode bater-se com a batedeira, mas como o requeijão deixa sempre alguns grumos eu prefiro usar a varinha mágica. 


Fica um creme liso e corredio ao qual se junta um pacote de natas, que se vai misturando muito bem. Por fim, canela, tanta quanto gostarem. Como eu gosto muito, pus cerca de duas colheres de sopa e bati até fazer espuma. Por fim, bate-se as claras em castelo com mais duas colheres de açúcar e quando estiverem merengadas, incorporam-se na massa do requeijão. 



O resultado deve ser um creme muito leve e fofo, que se verte sobre a base da bolacha. 


Vai ao forno a cento e oitenta graus, devendo tirar-se quando começar a dourar por cima, mas antes de secar completamente por dentro.


Fica óptima, com uma consistência suave e húmida, fragante, enchendo a casa com o seu cheiro a canela. Enfim, perfeita para comer no Outono.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O que me faz feliz: semana três


A última semana foi fria e chuvosa, com greves, trânsito, autocarros atrasados, autocarros apinhados, acidentes. A somar ao clima global de desânimo, pensarmos em coisas que nos fazem feliz pode ser difícil. Mas... são sempre as pequenas coisas que nos fazem sorrir: o calor das castanhas assadas a aquecer-nos as mãos, termos uma boa revista para folhear no autocarro enquanto estamos presos no trânsito, o nevoeiro (e, como lembrava o Rui, as sirenes dos barcos a rasgar o silêncio da manhã) ou a perspectiva de um fim-de-semana de conversa... foram estas as coisas que me fizeram feliz durante a semana, como fui relatando aqui.

Gosto de sair do trabalho e comprar umas castanhas quentinhas para enganar o frio...

Gosto do dia em que sai a minha revista favorita. Posso passar o serão a lê-la e a preencher a cabeça com boas ideias...

Gosto de mantas e mantinhas e de ficar com as pernas quentinhas...

Gosto de manhãs de nevoeiro, sabe bem estar nas nuvens...

Gosto de antever um fim-de-semana passado à mesa, com horas e horas de conversa, boa comida e melhor vinho à mistura...

Gosto de ter tido um fim-de-semana tão preenchido que nem deu tempo para as rotinas do costume..




domingo, 6 de novembro de 2011

O que me faz feliz: semana dois

Em resposta ao desafio de que vos falei aqui e resumindo o que fui escrevendo aqui, estas foram algumas das coisas que me fizeram feliz na última semana. 

Gosto de feriados, explicar para quê?

Gosto de ver as crianças a brincar, mostra-nos como a vida pode ser descomplicada..

Gosto do cheiro a limão impregnado nas mãos…

Gosto do fim de um dia agitado, em que finalmente me posso sentar e... ahhh...

Gosto deste preciso momento, em que é sexta-feira, acabei de chegar a casa e tenho o fim-de-semana todo pela frente...

Gosto de tardes de conversa, de corte e de costura, com scones e chá à mistura...

Gosto de me sentar na minha varanda a apanhar o sol de Outono, de preferência a ler ou a escrever...

E a vocês, o que vos faz feliz?


sábado, 5 de novembro de 2011

Uma mala dentro da mala

Às vezes é preciso termos muito à vontade com os amigos para lhes darmos aquilo que é feito por nós. Isto é especialmente verdadeiro quando a nossa técnica é ainda algo limitada, quando ainda erramos e quando a probabilidade de o produto final sair com pequenos "defeitos" é significativa. Este ano decidi fazer algo para dar à minha amiga M. no seu aniversário. Já foi em meados de Outubro e a prenda está pronta desde o fim-de-semana passado, mas só hoje estivemos juntas e, por isso, só agora vos posso mostrar o que andei a fazer. Isto.


O que é? Uma mala para usar dentro da mala. É isso mesmo e é uma das melhores invenções que conheço. Comprei uma há uns três anos e, desde então, praticamente deixei de demorar horas e horas a encontrar a chave ou a carteira ou o que for que por lá andar. Tudo arrumado.


Como a minha é absolutamente eficiente, tentei fazê-la tão parecida quanto possível. Foi difícil, porque implicou coser quatro bolsas diferentes, uma delas com fecho. Aliás, foi o primeiro fecho que cosi na vida e... é tão complicado quanto parece, sobretudo se for numa bolsa... mas a pequena bolsa exterior é imprescindível porque, tendo fecho, dá para guardar uma panóplia de coisas pequenas, daquelas que só se encontram nas nossas malas. 

Decidi fazer várias divisórias externas, muito úteis para o telemóvel, para o passe, para guardar canetas e lápis e para o carregador USB, por exemplo. A bolsa bege sustenta as divisórias; a bolsa interior está dobrada sobre a exterior e permite que se use a fita para fechar e impedir que o conteúdo caia para dentro da mala. E dá para prender as chaves do lado de fora. Clever...


Como disse, o processo não foi fácil; às vezes, foi mesmo frustrante. Mas valeu a pena, não só porque consegui fazer algo realmente difícil como porque, e especialmente, a minha amiga gostou.

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