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sábado, 18 de dezembro de 2010

Natal ou o prazer (em extinção) de dar

Para mim o Natal é dar, dar no sentido em que pensamos em alguém de quem gostamos por uma ou outra razão e a quem dedicamos algum do nosso tempo, quer seja com um telefonema, um e-mail, um postal, uma prenda ou um encontro. Dar um pouco de nós, da nossa disponibilidade, da nossa companhia. Não digo que uma prenda comprada seja uma dádiva menor que uma prenda feita e pensada por nós. Eu faço muita coisa para dar, mas também dou bastantes coisas compradas. A grande diferença é que, em qualquer dos casos, tento sempre que o que é dado tenha significado. Custa-me perceber o conceito de comprar qualquer coisa à última da hora e fazer desta festa mais um motivo para andar em stress, a correr e a gastar dinheiro por gastar. É por isso que o Natal perde a magia para a maior parte das pessoas. Fico feliz por ter conseguido até agora contrariar essa maneira de fazer e, com isso, continuar a retirar um enorme prazer desta época do ano.

Neste espírito, estive ontem à noite a ajudar a Catarina a fazer bolachas para dar às educadoras, que tanto merecem pelo bem que a tratam e por tudo o que lhe têm ensinado. Foi um dia que acabou da melhor maneira, literalmente com as mãos na massa.


A receita é daqui e ainda não me deixou ficar mal. Uso sempre chocolate com uma percentagem de cacau entre 70-85% e a Lindt é, sem dúvida, a minha marca de eleição. A massa fica deliciosa, quase que tive que afastar a Catarina do cargo de cozinheira principal, sob pena de hoje levar para a escola saquinhos cheios de ar...


As sobras do primeiro corte dão sempre para uma segunda leva e com o que sobra dessa costumo fazer uns bolinhos, que acho ainda melhores do que as bolachas. Depois de frias, fiz uns saquinhos com celofane transparente e papel-seda vermelho. Nesta parte, a chef principal já tinha sido vencida pelo bater das vinte e duas horas e incubiu a sub-chef de tratar dos detalhes... e pronto, sete saquinhos de biscoitos caseiros e um serão mesmo bem passado.


 

1 comentário:

  1. É isto que eu chamo celebrar o Natal! Está nas nossas mãos fazermos a diferença.

    Os miminhos gulosos estão com óptimo aspecto. Parabéns às cozinheiras!

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