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quarta-feira, 9 de março de 2011

Religião e gastroenterite

O último fim-de-semana acabou mal e bem ao mesmo tempo. Literalmente. Mal porque acabou com uma gastroenterite de caixão à cova. Bem porque, ainda assim, consegui retirar alguma satisfação do programa que o André planeou para Domingo à noite: ir ao teatro. Infelizmente podem contar-se pelos dedos a vezes que fui ao teatro desde que a Catarina nasceu e que saí de Almada, onde se faz do melhor teatro que anda por aí e onde, ao longo de tantas e tantas tardes e noites, aprendi a amar de alma e coração esta forma suprema de entrega do artista ao seu público. Por isso, quando a meio da semana fui surpreendida por estes bilhetes, a felicidade foi mais que muita.


Voltando a Domingo. Chegámos ao Chiado ainda no final do dia, já que quis aproveitar a última hora de luz e o início da noite para passear por ali e tirar umas fotografias. No entanto fim-de-semana de Carnaval é sempre fim-de-semana de chuva, pelo que mais cedo do que tarde fomos "obrigados" a abrigar-nos no Café no Chiado, que já estava a servir o jantar. Foi uma agradável surpresa. O espaço é daqueles que me fazem sentir em casa, bem decorado e com as paredes repletas de livros e mais livros, dos verdadeiros e dos outros. Se tivesse um restaurante ou um café seria algo assim...


Um ambiente calmo, comida boa e despretensiosa, uma carta de vinhos razoável (e com meias garrafas de vinho decente!) e um serviço muito simpático. É claro que se eu tivesse ouvido o meu estômago, que já estava um pouco queixoso desde a hora do almoço, não teria comido caril - que estava óptimo - nem bebido um José de Sousa - o de 2007 está especialmente bom -, que tiveram um triste fim menos de uma hora depois. Enfim...

A peça escolhida pelo André foi A Bíblia: Toda a Palavra de Deus (d´uma assentada), pela Companhia Teatral do ChiadoGostei mas não adorei a peça. Foi divertido, sem dúvida, mas achei que o humor podia ser um pouco mais refinado. É claro que nessa altura eu estava a arder em febre, o que tornou muito difícil apreciar devidamente o momento... Ainda assim, acho que aquele trio funciona muito bem, com uma dinâmica espantosa, e é notável que consiga reter o interesse do público durante quase três horas. E é sempre divertido ver o André a encolher-se na cadeira quando começam a seleccionar pessoas para ir ao palco...

Apesar dos pesares, foi uma noite de Domingo bem passada na melhor companhia de todas. Muito boa por ser diferente e melhor ainda por ter sido uma surpresa inesperada...

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