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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Noia, o mar e as rias ou a visita falhada a Santiago

Saindo de O Grove, seguimos para Norte. A ideia era visitar Santiago de Compostela e descer a costa de regresso ao nosso quartel-general. Parámos em Cambados para almoçar umas tapas apenas razoáveis que nos custaram apenas um pouco menos que a mariscada da véspera, o que é ridículo. A cidade é engraçada, com as típicas construções em pedra desta zona de Espanha, mas nada que seja digno de nota. 


Seguimos então rumo a Santiago. Já lá não ia há uns bons vinte anos e na minha memória era uma cidadezinha minúscula. Se não tivesse decidido deixar o modo control freak bem longe destas férias, teria levado um mapa da cidade e pesquisado um pouco sobre o assunto, o que me levaria a perceber a dimensão da coisa. Como não o fiz, andámos às voltas sem conseguir estacionar e sem encontrar a catedral. Decidimos então seguir directo para a costa e deixar esta visita para outra altura, com mais tempo e mais planeamento. Fomos assim até Noia, para espreitar as vistas da Ria de Muros e Noya. 


A cidade não tem nada de especial, aparte de um passadiço ribeirinho que se revelou um óptimo motivo para um passeio de final de tarde. A vista sobre a ria, dominada pelas gaivotas, com o casario ao fundo, o sol a bater na água e um ou outro pescador (de mexilhão?) ocasional revelaram-me das paisagens mais belas que vi neste périplo por terras espanholas.  


De Noia, seguimos para Sul, continuando pela costa. As imagens da ria vão-se intercalando com as do mar, em paisagens tão parecidas e, ao mesmo tempo, tão diferentes que tornam o passeio algo encantador.


Regressados por fim a O Grove, houve ainda tempo para andar na montanha-russa, uma estreia para a Cat (em jeito de preparação para a surpresa do início de Outubro) e, para nós, um reviver da montanha-russa infantil da feira popular, onde senti pela primeira vez o frio na barriga de uma descida quase a pique, a uma velocidade quase vertiginosa. Ou pelo menos assim me pareceu. Depois deste regresso à infância (e recordando-me amargamente da última vez que havia posto os pés numa bem mais a sério), confesso que as montanhas-russas infantis são bem mais do meu agrado...   


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