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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Pateira de Fermentelos ou o início das férias

Há pouco menos de duas semanas, entrámos de férias. Umas muito, muito aguardadas férias, das quais temos ainda uns quantos dias pela frente, que se esperam mais calmos e relaxados. Afinal, fizemos até agora mais de dois mil e setecentos quilómetros por Portugal e pela Galiza e está na altura de trocar a estrada por uns momentos de descontração. Agora vou ter mais tempo para escrever o relato em diferido dos últimos dias que, apesar de cansativos e apesar do clima completamente instável, foram muito, muito bons.


Para o nosso primeiro dia de férias estavam previstos trinta e três graus de temperatura, mas estes viriam acompanhados por uma inclemente chuva e trovoada, diziam os meterologistas. Assim, ainda em casa, decidimos mudar um pouco os nossos planos iniciais. Ir de férias sem ter nada marcado tem destas vantagens, por muito que custe a uma control freak do meu calibre. Então, em vez de começarmos a viagem pelo Gerês como planeado, ficámo-nos pela zona de Aveiro, mais concretamente por um sítio chamado Pateira de Fermentelos. Como o nome indica, é um lago cheio de patos numa aldeia chamada Fermentelos. Óbvio, não?
A aldeia é feia, como o são a maioria das aldeias nessa zona do país. Por feia entenda-se casas desordenadas, mal cuidadas, muitas vezes inacabadas, com barracões anexos e reflectindo uma falta de brio ímpar. No entanto, a pateira é lindíssima, sobretudo ao final do dia. Mas já lá vamos.


Ficámos na estalagem da Pateira, uma daquelas estalagens à antiga, com grandes quartos, pessoal muito simpático e tudo feito à medida das férias em família. Apesar – e por causa – do capacete de nuvens negras que cobria o céu, estava um calor insuportável. Mas havia também uma bela piscina à nossa espera.
A Cat perdeu finalmente o pouco medo da água que ainda lhe restava e consigo agora rever nela a minha infância, em que ninguém me conseguia dissuadir de estar durante horas e horas dentro do mar ou da piscina ou da banheira ou de onde quer que fosse. Quando arrefeceu um pouco, fomos para a piscina interior, perpetuar a brincadeira até a fome apertar.



Na minha modesta e amadora opinião, as duas melhores alturas do dia para tirar fotografias são o início e o final do dia.  O céu assume cores sem igual quando a noite cai e a calmaria da água quando é de manhã cedo e tudo ainda dorme não tem par.

Ao cair da noite, a Pateira é assim...



E, nas primeiras horas da manhã, a sua beleza não lhe fica atrás...

 
Ficou definitivamente na lista para umas futuras mini-férias.

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