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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Love is...

A reacção nos primeiros dias foi de euforia. Nos dias seguintes foi de receio, de nervoso, substituído depois por alguma indiferença, algum afastamento. Espreitadelas rápidas, festas a medo... mas, de repente, bateu o amor. E nada é mais forte do que isso. Do que isto.


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Stinky, o náufrago

Em Maio passado eu e a Cat passeavamos à beira-mar antes de um almoço de família quando nos deparámos com um ursinho de peluche que parecia ter vindo com a maré. Ficámos a olhar para ele durante algum tempo e eu posso jurar que parecia que ele nos olhava de volta com uma expressão profundamente infeliz. O pêlo estava cheio de algas e de areia e parecia bastante maltratado. Deixámo-lo ali e fomos almoçar. De repente a Cat, que é sempre sorridente, sentou-se a um canto e começou a ficar muito triste e a chorar baixinho. Após alguma insistência, lá me disse que não conseguia parar de pensar no olhar triste do ursinho. Apesar de eu não ser nada dessas coisas, lembrei-me também eu daqueles olhos, cujo brilho se perdera pela força do mar e do seu sal.  Pensei no que terá passado ao sabor das marés até dar à costa naquela praia. Então, lá convenci o André a partir com a filha numa missão de salvamento. Foram e trouxeram o pobre ursinho dentro do meu saco de pano que costumo usar nas compras. Era um desafio aproximarmo-nos daquele saco, que tresandava a algas podres e a óleo de navio. Chamámos-lhe Stinky ainda no caminho para casa.


Bem, quando chegámos a casa, a primeira coisa que fiz foi encher um alguidar com água e detergente, passar o urso por água corrente e deixá-lo de molho durante umas boas horas. A água do banho de imersão ficou completamente castanha. Passei-o novamente por água e pu-lo a secar, de modo a poder limpar-lhe bem o pêlo de toda a porcaria que trazia agarrada: sargaços, fio de pesca, nafta, enfim... O coitado estava tão impregnado de água que demorou quase três dias pendurado na corda da roupa. Mas aqueles olhos pareciam ter ganho outra vida...

Depois deste primeiro tratamento, estava pronto para ir à máquina sem comprometer a limpeza do resto da roupa. Primeiro foi com roupa escura, just in case, e depois com roupa clara, num programa de água mais quente. Finalmente consegui que perdesse aquele cheiro, mas o pêlo continuava em mau estado, com uns pequenos fios metálicos que tinham escapado à primeira limpeza. Para além disso, as extremidades estavam cheias de areia, pelo que seria necessária uma intervenção cirúrgica...


Para esta parte já não tive pachorra, então deixei-o sentado à espera de uma oportunidade minha para fazer o que tinha que ser feito. No fim-de-semana passado, aproveitando a Catarina estar no Algarve, lá me dediquei ao nosso pobre ursito. Cortei-lhe toda a costura na base e retirei todo o enchimento, que ainda conseguia cheirar mal. Virei-o do avesso e tirei-lhe toda aquela areia escura que se acumulava nas patas e no nariz. Lavei novamente a parte de fora do urso na máquina e depois entretive-me a tirar um a um os pequenos fios metálicos. O enchimento é sintético e estava em bom estado, por isso uma boa noite de molho em detergente para lãs tirou de vez aquele pivete horrível. Depois de seco, ainda largou outra tonelada de areia. Voltei a enchê-lo, cosi-o com linha grossa e com um ponto mais ou menos invisível e escovei-lhe o cabelo com a escova das bonecas.


E foi assim que devolvemos a alegria aos olhos do Stinky. A Cat chega no fim-de-semana e vai vê-lo sentado na sua cama, feliz e recuperado, já sem o seu ar de náufrago. É claro que é mais um boneco. Mas é também uma boa história para contar um dia mais tarde.

domingo, 8 de julho de 2012

Para trocar fraldas...

Dentro de poucos dias o Tiago estará connosco. A preparação para um segundo filho é muito mais fácil do que para o primeiro. Como guardei tudo o que serviu para a Catarina, posso dizer que as únicas coisas que comprei até agora foram uma chucha e fraldas para recém-nascido. Ontem montei a alcofa, fiz a cama e, quando fui pôr a capa antiga no trocador, achei que estava demasiado velha. Já tinha visto um tutorial no Pinterest com uma capa espectacular e tinha vontade de fazê-la para substituir a antiga. Nada melhor para a vontade do que uma boa oportunidade. Afinal, tinha um certo tecido que estava mesmo a pedir ser usado para este fim...

Há seis anos e meio, quando a Catarina estava para nascer, pareceu-me uma parvoice comprar uma cama-alcofa, que para além de cara seria mais um móvel para guardar e ocupar espaço precioso. Afinal, em dois ou três meses a Cat passaria para a cama de grades, então optei por uma daquelas alcofas em tecido, transportáveis, e por um suporte metálico próprio para o efeito. Prático, mas um bocado feioso. Então comprei um tecido com riscas azuis e resolvi tentar estrear a máquina de costura que a minha mãe me oferecera uns meses antes, fazendo uma saia para a alcofa. Como já contei aqui, foi uma péssima experiência, pelo que acabei por fazê-la toda à mão. O tecido que sobrou ficou dobrado e guardado... até agora.


Não se pode dizer que fazer uma capa para um trocador seja uma tarefa fácil. A forma é irregular e tive que fazer um molde mais ou menos a olho... também não facilitou um engano nas medidas, felizmente por excesso... e confesso que tenho alguma dificuldade em perceber o que tenho que fazer nalguns tutoriais de costura... mas no fim de contas lá consegui que ficasse bem.



E foi assim que o Tiago ganhou uma capa para o trocador a condizer com a sua alcofa. Agora só falta mesmo resolver sair para poder deitar-se na caminha que já o espera... 

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